Sob qualquer critério, a construção rodoviária é essencial para o desenvolvimento da América Latina. 

O melhoramento da infraestrutura latino-americana passa necessariamente pelas rodovias. Mesmo que se anunciem, como vem acontecendo, muitos investimentos ferroviários, pouco se fala de que os projetos ferroviários podem, inclusive, colocar mais demanda por estradas.

É que um sistema de trens não resolve totalmente a necessidade de transporte pesado de grandes quantidades de cargas. Cada nova linha de trens demanda infraestrutura associada, o que traz consigo a necessidade de rotas de conexão com os centros produtivos e de distribuição.

A verdade é que o panorama logístico que se deseja para a América Latina – com mais integração entre diferentes modais de transporte – nunca deixará de se basear em estradas. Fazê-las e mantê-las e, portanto, uma obrigação prioritária dos governos e autoridades que lidam com o problema da infraestrutura.

A materialidade desta operação depende de equipamentos e insumos. Como sempre fazemos, resumimos abaixo o que os principais fabricantes de máquinas rodoviárias oferecem atualmente ao mercado, e para o ano que vem.

Maquinário

CAT

Agora, a Caterpillar tem todo seu portfólio de equipamentos rodoviários à disposição do mercado latino-americano.

O maior fabricante de equipamentos de construção do mundo, a Caterpillar, tem para o setor rodoviário uma grande novidade. A partir de agora, sua filial no Brasil passa a oferecer sul-americano toda a linha de máquinas de construção de estradas. Se antes a CAT já oferecia um importante leque de equipamentos, a partir de agora toda sua grande gama de produtos está disponível.

“A Caterpillar sempre ofereceu ferramentas para o empresário de pavimentação. A novidade é que agora oferecemos soluções completas com tecnologia integrada. Nosso objetivo é que nossos clientes tenham tudo o que necessitam para construir estradas com um único fornecedor, por meio da ampla rede de distribuição da Caterpillar”, afirma Paulo Roese, representante do segmento de equipamentos rodoviários da marca para os mercados do Brasil, Paraguai e Uruguai.

Alinha CAT de máquinas rodoviárias inclui compactadores de solo da Série B (com peso operacional que varia entre as 7 e as 21 toneladas métricas), a Série F de vibroacabadoras (com larguras de entre 5 centímetros e 10 metros), os novos compactadores de asfalto tandem CB7 e CB10 (que trazem como opcional um sistema oscilatório), o compactador de pneus CW34, além de fresadoras e recicladoras de solos, como é o caso dos modelos RM300 e RM500B.

“Os clientes podem contar com nossos equipamentos em qualquer obra, temos soluções que dão apoio a todas as tarefas, do início ao fim”, diz Paulo Roese.

No que diz respeito à recuperação de asfaltos, os equipamentos de fresagem são uma necessidade na América Latina. Não é por acaso, dado que são muitas as estradas por aqui que não têm a manutenção mais básica, precisando de uma boa fresagem para recuperar e, então, repavimentar.

Da parte do Grupo Wirtgen, da Alemanha, a fresagem sempre foi um importante elemento em sua oferta de produtos. Agora é ainda mais, com o lançamento de seu novo equipamento W 150 CF e W 150 CFi (sua diferença é a implementação de mais eletrônica embarcada no modelo CFi).

Sua principal vantagem em comparação com os modelos anteriores da marca é a largura variável da fresagem. O equipamento tem o que a Wirtgen chama de Flexible Cutter System. Basicamente, os tambores de fresagem são intercambiáveis, permitindo larguras de fresagem de 600mm, 900mm, 1200mm e 1500mm. Esta variedade de larguras seria por sí só uma versatilidade a destacar.

Mas, se se utiliza o tambor de 1500mm, o sistema pode receber um kit de alargamento que amplia a caixa do tambor em 300mm adicionais. O que significa que a fresadora W 150 CF (e CFi) pode trabalhar com largura de até 1800mm.

Wirtgen

A fresagem é fundamental numa região onde a falta de manutenção é a marca. O Grupo Wirtgen investe muito neste segmento.

Outra característica interessante do equipamento é o raio de movimento da cinta de descarga do material fresado. A cinta pode se movimentar até 60 graus para cada lado. Isso é importante porque dá à operação a possibilidade de ter o caminhão ao lado da fresadora, evitando dificuldades relacionadas com a largura da pista e outros problemas logísticos.

“Acreditamos que em cada etapa da construção o equipamento bem escolhido garante a produtividade, a rentabilidade e a qualidade total da obra. As inovações do Grupo Wirtgen agregam ainda mais eficiência e segurança à execução, junto às inovações de engenharia que são desenvolvidas para construir e manter as rodovias com qualidade superior”, diz o presidente comercial da Ciber Equipamentos Rodoviários, subsidiária do grupo no Brasil, Luiz Marcelo Tegon.

Vibroacabadoras

Volvo

A vibroacabadora P4820D ABG é o novo lançamento da Volvo CE na América Latina.

A pavimentação asfáltica atual se realiza com equipamentos conhecidos como vibroacabadoras. Assim são chamadas as máquinas que estendem o asfalto sobre a base, porque com suas mesas de acabamento elas vibram o asfalto para pré-compactá-lo. Esta pré-compactação com as mesas vibratórias (também conhecidas como barras tamper) facilita o trabalho de compactação com rolos. O resultado é mais rapidez e economia de recursos na pavimentação.

Entre as vibroacabadoras mais recentes disponíveis para a América Latina, está o modelo que a Volvo Construction Equipment acaba de introduzir no mercado. O modelo em questão é a P4820D ABG.

O modelo é sobre esteiras e tem uma largura de pavimentação variável entre 2,5 e 6,5 metros. Sua principal novidade é a terceira geração do sistema EPM – Electronic Paver Management da marca sueca. O EPM3 permite ajustes imediatos na operação de pavimentação asfáltica, seja da mesa vibratória, seja na unidade de tração.

“É um sistema fundamental para assegurar a qualidade correspondente aos índices IRI (Índice de Regularidade Internacional, que mede a qualidade de uma via pavimentada) mais exigentes”, diz o diretor comercial da Volvo CE no Brasil, Gilson Capato.

Para o gerente de suporte de vendas e aplicações da marca, Bóris Sanzhez, o EPM 3 envia dados instantaneamente aos operadores por meio de três telas digitais na cabine de operação.

“Os operadores podem armazenar ajustes de parâmetros personalizados para assegurar a consistência do acabamento de um projeto, e depois utilizar estes parâmetros em outras obras”, diz ele. Isto simplificaria o início de uma nova etapa numa obra rodoviária. Além disso, o executivo comenta que “a regularidade longitudinal define o nível de conforto do usuário nas estradas, tal como o menor nível de ruído e maior segurança para os veículos”.

Ammann

Entre seus muitos produtos para vias, a Ammann destaca a vibroacabadora compacta AFT 200-2.

A suíça Ammann também tem novidades na parte de vibroacabadoras. Seu mais recente lançamento este ano é a linha Premium, que tem 17 modelos para variadas aplicações.

Entre as vibroacabadoras Ammann compactas destaca-se a AFW 150-2, que permite trabalhar com larguras tão pequenas como 250mm. Para o segmento de pavimentação urbana, a fabricante oferece quatro modelos que podem em seu máximo desempenho trabalhar com larguras de 4,7 metros e a um ritmo de 350 toneladas de asfalto por hora.

Finalmente, a Ammann tem modelos de vibroacabadoras grandes, para obras rodoviárias de muita largura, que podem chegar a 14 metros. Suas capacidades de produção chegam a 1.100 toneladas de asfalto estendido por hora de trabalho. Obviamente, a aplicação de dito equipamento prevê uma usina de asfalto que seja compatível com este ritmo de produção. Além disso, as maiores pavimentadoras da Ammann contam com seu sistema de controle PaveManager 2.0.

A também alemã Bomag é outro participante do mercado de vibroacabadoras na América Latina, que oferece ao mercado máquinas produzidas tanto na Alemanha como no Brasil.

BOMAG

A linha VDA da Bomag é sua oferta mais sofisticada, com três modelos à disposição.

A empresa tem a oferta de vibroacabadoras divididas entre as linhas BF e VDA, que com seus três modelos (VDA 400 MAX, VDA 421 MAX e VDA 700 MAX) é a oferta mais sofisticada.

Em sua ampla gama de produtos, a Bomag também oferece o pacote completo para a obra viária mais exigente. Além dos clássicos equipamentos de fresagem e compactação, a marca se diferencia por ter, por exemplo, um modelo de compactador que permite triturar rochas (pelo design especial de suas patas de carneiro no tambor). Também se destaca por ter equipamentos muito leves como placas vibratórias que permitem a compactação manual e também ultrapesados como as recicladoras de solo e asfaltos de quase 28 toneladas.

Fica agora nas mãos das autoridades governamentais da América Latina a responsabilidade de fazer com que o setor de obras rodoviárias possa avançar com mais obras, sejam elas vias urbanas que permitam uma visa social de mais qualidade, sejam as rodovias que facilitam a circulação de produtos pelo mundo.

 

GOMACO agrega controle remoto a suas máquinas para concreto

Os equipamentos de pavimentação em concreto da tradicional fabricante GOMACO, dos Estados Unidos, receberam um novo implemento de tecnologia em seu sistema de telemática G+. Se trata de um controle remoto que dá ao operador a visualização dos dados da operação, mesmo que esteja fora do equipamento.

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Sistema ajuda a operar de dentro e de fora da máquina.

A novidade é basicamente reproduzir os dados em uma tela colocada fora da máquina, enquanto dentro dele os mesmos dados continuam visíveis para o operador principal.

Com esta nova característica, o operador da pavimentadora pode entrar e sair da máquina para controlar os resultados, se notar que há algo a verificar afora. Por outro lado, se a operação é das mais complicadas, pode acontecer que o operador principal precise do apoio de alguém de fora, e agora esta pessoa terá acesso simultâneo às mesmas informações.

O controle remoto do sistema G+ da GOMACO também é um adicional de segurança. Em sua tela, há um botão de parada imediata da operação em caso de urgências. Neste caso, um alarme soaria para avisar a todos de que ao redor acontece algo que requer a atenção dos responsáveis.

O controle remoto funciona com duas baterias de lítio e um carregador de 12 volts.