Empresas buscam melhorar a eficiência de equipamentos de perfuração. 

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A Minning Manufacturing tem as perfuratrizes autopropelidas A-3SCW / A-4SCW / A-5SCW.

A aplicação de diferentes técnicas de construção em obras de infraestrutura pesada ao longo da América Latina é uma realidade. Obras como túneis, pontes, viadutos, aeroportos, edifícios de grande altura e portos, entretanto, têm em comum a exigência por serviços de perfuração, cujo sucesso é medido em termos de velocidade, facilidade de uso do maquinário e emissão de poeira.

Em termos de exposição dos trabalhadores à poeira, Javier Guerrero, representante internacional de vendas da Minnich Manufacturing, afirma que “à medida que a agência de regulação da segurança laboral dos EUA, a OSHA, implementou novas normativas de segurança, a captação do pó de sílica se tornou um tema para esta indústria”.

É neste contexto que se explica a aquisição, por parte da Husqvarna, da empresa de aspiração Pullman Ermator. “A empresa está se focalizando no cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade na operação, e esperamos que no curto prazo todos os nossos equipamentos se adaptem às normas como as da OSHA”, afirma Sebastián Marticorena, gerente regional de vendas da Husqvarna.

Velocidade e eficiência

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A Epiroc destaca os modelos de perfouração SmartROC.

Assim como os problemas de saúde são um fator relevante numa indústria como a da perfuração, a eficiência da operação é igualmente essencial. A Minnich Manufacturing tem à disposição do mercado as perfuratrizes autopropelidas A-3SCW / A-4SCW / A-5SCW, que “com sua tecnologia de controle remoto permite aos operadores perfurar até cinco pontos de uma só vez, de longe do equipamento, fomentando assim a eficiência na gestão do tempo de obra e uma baixa exposição do operador à poeira que emana da operação”, comentou Guerreiro.

A companhia sueca Sandvik, com o sistema de perfuração remota iDATA e o sistema iSure, “permitem ao operador carregar o plano de perfuração a fim de que a máquina perfure automaticamente; o que além de pressupor uma economia de tempo, diminui ou mesmo elimina desvios na perfuração, o que no final se traduz em mens escavação do túnel. O software iSure também permite analisar todos os parâmetros de perfuração para obter o rendimento ótimo do equipamento antes mesmo da operação”, diz José Hermes Sánchez, gerente da linha de perfuração subterrânea da Sandvik.

Por exemplo, o perfurador jumbo de três braços da Sandvik DT1231i está projetado para perfurações rápidas e precisas em escavações de túneis. O equipamento controlado pelo iDATA tem as funções automáticas de perfuração e posicionamento do braço controlado pelo operador; e perfura com um diâmetro de 45 a 64 milímetros com uma profundidade de até 6,1 metros. “Nossas perfuratrizes são de alta frequência, precisamente para perfurar mais e melhor”, indica Sánchez.

Harry Ward, gerente de exploração, perfuração e superfície da Sandvik, agrega que “nossas novas tecnologias em perfuratrizes incorporam um sistema de monitoramento avançado para otimizar o rendimento do equipamento, além de realizar um diagnóstico profundo da máquina”. Os informes de rendimento podem ser baixados, conectando a máquina com o escritório central da obra, provendo assim acesso remoto de até três perfuratrizes em forma simultânea pelo operador. De fato, o executivo afirma que, em serviços de perfuração, o futuro está em “conectar todos os equipamentos remotamente, para ir tirando as pessoas desses lugares, e assim conseguir atender uma demanda histórica dos nossos clientes”.

Por sua vez, o gerente de perfuração da companhia sueca põe ênfase especial na tecnologia Autodrill, presente nos equipamentos TopHammer y DTH, como a DR412i, “os quais uma vez começam a perfurar adaptam seus parâmetros de perfuração às condições da rocha, de forma a melhorar o rendimento, aumentando a velocidade e reduzindo os custos”. Também conta que, com a informação proporcionada pelo Autodrill “pode ir se criando uma imagem com as condições do poço perfurado, perceber a ocorrência de água ou alguma falha para que geólogos e as equipes de explosivos adaptem suas operações”.

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A perfuratriz DM650 é uma das mais recomendadas para a maioria dos trabalhos pesados.

Na marca Epiroc – pertencente ao grupo Atlas Copco -, destacam-se os equipamentos de perfuração SmartROC “utilizados por nossos clientes para trabalhos de pré-corte em mineração a céu aberto, que oferecem a seus usuários a capacidade de realizar os ciclos de perfuração de forma 100% automatizada e com alta precisão mediante sistema de navegação GPS; melhor administração da frota mediante a comunicação do equipamento ao escritório da obra através da rede de informática do canteiro; menor consumo de combustível; relatórios automáticos de produção e status, e aumento da segurança e produtividade, tudo graças ao uso da estação remota BenchREMOTE, que permite a operação dos equipamentos retirando o operador das zonas propensas a deslizamentos ou queda de rochas, e possibilitando o funcionamento de até três equipamentos de maneira simultânea com um só operador”, diz a companhia.

Em termos de eficiência, destaca-se o Boomer S2, máquina de última geração para preparação e desenvolvimento de túneis que tem dois braços. Este equipamento, emblemático para a marca, dispõe da nova geração de brocas COPMD20, “que com uma maior velocidade de penetração otimizam a economia de aço de perfuração em até 30%, sendo 15% mais rápido do que os nossos competidores”, diz a empresa, complementando que o segmento S conta com lanças de dupla rotação para melhorar o posicionamento e a durabilidade da broca”.

Já o software de controle Rig Control System conta com uma nova interface intuitiva, que simplifica o trabalho do operador e contribui para uma maior produtividade, que fica cerca de 15% maior quando se o aplica. Neste sentido, a otimização do controle dá movimentos mais rápidos à lança de perfuração, aumentando a velocidade de perfuração e o tempo de vida das ferramentas de perfuração de uma forma que o setor jamais havia experimentado antes”, afirma a Epiroc.

Na Husqvarna, a aposta é na Husqvarna AD10, uma pequena perfuratriz que “incorpora um sistema automático de perfuração que assegura uma produção constante e eficiente, reduzindo a fadiga do operador”, diz a companhia de origem finlandesa. Nessa linha, executivos da marca ressaltam que “nossa unidade de alimentação automática para perfuração se comunica com o motor da perfuratriz para otimizar a velocidade de alimentação. Isto permite conseguir uma maior velocidade de perfuração para otimizar e um menor desgaste da ferramenta diamantada. E o melhor de tudo é que trabalha mais eficientemente, já que o operador não precisa ficar responsável pela alimentação manual”.

Pequenas, mas versáteis

Algumas das empresas contam com máquinas de tamanhos variados, mas com múltiplas aplicações. “As perfuratrizes Minnich A-1C e A-2C têm soluções de perfuração na superfície para quase qualquer tipo de projeto. A série de perfuração simples A-1C e a série de perfuração dupla A-2C podem operar em posições de costura horizontal, vertical e de 35 graus, e a A-1C é capaz de realizar perfuração oblíqua para uma máxima versatilidade. A broca A-2C reduz o tempo de operação à metade devido à incorporação de uma segunda broca”, argumenta Guerrero.

Já na Husqvarna, há uma novidade que é o sistema modular de corte de alta frequência PRIME, “que oferece uma insuperável relação entre peso e potência. O principal benefício é que com a mesma unidade de potência se pode usar equipamentos de perfuração, cortadoras de parede e manuais, o que muda o segmento de perfuração com rodas diamantadas, já que podem-se realizar mais trabalhos utilizando os equipamentos menores e mais leves”, diz Frederico Velasco, gerente de vendas distritais da Husqvarna.

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O sistema de operação remota iDATA permite ao operador carregar o plano de perforação para que o equipamento perfure automaticamente.

Também em termos de versatilidade, o executivo afirma que “a potência de alta frequência permite usar o equipamento com corrente monofásica ou trifásica. Ao usar as perfuratrizes DM650 com a unidade PP65 com corrente monofásica, gera-se 4 HP de potência. O que converte a perfuratriz manual monofásica mais potente do mercado, enquanto o uso trifásico desenvolve 8 HP de potência”. Todos estes fatores fazem com que a perfuratriz DM650 seja uma das mais recomendadas para a maioria dos trabalhos pesados, permitindo perfurações de ½” a 24 polegadas com nove velocidades de impacto.

As perfuratrizes diamantadas há alguns anos eram equipamentos usados para obras de maior envergadura, mas nos últimos anos a chegada de equipamentos mais acessíveis trouxe um novo leque de máquinas para diferentes aplicações, por exemplo, no mercado imobiliário. “Muitas construtoras adquirem perfuratrizes para a construção de edifícios e suas instalações de água, elétricas, de gás ou ar condicionado, entre outras”, afirma Velasco. Marticortena diz também que estes equipamentos atualmente são usados em laboratórios universitários na extração de samples. “A DM650 está sendo utilizada na construção do metrô de Quito, no Equador, e na ampliação do Porto de Cartagena, no norte da Colômbia”, afirma o executivo.

Mantendo a eficiência

Existe plena concordância em que um dos principais desafios técnicos em matéria de eficiência tem a ver com a capacitação de mecânicos e mantenedores. “A manutenção adequada é essencial para maximizar a eficiência, e por isso é crucial que as empreiteiras sigam todas as pautas de manutenção no manual do operador”, assinala Guerrero, acrescentando também que há que se respeitar sempre os períodos de troca de lubrificantes. “As perfuratrizes Minnich requerem menos manutenção, devido aos engraxadores maiores, acolchoamento de corrimento de nylon e a posição da guia da broca”.

A Sandvik concorda com isso: “contar com pessoal altamente qualificado se tornou um ponto fundamental devido ao tipo de tecnologia que se emprega, por isso é muito importante o suporte que se deve dar a todo momento, de parte do fabricante, para sua adequada operação. A especialização foi muito importante no êxito das nossas tecnologias”.

Neste sentido, Martcorena, da Husqvarna, sustenta que “uma boa capacitação e uma boa recomendação de broca pode ser uma vantagem comparativa, pelo que se pode melhorar muito no marketing e comunicação da capacidade das perfuratrizes, mas em especial, no uso ótimo das perfuratrizes oferecidas. De tal maneira que, ao diminuir as paradas por manutenção, aumenta-se a eficiência nos tempos de obra”.