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Sem investimento, as economias da região não vão se recuperar.

A América Latina continua sendo um continente de muito potencial para o desenvolvimento. Mas são muitos os desafios, comprovados por todos os casos históricos que sempre foram de longo prazo e nunca isento de sacrifícios.

A construção de uma base de infraestrutura rodoviária decente não resolve, por si só, o problema do subdesenvolvimento em regiões pobres ou de renda média, mas oferece uma contribuição absolutamente fundamental ao agregar qualidade ao funcionamento das economias. A infraestrutura se torna, portanto, uma condição necessária, embora não suficiente, para o desenvolvimento.

O mais interessante do debate com relação à infraestrutura é que sua construção contribui também com significativos benefícios adicionais. A infraestrutura, além de facilitar o crescimento e o desenvolvimento, ativa o emprego, promove novos negócios e gera novas riquezas. A capacidade deste setor econômico como multiplicador de capital investido é especial. Por isso, o investimento em infraestrutura sempre se justifica.

Os encadeamentos econômicos do investimento em infraestrutura rodoviária têm forte impacto à frente, dado que quando se entrega uma nova rodovia se destravam muitos projetos potenciais, tanto de indústria como de comércio. Também os impactos gerados pela sua execução são igualmente importantes, dado que para construir uma via são necessárias muitas máquinas e equipamentos, trabalhadores, insumos nobres e serviços sofisticados como engenharias, laboratórios de análise, manutenções e muitos mais.

De maneira que a infraestrutura poderia ser sinônimo de crescimento econômico em países que têm tanto a fazer, como na América Latina.

Indústria

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Pequenas obras públicas, como a reforma de Congonhas, vêm dando fôlego no Brasil.

A potente indústria de equipamentos para construção e manutenção da infraestrutura rodoviária está presente e tem interesse na América Latina. O que ainda falta são volumosos projetos em execução. Na maior economia da região, o Brasil, algo começa a se movimentar com o patrocínio do Ministério da Infraestrutura.

Com obras pequenas e investimentos públicos muito restritos pelo panorama fiscal, o Ministério vem financiando reparações viárias em diferentes trechos da malha nacional. Além disso, a pavimentação também se faz presente em obras aeroportuárias, como no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Dali saem voos domésticos para todo o Brasil, e sua pista de aterrissagem passa por um recapeamento importante, onde se misturam equipamentos de pavimentação Vögele e compactadores Caterpillar. Os equipamentos para compactação do asfalto CB534D estão em aplicação na obra devido às suas características de frequência e amplitude, adequadas para compactações de pavimentos sensíveis como os de aeroporto. O modelo tem frequência de vibração de 42Hz e amplitude nominal de 0,1 polegada.

Outra marca que vem se destacando no mercado de rolos é a Dynapac. A filial da marca no Brasil anunciou este ano o lançamento de um novo modelo de sua família de rolos Rhino. Trata-se do CA15, um equipamento relativamente compacto para espaços mais restritos. Com peso operacional de 6,5 toneladas e motor de 75 cavalos de potência a 2.200 RPM, o CA 15 está projetado para atuar em obras urbanas, terraplanagem, estacionamentos, obras sanitárias e coisas similares.

O novo modelo da Dynapac tem de fábrica o tambor liso, mas existe a opção de instalar as patas de carneiro para compactação de solos, através de kit provido pela fabricante. Outra característica importante do CA 15 Rhino é que tem tração hidrostática com dois motores hidráulicos, o que contribui para sua manobrabilidade em espaços fechados. O raio de giro fechado oferece ao operador um campo de visão constante de 1 x 1 metro.

Pensando no bem-estar do operador, a Dynapac fez o CA 15 com cabine certificada ROPS/FOPS, e certos dispositivos de segurança como freio hidrostático e freio de emergência sobre o diferencial. Além disso, um sistema de absorção da vibração protege o operador do movimento vibratório da máquina. “Um operador com menos estresse sempre produz mais e com mais qualidade “, afirma o gerente de vendas da Dynapac no Brasil, Carlos Santos.

O CA 15 da Dynapac traz como opcionais o sistema de monitoramento Dyn@link, que permite ao gestor de frotas acompanhar os dados do equipamento remotamente, e o Compaction Meter, sistema que mede a eficiência da compactação durante o trabalho e evita o excesso de passadas do rolo sobre o pavimento.

Preparação e execução

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Streumaster, do Grupo Wirtgen, apresentou lançamento recente.

Com um baixo porcentual de vias pavimentadas, os países latino-americanos muitas vezes têm que se ver com necessidades anteriores ao pavimento em si. O que torna o maquinário de preparação de solos sempre um item a considerar na engenharia viária, especialmente quando a obra é a partir do solo natural.

Para isso, o grupo Wirtgen atualizou sua oferta de equipamentos Streumaster. Esta é a marca da famosa empresa alemã que reúne modelos de espargidores de agente ligante. Agora, os equipamentos das séries MC e TC da Streumaster têm novos sistemas espargidores.

De acordo com a marca, estes novos espargidores vêm instalados nos dois lados da máquina principal, e têm alta velocidade de espargimento, são auto limpantes e controlados por um painel eletrônico ao alcance do operador. E por sua pneumática de alta precisão, os espargidores prometem uma colocação mais eficiente do ligante, seja ele betuminoso ou cimentício.

Mas em relação à pavimentação propriamente dita, sobressaem os equipamentos de alta tecnologia. Hoje em dia, as tradicionais vibroacabadoras de asfalto ou concreto funcionam quase como computadores rodoviários, dada a alta porcentagem de tecnologias embarcadas. Uma marca que se destaca de maneira importante nesta tendência é a Volvo.

O modelo de vibroacabadora trabalhado pela empresa sueca na América latina atualmente é a P4820D ABG, equipamento que apresenta o sistema EPM3 (sigla para Electronic Pavement Manager). Este sistema monitora toda a pavimentação em tempo real e permite ajustes instantâneos, de maneira a deixar um tapete asfáltico perfeito ao passar. Além disso, guarda os parâmetros, fazendo um machine learning que lhe permite posteriormente reproduzir um padrão de trabalho sem problemas.

A Volvo também pôs no modelo certos sistemas que ajudam na operação, como o Screed Lock e o Screed Assist,que podem controlar melhor a mesa vibratória da máquina, que finalmente é a responsável por distribuir o asfalto sobre a base. Com este modelo, a Volvo está expandindo a presença de suas vibroacabadoras da série ABG por toda a América Latina, dado que a oferta comercial é para toda a região.

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Vibroacabadora da Volvo atualmente ofertada na região.

Enquanto isso, o universo paralelo da pavimentação rígida, que ainda não é tão popular na América Latina, vem aos poucos ganhando terreno. Um exemplo de adaptação é a opção por pavimentos de concreto de cimento Portland que está sendo feita em obras do Ministério da Infraestrutura. Ainda é minoritário, mas o método vem crescendo em adoção.

Assim, crescerão em proporção as opções tecnológicas disponíveis. Um dos principais players na pavimentação rígida é o grupo alemão Wirtgen, que recentemente lançou uma atualização de seus equipamentos para este fim.

Trata-se da nova SP 154i, que substitui o tradicional modelo SP 1500 na linha de pavimentadoras de concreto de alto rendimento. Esta máquina tem uma função especial, que é a de trabalhar em conjunto com outras duas máquinas para aplicação de concreto em duas camadas.

O “trem de pavimentação” põe em ação primeiramente uma pavimentadora da camada básica de concreto. Então, vem a SP 154i que é projetada para aplicar concreto fresco sobre concreto fresco. Para fazer isso, a máquina tem moldes especialmente desenhados e vibradores elétricos feitos sob medida. Além disso, tem um elemento de inserção automática das barras de conexão e até três unidades automáticas de inserção das barras de ancoragem.

Mas, dependendo da configuração, a SP154i também pode ser aplicada para pavimentação da camada inferior do concreto. Por isso, é importante destacar que o modelo tem a capacidade de produzir pavimentos rígidos de até 450 milímetros de espessura e 16 metros de largura.

Por fim, o “trem de pavimentação” conclui seu trabalho com uma máquina de texturização e cura do concreto.

Outro nome que é um campeão no setor de pavimentação rígida é a GOMACO, que com sua muito ampla oferta de produtos tem solução para todo tipo de construção de pavimentos, calçadas, canais, meio-fio, valetas e outros formatos lineares em concreto.

Assim, a empresa recentemente apresentou sua linha Xtreme de máquinas de pavimentação rígida estreita. O segredo da linha Xtreme é sua capacidade de manobrabilidade, o que lhe permite realizar movimentos muito fechados do molde de material.

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Nova linha Xtreme da GOMACO.

Isto é conseguido através de um sistema de controle hidráulico das pernas de locomoção sobre esteiras, que é exclusivo da GOMACO. Cada esteira tem sensores de rotação com circuitos hidráulicos independentes para cada uma, o que se combina com o software de controle G+ para criar uma capacidade de movimento especialmente ampla.

Os equipamentos da Linha Xtreme são muitos, na verdade a marca adapta diferentes de seus modelos existentes às novas tecnologias e assim passa a oferecer o melhor de suas inovações para uma ampla gama de necessidades.

Como sempre e cada vez mais, opções tecnológicas não faltam. O que às vezes falta, mas está melhorando aos poucos, é a capacidade de realizar projetos de infraestrutura rodoviária na América Latina. O chamado que se deve fazer é dar maior urgência ao tema, dados os multiplicadores econômicos e externalidades positivas que sempre há nos investimentos em infraestrutura.

O importante é promover uma grande onda de investimentos públicos e privados ao longo da região. A tradicional restrição fiscal já não ameaça tanto, neste mundo de taxas de juros praticamente no zero e trilhões de dólares fiscais destinados a reativar as economias afetadas pela Covid-19.

De maneira que cabe agora à América Latina começar seu próprio “new deal”.

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Bomag testa novidades em canteiro

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Novo compactador da Bomag.

Em associação com uma empreiteira alemã, a fabricante de máquinas Bomag vem testando um novo modelo de rolo compactador híbrido e um aplicativo digital de controle que promete reduzir os esforços de operação e economizar recursos.

A empresa Max Bögl está a frente da obra de ampliação e redesenho de um trevo de conexão viária entre Fürth e Erlangen, que prevê a intervenção de pavimentação em cerca de 300 mil m2 com asfaltos especiais. A entrega do projeto é estimada para final de 2021.

Durante a execução do projeto, a Max Bögl pôs em aplicação o novo rlo Bomag BW 174 AP Hybrid, que vem integrado com os sistemas Asphalt Manager e Bomap. O Bomap é o aplicativo digital para dispositivos Android que permite controlar o resultado da compactação.

O BW 174 Ap Hybrid é um rolo tandem que combina motor diesel Kubota com um acumulador hidráulico que realiza parte da forma do movimento, gerando economias importantes na operação. No modo de empuxo, por exemplo, o acumulador hidráulico se recarrega com a energia do movimento do próprio rolo, o que o torna capaz de entregar energia extra na hora da carga máxima.

Concluindo, o BW 174 AP Hybrid apresenta uma solução de alta eficiência para otimizar o uso de motor a diesel, enquanto agrega um controle mais efetivo da compactação com os sistemas de compactação programada Asphalt Manager e de monitoramento do resultado, o Bomap.

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