American web

Na Colômbia, o cruzamento do Canal del Dique utilizou a DD440T da American Augers para instalação de gás.

Os equipamentos de perfuração estão entre os que têm aplicação mais variada. São usados para muitas funções distintas na construção, mas além disso se usam na extração de minérios, instalação de utilidades subterrâneas e na indústria de petróleo e gás.

De um ponto de vista industrial, esta ampla necessidade de perfurações específicas levou um conjunto de empresas provedoras de máquinas à especialização. Cada vez mais, existe a preocupação de atender nichos de mercado, tornando-se um competidor mais forte em uma ou mais aplicações bem específicas.

Junto a esta tendência, aumenta o nível de produtividade da operação de perfuração. Não por acaso, com melhores soluções para aplicações específicas as empreiteiras e prestadoras de serviço poderão oferecer mais trabalho feito e maior precisão em menores tempos.

De maneira que este é um subsetor da indústria que ganha categoria de alta tecnologia e resultado. O que se reflete tanto em melhor infraestrutura instalada e produtividade paras as obras como, também, numa variada oferta de soluções tecnológicas para abrir espaços subterrâneos.

Progressos técnicos

Uma das marcas mais tradicionais neste negócio é a American Augers. A emprera era partde um grupo empresarial conhecido como Charles Machine Works, onde também estavam duas outras marcas de perfuração, a Ditch Witch e a Trencor. Agora, Charles Machine Works foi adquirida pela Toro, com o resultado de uma sinergia que só trouxe progressos para o portfólio das três marcas.

Ditch

A JT100 All Terrain é um dos equipamentos mais robustos da Ditch Witch, e conta com inovador sistema de dupla barra.

A American Augers, por exemplo, vem atualizando seus equipamentos com um sistema de reciclagem do material fluido que advém das perfurações feitas por suas máquinas de perfuração direcional horizontal.

Uma associação exclusiva da marca com o provedor mundial de sistemas de reciclagem de fluidos Derrick deu à American Augers a possibilidade de contar em seus equipamentos com um componente único. Os recicladores Derrick realizam a separação de materiais sólidos que vêm do subsolo perfurado.

“Eles fabricam os shakers de separação de fluidos da terra e nós os incorporamos ao nosso equipamento. A Derrick, por sua longa experiência na indústria de petróleo e gás, farica o melhor em termos de shakers de separação de fluidos. Se quer resultado de verdade, que seu conteúdo de areia seja de 0,2%, que seu conteúdo de argila seja baixíssimo, tem que trabalhar com o componente Derrick”, disse o gerente para América Latina da American Augers Rodolfo Sepúlveda.

Em seu produto mais recente, a perfuratriz DD 240T, o sistema Derrick que vem integrado é o M500PD. Com esta adição, a perfuratriz direcional de menor tamanho da American Augers se torna capaz de trabalhar perfeitamente nas condições de subsolo mais difíceis em termos de composição geológica, visto que o material extraído e separado garante que a máquina não terá engasgos ou parada durante o trabalho. “O sistema Derrick permite uma economia potente não só em fluido de perfuração, mas também em todo o sistema da bomba, das ferramentas, na barra e todo o sistema de fluido da máquina”, afirma o executivo.

A American Augers está, de acordo com Sepúlveda, redesenhando seu principal modelo de perfuratriz direcional, a DD 440. Sem antecipar detalhes, o executivo contou à CLA que o modelo é o campeão de vendas da empresa no mundo, dado que “é uma máquina que está na metade do caminho entre grande e pequena, por isso pode fazer trabalhos menores não sendo tão cara, e mesmo assim é uma unidade completa, tem um monte de vantagens”.

A Ditch Witch, por sua vez, é complementar à American Augers, pois apresenta soluções de perfuração direcional horizontal (HDD) menores, destinadas à instalação de utilidades subterrâneas como telecomunicações ou tubulações de menor diâmetro. Assim, não compete com sua marca irmã American Augers, que se aplica mais a perfurações de maior diâmetro e atende projetos de grandes gasodutos e oleodutos.

A marca de perfuratrizes compactas que agora pertence ao grupo Toro tem seu produto principal no modelo JT1000 All Terrain, que é uma máquina com torque de 445 kN de pullback, produzido por um motor de 268 HP. Este conjunto de força foi colocado no modelo para que a perfuração seja potente em qualquer tipo de solo, inclusive rocha dura.

Mas para aguentar a pressão de um trabalho mais pesado, a Ditch Witch inovou na estrutura do equipamento, através de um sistema patenteado de dupla barra de perfuração, uma dentro da outra. A interna funciona como um motor mecânico que dirige a ponta perfuradora durante a operação. Enquanto isso, a barra externa exerce força para frente, maneja o shaft e auxilia a pôr torque no momento de retirada das barras. Tudo isso, segundo a Ditch Witch, é o que faz a JT100 de fato um equipamento todo terreno.

Outra característica interessante do modelo JT100 All Terrain é um opcional que permite reencher automaticamente o suporte de barras, de tal maneira que ela nunca fica vazia e por isso a perfuração não precisaria parar para repor as barras.

Velocidade e simplicidade

Vermeer

A perfuratriz HDD da Vermeer modelo D23x30 S3 acaba de chegar aos mercados da região através da filial do Brasil.

Outro fabricante muito importante a considerar na parte de equipamentos de perfuração para utilidades urbanas subterrâneas é a norte-americana Vermeer, que tem uma unidade no Brasil que oferece soluções para diversos mercados da América Latina.

Foi aí, na sede de Valinhos, estado de São Paulo, que a Vermeer Brasil apresentou ao mercado regional a nova D23x30 S3, que traz um conceito de tríplice vantagem para o cliente em sua operação. O S3 do nome significa Simplicidade, Velocidade (speed) e Som. Tudo o que o modelo quer aportar ao trabalho da empreiteira de perfuração urbana é menos complicação, mais rapidez no trabalho e redução do ruído, dado que a operação frequentemente acontece em áreas habitadas.

Com dimensões compactas (5,3m de comprimento e 1,3m de largura), o novo modelo da Vermeer pesa pouco (6.386,6 kg) e é fácil de transportar. Não obstante, um motor Deutz aporta 100 HP de potência, e é assim que seu torque pode chegar a 4.067,6 Nm, e sua força de empuxo a 106,8 kN. Portanto, a D23x30 S3 produz mais força que seu modelo antecessor, segundo a Vermeer Brasil.

O equipamento da Vermeer tem novidades na parte de controles. Sua tecnologia de localizadores Falcon F5 permite alcançar e compilar informações até 38 metros sob o solo via radiofrequência, serviço que é complementado por dois sistemas projetados para aumentar a precisão da perfuração, o Datalog e o iGPS.

Outro ponto de avanço no setor de perfuração é a operação remota, visto que muitas vezes um serviço de perfuração pode ser arriscado para manter presença humana por perto. A fabricante sueca Sandvik tem toda uma linha de perfuração feita por martelos especiais acoplados em equipamentos transportadores sobre esteiras.

É exatamente aí onde a Sandvik apresentou sua recente inovação: a série Ranger DXR tem dois modelos sem cabine de operação; o operador fica por fora com seu controle remoto, protegido dos perigos.

Os modelos Ranger DX600R e DX800R alcançam uma profundidade máxima de perfuração de 17,6 metros e 26,4 metros. A profundidade dos martelos se manteve, mas a nova série é mais leve e mais móvel, dado que por não ter cabine pôde melhorar todo seu design estrutural.

Sem pessoas dentro da máquina, a série Ranger DXR pode chegar a lugares limite, como inclinações profundas e terrenos instáveis, o que de acordo com a marca sueca são ocorrências típicas em obras rodoviárias e ferroviárias, quando se tem que abrir uma via em áreas de relevo acidentado ou sobre solos moles.

Como se vê, não faltam tecnologias. Mas à diferença de outros subsetores da construção, onde a opção por trabalho braçal barato pode servir como desculpa para não adotar tecnologias, na perfuração há muitas questões de segurança envolvidas. Conhecer e escolhe as tecnologias apropriadas é uma necessidade.

E, claro, nunca se deve deixar de mencionar as economias e ganhos de produtividade a longo prazo que a tecnologia pode gerar em serviços tão específicos e fundamentais como este.

Epiroc: um ano de voo solo

 

Há pouco mais de um ano, esta marca que desde o século 19 era parte do grupo sueco Atlas Copco se separou da matriz para se tornar uma empresa totalmente autônoma. Começava ali uma surpreendente jornada para o sucesso que vem conquistando significativas áreas do mercado mundial de equipamentos de perfuração.

ControlTower

Esta é a Torre de Controle da Epiroc em Santiago do Chile.

Dedicada principalmente à perfuração de larga dimensão para a mineração, a Epiroc este ano apresentou o que afirma ser o primeiro equipamento de perfuração totalmente autônomo no mundo, o SmartROC. A nova máquina está completamente digitalizada, de maneira a permitir que o operador se distancie das operações arriscadas.

Uma programação feita previamente à perfuração faz com que o SmartROC siga perfeitamente um padrão de entrada e de força, resultando num escavado perfeito em terra ou em pedra. O produto é dedicado a projetos de mineração pesada e pedreiras, especialmente onde as condições sejam inóspitas.

Mas para além de equipamentos, a Epiroc vem se destacando por incrementar os serviços industriais à mineração. Nisto, o mercado do Chile é um de seus laboratórios principais. No país, a Epiroc inaugurou recentemente sua segunda Torre de Controle para apoio à operação mineira.

A Torre de Controle é um espaço totalmente controlado pela Epiroc onde se faz um monitoramento total dos equipamentos dos clientes em operação num determinado território, em tempo real, para entregar soluções baseadas em automação e administração de dados. Em um país minerador como o Chile, trata-se de um serviço que pode marcar a diferença.

O Chile é o segundo lugar do mundo a receber uma Torre de Controle da Epiroc, e é o primeiro nas Américas.

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