Assunção recebeu a indústria para discutir pavimentos de concreto enquanto o Paraguai se compromete com sua adoção. 

Paraguay Pavimentos congreso

“Estamos trabalhando para que o pavimento de concreto seja uma realidade no Paraguai”. Com estas palavras, o presidente da Câmara Paraguaia da Indústria do Concreto Usinado (CAPIHE, na sigla em espanhol), José Vinader Ashwell, abriu o 9º Congresso Iberoamericano de Pavimentos de Concreto, realizado entre os dias 24 e 25 de maio em Assunção.

Presente no evento, que aconteceu no Centro de Convenções da Conmebol, a Concreto Latino-Americano foi testemunha de que sim, hoje em dia se faz mais pelo pavimento de concreto do que em qualquer outro país da América do Sul. Tudo em razão de algo que pode ser determinante: a promulgação da lei 5.841 em agosto de 2017, que define porcentagens mínimas das obras viárias no país para pavimentos rígidos a partir deste ano.

Em 2018, 15% das obras viárias encomendadas pelo governo paraguaio deverão se feitas em concreto. Gradualmente, a porcentagem deverá crescer para chegar a um mínimo de 30%, e assim ficará o panorama de obras viárias do país a partir de 2020.

A quantidade de investimentos viários no Paraguai, ao que parece, continuará aumentando. De acordo com o representante do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do país, Felix Zelaya Méndez, do total de 71.250 km de estradas em seu país, 6.832 são pavimentados, quase totalmente com asfalto.

“Nos próximos anos, o Ministério tem que investir entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão em vias anualmente, para que em dez anos se chegue a um total de 10.200 km pavimentados”, afirmou ele no 9º Congresso. Se isto acontecer, a lei 5.841 fará com que o pavimento de concreto seja de fato uma realidade no Paraguai.

Boas práticas

Em sua palestra para os participantes do evento, o gerente técnico da colombiana Asocreto e diretor da Federação Iberoamericana do Concreto Pré-mesclado (FIHP), Diego Jaramillo, chamou a atenção de todos para a necessidade de seguir as boas práticas para que o Paraguai tenha êxito em sua iniciativa.

Entre muitos outros pontos fundamentais para produzir um bom pavimento rígido, Jaramillo Porto recordou da necessidade absolutamente fundamental de um bom sistema de drenagem. “Há quem diga que para um bom pavimento de concreto são necessárias três coisas: drenagem, drenagem e drenagem. O executivo da FIHP se referiu a experiências exitosas, mas também a algumas problemáticas, na Colômbia, pelas quais ficou claro que o acúmulo de água entre as lajes são a principal razão de deformações e patologias que podem pôr tudo a perder.

Tal como Diego Jaramillo, os representantes de fabricantes de pavimentadoras de alto rendimento que estavam presentes, Joachim Kemp da Wirtgen e Seteven Bowman da Guntert & Zimmerman, deram muitas dicas técnicas sobre como tornar as pavimentadoras mais produtivas. “Uma máquina de alto rendimento deve fazer 1 quilômetro de pavimento por dia, mas seguindo todas as recomendações técnicas. O principal é que, uma vez posta em operação, a máquina não pode mais parar até terminar o serviço”, disse Bowman.

A impressão geral é de que o pavimento rígido está ganhando terreno na América Latina. O Paraguai é o foco de atenção no momento, mas México, Argentina, El Salvador, Bolívia, Chile, Peru e Colômbia também têm experiências bem-sucedidas e vão adotando mais o método.

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