Não há grandes novidades no atual Latam Rental em termos de faturamento, mantendo-se um número próximo aos US$ 2,15 bilhões faturados pelos 45 maiores atores do segmento, o que pode indicar que a indústria de locação latino-americana pode ter tocado o fundo do poço para voltar a crescer. 

latam rental

O investimento realizado em frota em 2018 parece demonstrar isto. Enquanto no ranking anterior as empresas que declararam investimentos haviam desembolsado US$ 249 milhões em 2017, para este ano o número seria de US$ 641 milhões. Este é um sinal claro de que as expectativas que se nutrem no exercício atual, que se forem confirmadas podem impactar positivamente o ranking Latam Rental do ano que vem. 

Além disso, há vários pontos a se destacar este ano em termos de fusões, aplicação de tecnologias e expansões. 

Fusão 

A Mills Estruturas e Serviços de Engenharia entrou neste ano ao Top 10. Com receitas de US$ 80 milhões, a brasileira se colocou na posição de número 9, e a empresa continuará avançando. Já se pode prever que a Mills ficará em segundo na lista, justo abaixo da Aggreko. Isto se deverá, claro, ao acordo de fusão entre a Mills e a Solaris, no início do ano. 

Com o nome provisório de Mills Solaris, a empresa nasceu com 6,7 mil clientes e uma frota de mais de 9 mil máquinas. As duas empresas juntas podem gerar receita de US$ 140 milhões, tornando-se definitivamente a mais importante locadora latino-americana. 

Inovação 

A também brasileira Makro Engenharia ficou na posição 16 este ano, com receitas de US$ 46,2 milhões. A empresa destaca suas ferramentas enfocadas em tecnologia e inovação: a Makro Academy e a Makro Mobile. 

A Makro Academy é uma plataforma desenvolvida dentro da Makro para o treinamento à distância, na qual hoje participam todos os seus empregados, e cuja capacitação estará disponível até finais de 2019. 

Por sua vez, o Makro Mobile é um APP usado para completar listas de verificação de equipamentos, operação, manutenção, análise de pneus e boletins de operação. “Proporciona um monitoramento atualizado do estado do equipamento, elementos de segurança e operação ao ajudar na tomada de decisões e eliminar as falhas de comunicação entre os operadores e as áreas de suporte”, explica a empresa. 

“A ferramenta está integrada com nosso software de gestão e medição de oficinas, através do qual é possível fazer todo o controle de ativos, a programação das manutenções e a análise do rendimento dos indicadores das áreas responsáveis”, afirma a Makro. 

Grande salto

Outra empresa para se destacar é a chilena Trek Rental, que avançou 15 posições no ranking, se colocando em 25ª este ano. E as expectativas são ainda mais positivas para 2019. “Este ano devemos crescer ainda mais, já que estamos adquirindo cerca de 70 novos equipamentos. Com isso já estaríamos muito próximo de ter 400 máquinas próprias. Na nossa frota, além disso, não temos equipamentos menores, razão pela qual falamos de caminhões de cinco toneladas para cima, e de máquinas como rolos compactadores e retroescavadeiras, que são nossas menores unidades”, afirma Jean Vogt, gerente comercial da companhia.  

A empresa cresceu em todos os sentidos. Além da frota maior, abriu uma nova filial em Iquique (norte do Chile) para maximizar o serviço a minas como Quebrada Blanca e Collahuasi, e em prazo curto abrirá uma nova ao sul do país para atender um projeto florestal na zona de Arauco. 

Além disso, implementou um software de controle de frota próprio, e sistemas de telemetria. “Não nos esquecemos das variações de mercado em nível global, é preciso estar atentos, mas nosso forte sempre foi o de fazer apostas de risco e de força em momentos cruciais”, finaliza Vogt. 

Novo ator 

Uma das novas empresas no ranking é a Megarent, do Equador, empresa que se especializa em valetas para os bananais do país (para a oxigenação do solo cultivado). A empresa conta com duas filiais e 212 empregados, e gerou em 2018 um faturamento de US$ 5,6 milhões. 

“Temos uma frota de 70 miniescavadeiras Bobcat E26 e empilhadeiras, com contratos com as principais indústrias do país”, afirma José Ignacio Castelblanco, gerente geral da empresa. 

Expansão 

Outra nova entrante à lista, na última colocação, é a colombiana García Vega, que de incorporou com receitas de US$ 5,1 milhões. A empresa tem interessantes planos de crescimento. “Somos uma marca de soluções de acesso, que hoje se expande para a a Bolívia e em breve para o Peru”, disse Fabio Garcia, o presidente da empresa.

 

Saindo 

Uma das empresas que já não participa do Latam Rental é a australiana Emeco, que em meados de 2017 fechou sua operação chilena. 

Notas e agradecimentos 

  • A CLA agradece especialmente a José Protko e George Bahnke por sua ajuda na confecção desta lista, ajudando-nos a identificar as maiores locação quando começamos o ranking. 
  • Agradecemos também todas as empresas e pessoas que contribuíram com informação para este estudo. Se você tem algum comentário ou desejaria ser incluído no próximo año, contate o editor da CLA, Cristián Peters, no email: cristian.peters@khl.com 
  • O ranking está baseado nas receitas por locação na América Latina em 2018. 
  • Algumas cifras foram estimadas por CLA e sua revista irmã International Rental News
  • Para as empresas que têm frotas e armazéns fora da América Latina, tentou-se determinar a influência direta da região em suas operações. 
  • As receitas foram convertidas usando a média do valor da divisa ao longo de 2018.

Participe no ano que vem 

A Construção Latino-Americana e a International Rental News lançarão uma campanha para realizar este ranking novamente no ano que vem. Esperamos que as empresas aproveitem esta ferramenta para tornar o mercado de locação cada vez mais forte na nossa região.

 

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