IRN-100

Um dos fatos de maior destaque desta nova edição do ranking IRN100 é o progresso de algumas empresas dos Estados Unidos, tanto entre as tradicionais participantes como por novas presenças na lista.

A contínua forma do mercado norte-americano de locação se reflete nos mais recentes dados da American Rental Association (ARA). A associação sugere que a penetração da locação no país cresceu 0,8% entre 2018 e 2019, passando de 55,9% para 56,7%. Entre os fatores que contribuíram para isso, estão a incerteza gerada pela eleição presidencial no país (novembro próximo), a crescente complexidade dos equipamentos e a evolução da imagem das locadoras como empresas que resolvem problemas para seus clientes.

Em suas projeções, a ARA afirmou que o faturamento do rental nos EUA cresceu 3,8%, perfazendo US$ 58,1 bilhões em 2020, e com previsão de crescer mais no futuro. Ainda que, claro, desde o momento em que se previu isto o cenário mudou muito com a pandemia, tornando muito difícil prever qualquer coisa para o mercado.

Considerando a totalidade da lista, as empresas da América do Norte tiveram um crescimento médio de 9,3% em 2019. Enquanto isso, os europeus tiveram crescimento médio de 12,4%, mas este número está distorcido pelas aquisições feitas pela Loxam e a Boels. O faturamento da Boels inclui os da recentemente adquirida Cramo, e isto aumentou seu resultado em 119% na comparação com o ano anterior. Descontando estas distorções, o crescimento médio das empresas europeias no top 100 seria próximo a 8%.

A penetração do rental também cresceu no mercado europeu, dado que este, de acordo com números recentes da European Rental Association (ERA), cresceu mais do que o PIB e que a construção em 2018. Em seu conjunto, o setor de locação de máquinas na Europa cresceu 4,4% em 2018, e o crescimento estimado para 2019 é de 3,8%. De novo, a previsão de 3,2% de crescimento para 2020 ficou comprometida com as interrupções provocadas pela pandemia.

Tanto o mercado da América do Norte como os da Europa já vinham tratando o ano de 2020 com cautela, dados os prognósticos de recessão moderada antes do surto mundial do Coronavírus.

Isto se expressava na queda de 2% interanuais no gasto de capital para 2019, ficando em € 10 bilhões. Para um setor intensivo em capital como é a locação, é uma queda significativa. O investimento da United Rentals foi o maior do ano, com € 1,9 bilhão, sendo seguida de perto pela Ashtead, com € 1,87 bilhão, e a Kanamoto, com € 1,76 bilhão.

Top ten

Observando-se as dez maiores empresas da tabela IRN100, a United Rentals manteve sua posição de liderança, com faturamento de € 8,3 bilhões em 2019, e o grupo Ashtead se manteve em segundo com quase € 5,3 bilhões. A Aktio Corp ocupa a terceira posição com faturamento de € 2,3 bilhões, e a Loxam saltou duas posições e ficou em quarto lugar. Com a aquisição da Ramirent, a francesa Loxam viu seu faturamento crescer e ficar em € 2,3 bilhões em 2019. Esta aquisição foi a maior em toda a história do mercado europeu de locação.

Depois vem a Boels, que entrou no top dez na oitava posição, empurrando o Kikken Group para fora das dez maiores. Como se mencionou antes, isto se deveu à aquisição da Cramo, e assim a empresa fechou o ano com receita de € 1,26 bilhão em 2019.

Concluem o top dez a Nishio Rent All (€ 1,19 bilhão) e a Algeco Scotsman (€ 975 milhões).

Fortes movimentos

Houve muito mais movimentos no restante da tabela, e entre as principais que cresceram estão várias empresas da América do Norte.

A especialista em construção modular WillScot, dos Estados Unidos, subiu seis lugares e ficou na 11ª posição. A receita relatada pela empresa em 2019 foi de € 946 milhões, 42% acima do que havia sido obtido em 2018, € 656 milhões. A empresa adquiriu duas concorrentes da construção modular no ano passado: a ModSpace, por um valor de US$ 1,1 bilhão, e Tyson Onsite, por valor não publicado.

A nova entrante BransSafway alcançou a 15ª posição na estreia, com receitas de € 765 milhões em 2019. No ano passado a empresa adquiriu a canadense AGF Access Group, que é significativa em mast climbers e andaimes, e também comprou a Bowline dos Estados Unidos, especialista em elevadores de cremalheira e plataformas de acesso. Além disso, a BrandSafway incorporou a divisão de guindastes e transporte pesado da Sheedy Drayage, dos EUA.

No Canadá, a Toromont Industries se moveu nove posições e ficou em 35ª. A empresa viu seu faturamento subir de € 330 milhões em 2018 para € 373 milhões em 2019. Em termos porcentuais, o crescimento foi de 11%.

Um dos crescimentos mais importantes do ano passado foi o da Renta Group, que galgou 23 posições e ficou em 64ª. A finlandesa quase dobrou seu faturamento em relação ao ano anterior, passando de € 108 milhões em 2018 para € 192 milhões em 2019, o que significou um crescimento de 78%. Ao final de 2018, a Renta Group adquiriu a norueguesa Flexleie, por um valor não declarado, e mais recentemente abriu uma filial na Polônia.

Top cinco

Entre as empresas líderes mundiais, não é surpresa que a United Rentals uma vez mais tenha ficado à frente por larga margem. A gigante dos Estados Unidos abocanhou 15,6% do faturamento total das 100 maiores empresas em 2019. Mais, portanto, do que os 14,8% que ela tinha em relação ao total em 2018. A empresa investiu € 1,9 bilhão em novos equipamentos, o que representou um aumento de 1% em seu Capex com relação a 2018, e com isso se manteve também em primeiro lugar na tabela de investimentos.

Na segunda posição, a Ashtead registrou faturamento algo superior a € 5,3 bilhões em 2019, acumulando 10% do total das top 100 este ano. A empresa britânica aumentou seu investimento em novos equipamentos, saindo de € 1,6 bilhão em 2018 para € 1,8 bilhão em 2019, e desta forma fica em segundo lugar na tabela de investimentos.

A terceira posição na tabela IRN100 está ocupada novamente pela Aktio Corp. O faturamento com locação da companhia japonesa em 2019 superou os € 2,3 bilhões, representando assim 4,3% do total obtido pelas 100 maiores em 2019.

A Loxam fico una quarta posição, justo abaixo da Aktio Corp, tendo visto seu faturamento sair de quase € 1,5 bilhão em 2018 para pouco menos de € 2,3 bilhões no ano passado, isto em parte graças à aquisição da Ramirent. Antes da aquisição, a Ramirent gerara receitas de € 774 milhões em 2018. Com o mercado de locação da Europa valorado em € 26,6 bilhões, isto coloca a participação da Loxam em seu continente na proporção de 8,6%. Seu faturamento em 2019 representou 4,3% do total da lista das maiores do ano. A Loxam investiu € 345 milhões na sua frota em 2019, o que foi 16% a menos do que no ano anterior.

A britânica Aggreko fica em quinto lugar, com receitas de € 1,9 bilhão em 2019. Esta cifra representa uma queda de 8% em comparação com o que havia registrado no ano anterior, e constitui 3,6% do total faturado pelas 100 maiores. A empresa investiu € 223 milhões em sua frota, o que coloca a Aggreko no décimo lugar na tabela de investimentos em frota de locação.

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