A companhia comprou uma empresa brasileira e abriu instalações no Chile.

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Equipe da Indumix, na Argentina.

A história da Indumix começa no início dos anos 1990 com a prestação de serviços de reparação e manutenção de betoneiras e centrais dosadoras e misturadoras de concreto. E logo em 1993, a companhia decidiu entrar no negócio de fabricação destes equipamentos.

Depois de duas décadas, quase 3 mil mixers e cerca de 1 mil centrais, o grupo quer expandir o seu horizonte. Por isso, comprou a empresa brasileira Brucal em 2017 e está analisando seriamente a fabricação de equipamentos no Chile.

Por outro lado, a fábrica da companhia — que conta com uma área construída de quase 12.000 m2 — vem recebendo investimentos acentuados para melhorar e ampliar seus terrenos, incrementar a engenharia de processos e importar novas tecnologias de corte e solda. A inovação é parte da filosofia da Indumix, algo que se pode observar inclusive no processo de fabricação, pois até as gruas incorporadas aos diversos galpões são de fabricação própria.

Para conversar sobre tudo isso e mais, viajamos a Monte Cristo, na província argentina de Córdoba, onde Noella Gómez, responsável por gestão de vendas, falou sobre os planos futuros da empresa.

Qual é o plano para o Chile?

Queremos replicar no Chile o modelo que criamos na Argentina, de começar na manutenção e em seguida passar a fabricar. A empresa decidiu há alguns anos participar de uma sociedade local para se dedicar ao reparo de equipamentos mixers e à comercialização de produtos. Dependendo do comportamento do mercado latino-americano, vamos começar a produção primeiro de usinas de concreto móvel e depois de centrais dosadoras.

Como está o cronograma?

Já começamos a investir em maquinário e nos processos necessários para o reparo e a manutenção de equipamentos. Estimamos que em 2018 já colocaremos em marcha a linha de fabricação de tambores.

Qual é o volume de investimentos previstos para o Chile?

Isso vai depender do comportamento do mercado. A decisão de montar o projeto está tomada, independente do custo de investimento.

Como foi a aquisição da Brucal?

Em 2017, o grupo Indumix comprou a Brucal, empresa brasileira especializada na fabricação de tolvas para o transporte de cimento e tanques para o transporte de líquidos. A Brucal é uma empresa com história reconhecida no Brasil e conservará a sua marca.

Demanda

Qual é a capacidade instalada da fábrica?

A capacidade de produção da planta em Córdoba, trabalhando em 100%, é de cerca de 30 betoneiras por mês. Por enquanto, estamos despachando seis centrais por mês e podemos chegar a oito. Estamos estruturando outra linha de montagem para mixers, com o objetivo de entregar 36 equipamentos por mês. Depois das betoneiras, vamos ampliar a linha de centrais dosadoras.

Além disso, com a alta demanda na Argentina, decidimos internalizar vários processos na nossa fábrica para as peças mais críticas, para garantir o abastecimento dos nossos equipamentos.

Como está o crescimento de faturamento?

Temos trabalhado muito bem nos últimos anos. Inicialmente, pensamos que 2017 não seria tão bom, mas acabamos registrando um crescimento de mais de 8%. Estamos vendendo cerca de 10 milhões de pesos argentinos ao mês (aproximadamente US$570 mil). Acreditamos que, em março, haverá mais um salto de demanda por maquinário para novas obras na Argentina, assim que as perspectivas para 2018 são positivas.

Quanto o mercado argentino representa para a Indumix?

Nosso modelo de negócios é de aproximadamente 80% para o mercado argentino e 20% para exportações. No entanto, esperamos que logo essa relação passe para 70/30.

Quais são os principais territórios estrangeiros?

Chile, Bolívia, Brasil, Uruguai e Paraguai. Também realizamos algumas exportações para o Peru.

Há intenção de expandir mais ao norte?

Sempre tivemos a visão de ser uma companhia presente em toda a América Latina. Nossa meta para os próximos dez anos é poder atender toda a região, de forma direta ou por meio de sociedades locais.

Equipamentos

Quais são os diferenciais da Indumix?

As betoneiras são commodities — todos os equipamentos são muito parecidos, quase todos suportam a mesma quantidade de m3, a hidráulica é similar etc. Nos destacamos por customizar os equipamentos com pequenos detalhes significativos, como proteção nos rolos e câmeras de ré.

Já as centrais dosadoras possuem muito mais tecnologia aplicada, o que permite uma diferenciação maior. Por exemplo, fizemos uma parceria com a Command Alkon e integramos o sistema CommandBatch para os nossos equipamentos. Também desenvolvemos um software próprio, o Inducomand, que é mais intuitivo e simples.

E como é o pós-venda?

Realizamos muitas capacitações para o manejo das nossas centrais. Só em 2018, já recebemos profissionais do Chile, Bolívia e Brasil e tivemos uma aceitação muito boa do conteúdo apresentado. Também temos um telefone central para receber dúvidas e contamos com técnicos que viajam pela região para atendimentos presenciais.

Entre as novidades, temos as assessorias remotas, que permitem solucionar erros simples, evitando o custo e tempo de traslado, e a análise em frotas de mixers. Nestas, um técnico visita os clientes para fazer a avaliação em todos os equipamentos e recomendar as manutenções necessárias. Em resumo, a Indumix busca ser um aliado estratégico de seus clientes.

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