Seremos testemunhas de um ressurgimento mexicano? É de se esperar que sim. Ao menos as perspectivas são positivas graças ao recente anúncio do Acordo Nacional de Investimento em Infraestrutura, que planeja um total de 147 projetos de infraestrutura daqui a 2024, com investimento de 859 bilhões de pesos (cerca de US$ 44,3 bilhões, equivalentes a 4,6% do PIB), a ser feita pelo setor privado.

A maior parte dos recursos sairá no ano que vem, impulsionando principalmente os setores de turismo, com 30,3% do total, transporte, com 26,5%, e telecomunicações, com 20%.

dos bocas

Refinaria Dos Bocas

Em 2020, começarão investimentos de cerca de 350 bilhões de pesos em cerca de 70 projetos de transporte, telecomunicações, turismo, água e saneamento, em consequência do que a consultoria Foecastim prevê que o PIB das obras de engenharia civil no México crescerá mais de 4% interanual durante o ano. Mas o impacto não se verá apenas no setor de construção, pois deverá gerar efeito multiplicador em toda a economia nacional.

“Em relação com o PIB de Obras de Engenharia Civil e Infraestrutura, estimamos que o valor de produção em 2019 será de cerca de 207 bilhões de pesos, uma diminuição de 4,4% em relação a 2018; é um setor que mantém ciclo de crise desde 2014”, afirma a análise.

“Com relação ao PIB da economia nacional, se crescer 1,5% em 2020, 22% deste aumento será por efeito indireto do investimento em infraestrutura. Em outras palavras, na média 1 em cada 5 pesos de aumento no PIB da economia mexicana se gerará graças ao programa de investimento privado do ano que vem”, afirma o documento.

Sem dúvidas, estas notícias geram otimismo, especialmente após tomar conhecimento de que o setor da construção do México caiu 10,2% no último ano, a queda mais profunda desde 2013.

Além disso, este acordo de investimentos em infraestrutura vem aparar as arestas entre o governo de Andrés Manuel López Obrador e o setor privado, que ficou em grande ressentimento contra o governo quando houve o cancelamento da obra, há um ano, do grande aeroporto que vinha se fazendo na Cidade do México, cujas obras estavam com 30% de andamento.

Empurrão econômico

Guadalajara

Aeroporto de Guadalajara

O Plano Nacional de Infraestrutura mobilizado por López Obrador contempla 147 projetos de obras viárias, aeroportos, portos, ferrovias e telecomunicações.

Entre as iniciativas que estão previstas para começar este ano destacam-se a ampliação do porto de Dos Bocas, no estado de Tabasco, onde já se constrói uma refinaria da empresa pública Petróleos Mexicanos (Pemex); a expansão e remodelação de 17 aeroportos; o desenvolvimento de diversas estradas em Bajío; e uma segunda via expressa de dupla entrada ao norte da capital. Entre 2021 e 2022, estima-se que 41 obras mais se somarão ao plano, e entre 2023 e 2024 outros 34 projetos. As propostas para dinamizar a infraestrutura de energia e saúde se anunciarão em janeiro.

A natureza do Plano levou o Conselho Coordenador Empresarial (CCE) e o Conselho Mexicano de Negócios (CMN) a tomar a iniciativa de organizar o setor privado. Uma parte dos projetos, inclusive, poderá ser concebida pelos empresários, e neste caso se não gerarem novas dívidas públicas, serão aprovados pelo governo. Uma aliança deste tipo permitirá acelerar o avanço dos projetos de construção, sobretudo quando existam obstáculos burocráticos.

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