A IPAF reuniu empresas e profissionais especialistas para seu evento anual no Brasil. 

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Uma vez mais, a Federação Internacional do Acesso Motorizado (IPAF) realizou no estado de São Paulo seu evento anual IPAF ElevAÇÃO, que contou com a participação de todos os mais importantes fabricantes de plataformas de acesso aéreo, além de uma grande quantidade de empresas locadoras especializadas e profissionais de treinamento e segurança do trabalho.

O encontro foi novamente na cidade de Itapecerica da Serra, próxima aos grandes polos industriais onde os principais provedores de equipamentos de acesso têm suas sedes no país. JLG, Genie, Skyjack, Haulotte, Manitou e Palfinger se uniram a empresas das áreas de consumíveis e componentes importantes para o setor, como baterias, pneus e seguros, para apoiar o evento.

“A segurança do operador é sempre um fator primordial e uma prioridade da IPAF”, disse o gerente da IPAF para a Iberoamérica, Antonio Barbosa, em seu discurso de abertura do IPAF ElevAÇÃO 2019. A entidade máxima do setor de acesso nunca deixa de enfatizar a necessidade de proteger os operadores de plataforma em seu dia a dia de trabalho.

Uma demonstração especial deste compromisso no evento deste ano se deu com a palestra de Paul Roddis, gerente de treinamento da IPAF, que se referiu ao tema “Um negócio seguro é um melhor negócio”.

Outro ponto que despertou interesse no público de profissionais do setor foi a mesa de debates “Como a tecnologia pode melhorar a segurança na utilização de plataformas”, com as participações de Gustavo Faria, presidente da Terex Latin America; Ricardo Bertoni, diretor da JLG no Brasil; Sergio Kariya, CEO da Mills; Christian Zaki, CEO da Rental Master; e Luis Carlos Monteli, da Monteli Seguros. A roda de debates foi conduzidad pelos representantes do KHL Group no Brasil e da revista espanhola Movicarga.

Nova norma

O encontro este ano teve especial relevância para o debate da nova norma para trabalho em altura, que atualmente está em discussão no país.

No Brasil, ainda que a frota de plataformas tenha crescido muito nos anos de crescimento econômico, a norma se manteve amarrada à realidade de outros equipamentos de elevação, como guindastes de carga. Isto abriu um campo de interpretações equivocadas, principalmente entre fiscais da segurança no trabalho. O resultado foi que houve casos em que fiscais solicitavam às empresas adaptar o uso de uma plataforma à norma vigente, mas a própria adaptação sugerida acabava gerando inseguranças para o operador.

Por isso, um grupo altamente especializado em plataformas se reuniu no Brasil, sob a coordenação da IPAF, para escrever uma nova norma. O grupo ainda está redigindo o texto, mas se sabe que será especificamente dedicada às plataformas de acesso aéreo motorizadas por combustão ou elétricas, conduzidas pelo operador, usadas em construção, mineração, manutenção industrial e outros setores. Na base da nova norma brasileira, estão os principais pontos das normas ANSI (América do Norte) e CE (Europa).

O resultado deste esforço deverá ser publicado não tão logo, pois o grupo de especialistas brasileiros está esperando a atualização da ANSI, que deverá estar finalizada este ano, para agregar pontos mais atuais. Além disso, há que se considerar o tempo de homologação da nova norma na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e as assinaturas de órgãos públicos que tenham relação com o setor. Por enquanto, o trabalho de aumentar a consciência sobre a segurança operacional continua forte.

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