Em um mercado que pouco a pouco está ressurgindo, a JLG diz estar pronta para atender qualquer necessidsde. 

Mike Brown

Mike Brown

As vendas da JLG aumentaram 31,6%, ficando em US$ 826,5 milhões, no primeiro trimestre do ano fiscal 2019. Segundo Mike Brown, vice-presidente para América Latina, o aumento foi liderado por maiores vendas na América do Norte, “o crescimento na América Latina é mais lento e não impacta tanto na cifra total, está em torno de 10%, mas sobre os bastante deprimidos números dos últimos três anos”, explica. 

Não obstante, a tendência é positiva. “Os mercados que mais movimentam nossa bússola são Brasil e México, continuam sendo os maiores, e embora ambos estejam ainda deprimidos, estamos vendo uma sólida recuperação no Brasil, e isso é alentador depois de quatro anos de crise econômica”. 

Na opinião de Brown, a região tocou o fundo do poço, mas ele adverte que “cada país é diferente, tem sua própria dinâmica política e econômica. No caso do México, o novo presidente tomou posse há relativamente pouco tempo, e como é de um partido com ideologia diferente, ainda está por saber como ele e seu governo vão se comportar e como vão impactar a confiança dos investidores e a economia. Então para o México ainda é cedo para dizer o que exatamente vai acontecer. Tudo está em stand by até que o presidente seja mais claro em suas decisões econômicas, e como os investidores responderão à sua clareza, tanto mexicanos como os estrangeiros”. 

Outro mercado importante é a Argentina, também afundada em crise. Mas o executivo confia na solidez de seu associado no país, a Sullair, que tem muita experiência. “Temos que esperar pelas próximas eleições presidenciais (que acontecerão no mês de outubro deste ano), mas o certo é que quando o mercado se recuperar estaremos muito bem posicionados”, assegura ele. 

Adotando tecnologías 

No que se refere à adoção de tecnologias, Brown é claro. Se o assunto é segurança, dado que é um aspecto que não depende de desenvolvimentos econômicos, as novidades se oferecerão na América Latina na mesma velocidade que no resto do mundo. “Tem que estar disponível em todos os mercados ao momento em que for lançado no primeiro mercado”, define. 

Assim, ele exemplifica com o lançamento do sistema de detecção melhorada (EDS), uma evolução do sistema de toque suave da JLG. O EDS usa uma inovadora tecnologia ultrassônica para detectar quando há um objeto próximo, primeiro diminuindo a velocidade do equipamento e então detendo-o antes que ocorra o contato físico. “A segurança é a nossa maior prioridade”, reafirma o executivo. 

Agora, se os avanços tecnológicos se referem a outros aspectos como máquinas híbridas ou elétricas, sem dúvida os mercados latino-americanos vão atrás daqueles desenvolvidos. “Mas dependerá de cada mercado em particular e sua demanda. É difícil definir um prazo de adoção, os mercados e suas demandas é que determinarão, mas a JLG estará sempre pronta para atender os requisitos”, afirma. De fato, no ano passado a JLG entregou uma lança híbrida à Mills, que foi então posta à prova no Brasil. 

Outra tecnologia muito em voga é a telemática, uma ferramenta muito fundamental para o controle de frotas e equipamentos na qual a JLG está trabalhando ativamente. “Temos um piloto a ponto de estrear na Argentina com nossa parceira Sullair. Estamos trabalhando na licença para ter a tecnologia no Brasil, e no México já temos a licença e a tecnologia, e estamos esperando para ver com que parceiro fazer o primeiro piloto. Estes são os três mercados onde já estamos trabalhando no momento. Mas temos que ter muito bons parceiros, com grandes frotas, e que estejam interessados. A questão é a licença e a tecnologia: que parceiros teremos para dar apoio à conexão via satélite para o uso da telemática?” 

Mercado 

“O mercado é muito promissor, embora a penetração de nossos produtos nos mercados desenvolvidos seja altíssima, seja ela medida per capita, por PIB, por tamanho geográfico ou por densidade da população… na região latino-americana qualquer que seja o método de medição que se aplique, a penetração de um produto continua sendo muito baixa. Há tudo por fazer. Estamos em um bom momento para o produto. As economias determinarão a velocidade com que veremos o crescimento, mas a JLG está com o dedo no gatilho”, finaliza Brown.

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