São muitas as alternativas para construir uma boa estrada, que dure por muitos anos e sirva a seu propósito econômico e social de transportar com segurança pessoas e mercadorias.

Mas sua aplicação depende de mais conhecimento, e a atualização constante é um elemento formador para os que trabalham com a construção rodoviária.

Por se há uma verdade a respeito deste setor, é que está acostumado a inventar soluções muito rapidamente, às vezes para problemas que sequer se apresentaram inteiramente.

Novo pavimento

Wirtgen

A recuperação de asfaltos é facilitada pelo método de a frio, como o grupo Wirtgen recomenda com seu equipamento W 380 CRi.

Falar de obra viária sempre traz à memória o chamado trem de pavimentação, que consiste no conjunto de máquinas – em sequência correta – para receber o asfalto de um caminhão, distribui-lo de maneira apropriada pelo solo e por fim compactá-lo, deixando a pista pronta para uso veicular.

No coração deste conjunto, sem dúvida está a vibroacabadora, ou simplesmente pavimentadora, que é aquela máquina responsável por dar formato de estrada ao asfalto bruto.

Novidades importantes em vibroacabadoras chegaram ao mercado da América Latina há pouco tempo. Uma delas é a VDA 400 MAX, da marca Bomag Marini. Com silo de asfalto capaz de receber até 11 toneladas e mesa de pavimentação de até 4,55 metros através de um opcional de extensão mecânica, o equipamento da Bomag Marini tem uma novidade interessante, o Dual Concept.

Trata-se da possibilidade de trocar o sistema de tração de esteira por rodas, sem necessidade de levar o equipamento a uma oficina. Em geral, as rodas dão mais manobrabilidade às vibroacabadoras, o que em projetos específicos pode representar uma versatilidade interessante à máquina.

A sueca Volvo Construction Equipment segue sua tradição de oferecer produtos para a construção rodoviária, e para a América Latina recentemente introduziu sua vibroacabadora P4820D ABG, que tem muitas larguras de pavimentação possíveis entre 2,5 e 6,5 metros.

Sua principal característica é a terceira versão do sistema de gestão de pavimentação EPM. De acordo com a Volvo, o EPM3 melhora as capacidades de controle da obra viária em tempo real.

Os dados técnicos da pavimentação são enviados a três telas simultaneamente, onde qualquer um dos operadores pode tomar uma decisão corretiva em caso de necessidade, por exemplo, se ocorre alguma irregularidade na superfície asfaltada.

Bomag edited

A nova vibroacabadora da Bomag Marini, VDA 400 MAX, em operação no Brasil.

O mais interessante desta versão do EPM, no entanto, é que a Volvo o colocou para memorizar as obras, de maneira que quando a máquina voltar a trabalhar em obras semelhantes, o sistema terá um “aprendizado” acumulado. O resultado é que, progressivamente, uma P48020D ABG vai se tornando mais versátil, rápida e produtiva.

Compactação

A necessidade de compactar e selar um pavimento tem muitíssimas alternativas de solução para o mercado. Uma delas foi recentemente introduzida pela maca Dynapac.

Seu novo modelo de rolo compactador de médio porte e dois tambores metálicos é o CC 1300. O modelo tem as características necessárias para trabalhar em obras urbanas e noturnas, porque emite pouco ruído e sua vibração é suave.

Outro ponto inovador do CC 1300 da Dynapac é que se pode substituir um dos tambores metálicos por um conjunto de quatro pneus, fazendo com que a compactação seja ainda mais eficiente.

Por outro lado, ao escolher trabalhar com dois cilindros, o equipamento permite vibrar um só ou os dois tambores simultaneamente.

Recuperação viária

Em todos os contextos latino-americanos, está presente o tema da estrada deteriorada, que por razão de tempo de uso, falta de manutenção ou má construção, chega ao estado de quase destruição. Reciclá-las é sempre uma boa opção, e para esta opção o Grupo Wirtgen tem um portfólio completo de máquinas de reciclagem a frio.

Gomaco edited

Os equipamentos Gomaco, como a nova GP4, são uma alternativa segura para o método de pavimento rígido, feito com concreto.

Mais usado por seus benefícios econômicos e ambientais, o método de reciclagem a frio usa um tipo de recicladora especial, das quais a marca alemã lançou um novo modelo, o W 380 Cri. O funcionamento deste equipamento se faz em conjunto com outras máquinas.

Primeiro, um veículo carregado com material ligante (em geral se usa espuma de asfalto) vem sobre a via, conectado à recicladora. Esta tem um rotor de fresagem por baixo, que retira a camada estragada do pavimento. Os restos do asfalto destruído não são descartados, e sim jogados para dentro da recicladora, onde se misturam ao agente ligante. A nova mistura funciona como um asfalto reciclado, pronto para pavimentar a via. Então, a recicladora envia este material ao silo de uma pavimentadora que vem atrás. E o que vem daí é uma pavimentação convencional, com posterior compactação.

O benefício deste método é muito significativo: o material agregado não demanda calor porque já está seco, economizando até 12 litros de diesel por tonelada; o transporte do novo material diminui em até 90% porque tudo está já na própria estrada; não deverá haver muita sobra de material, o que se reduz em até 100% o desperdício de insumos; finalmente, o agente ligante pode ser reduzido em até 50%, visto que o asfalto anterior já contém material betuminoso.

O Grupo Wirtgen é mundialmente famoso por seus equipamentos de fresagem. Também recentemente lançou uma novidade menos visível, mas de igual importância, nesta divisão. Trata-se de um novo formato de ferramenta de corte para os rotores de fresagem. As Wirtgen Compact Carbide (WCC) são um novo design, mais resistente, para as ferramentas de corte, destinado a aplicações em solos e subsolos coesivos e misturados com pedras grandes. As novas ferramentas não substituem as tradicionais, que são mais do que suficientes para camadas superficiais de pavimento deteriorado. Mas as complementam com mais capacidade de corte, o que torna as fresadoras mais bem aplicadas em recuperações e reciclagem de pavimentos e solos.

Pavimento rígido

Volvo

A sueca Volvo inovou em sua vibroacabadora P4820D ABG com a terceira versão do sistema de controle EPM.

Ainda que pouco usado na América Latina em proporção ao método de capeamento asfáltico, o pavimento rígido construído com concreto de cimento Portland é a alternativa ideal para um grande número de aplicações. E disso depende a escolha.

Por exemplo, uma rodovia concedida pode ter toda a sua extensão de rodagem em asfalto, mas será recomendável que nas praças de pedágio seja utilizado o concreto. Por uma razão simples: muitos caminhões e automóveis em velocidade quase zero, e frequentemente em fila, são uma carga pesada demais sobre o solo. Um pavimento flexível (asfalto) sentirá a sobrecarga e poderá ceder. Um pavimento rígido aguantará.

Assim, pouco a pouco a necessidade de considerar a opção rígida vai ganhando espaço entre a engenharia rodoviária latino-americana. Não são poucas as ocasiões em que a rigidez será a opção adequada.

Entre os provedores de equipamentos de produzem pavimento rígido pelo método de encofrado deslizante, a norte-americana GOMACO se destaca. Sua nova oferta mundial é a pavimentadora de alto rendimento GP4, que pode alcançar larguras de até 12,2 metros, graças a seu sistema de telescopagem inteligente do bastidor, que por ser controlado pelo sistema G+, não abre nem mais nem menos do que o necessário para a largura desejada no projeto.

O equipamento tem uma inovação importante que é seu posicionamento (crucial para pavimentação em concreto): braços pivotantes permitem que as pernas se coloquem exatamente onde têm que estar, e as esteiras são controladas igualmente pelo sistema G+. Como resultado destes controles de posição e movimento, a GP4 pode moldar pavimentos em curvas fechadas, ou próximo a barreiras ou meio-fio, o que a torna uma máquina versátil e produtiva para trabalhos de construção de vias de concreto.

Linha completa da CAT Paving disponível para Latam

Caterpillar

Entre os modelos, o rolo de pneus CW34, fabricado no Brasil.

Desde o ano passado, a Caterpillar do Brasil tomou a decisão de prover a linha completa de equipamentos para construção rodoviária em toda a América Latina. O portfólio inclui equipamentos fabricados na tradicional unidade de Piracicaba, interior de São Paulo, e modelos importados. O que importa, no entanto, é que a pavimentação das rodovias na região pode contar com suas soluções completas, do preparo do solo à reciclagem de uma via deteriorada.

Para a compactação de solos são seis modelos, com cilindros lisos e pata de carneiro, e pesos operacionais de 7 a 21 toneladas métricas. Para a pavimentação, a Caterpillar conta com equipamentos de 4 a 21 toneladas, e larguras de asfaltamento de entre 50 centímetros a 10 metros. A compactação de asfalto inclui uma imensa variedade de modelos, entre os ultracompactos utilitários, de duplo cilindro, os combinados (cilindro + pneus) e os de pneus para finalização da camada asfáltica.

Para trabalhos de recuperação rodoviária, o portfólio da Caterpillar inclui fresadoras e recicladoras de asfalto. De fresadoras são oito modelos, variando entre 21 e 37,5 toneladas e diferentes larguras de rotor. A reciclagem de pavimentos tem da parte da CAT os modelos RM300 e RM500B, que podem atingir até 50 centímetros de profundidade superfície abaixo, para uma posterior recuperação total do pavimento estragado.

“Nosso objetivo é que os clientes tenham tudo a partir de um só fabricante, por meio de uma ampla rede de distribuição”, diz o responsável da Caterpillar por equipamentos rodoviários para Brasil, Paraguai e Uruguai, Paulo Roese.

Secagem de solos: um desafio a mais

Se a pavimentação será feita em solo que jamais recebeu um tratamento para rodagem de veículos, é quase certo que terá que se resolver antes o problema da preparação do solo. E frequentemente, a questão é secar o solo o bastante para iniciar a terraplanagem. A fabricante nacional Romanelli tem uma solução para isto: o modelo MTR-250.

Romanelli

A brasileira Romanelli tem uma solução para preparar solos úmidos.

O equipamento é um secador de solos rebocável, que segundo a empresa reduz em até cinco vezes o tempo que geralmente se gasta com a retirada da umidade de um pedaço de terra.

Uma pá na parte inferior do chassi revolve a terra úmida, que passa por uma câmara de calor para secar e voltar ao solo. A câmara tem seu calor proveniente de ar aquecido e de uma mangueira metálica com óleo térmico. O contato da terra revolvida com o ar e a mangueira aquecida é suficiente para secá-la. A saída de ar se dá por um escapamento diferente do escapamento do combustível, para evitar misturar o ar úmido com a terra que acaba de secar.

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