As retroescavadeiras têm a capacidade de resolver problemas para diferentes indústrias, por isso são mais usadas.

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O objetivo principal das retroescavadeiras está nas grandes escavações, onde se instalam fundações, tubulações ou sistemas de drenagem. Mas também se usam em demolições de edifícios, usam a potência hidráulica de seus braços para romper asfalto, ajudando até mesmo a preparar novas pavimentações. Sendo uma combinação de trator, pá e escavadeira, costuma ser usada onde outros equipamentos maiores não são úteis. Além disso, elas trazem uma economia de custos e tempo quando se usam de maneira adequada.

Versatilidade fundamental

Os fabricantes são conscientes da utilidade das retroescavadeiras e sabem que na versatilidade reside o ponto crucial. A inglesa JCB entende bem do assunto, dado que “desde a invenção das retros, vimos mantendo a inovação, buscando maximizar versatilidade e rentabilidade”, argumenta César Garban, gerente de produto da marca para a América Latina.

O JCB Torque Lock e o sistema de direção suave (SRS) “ajudam a manobrar melhor em terrenos hostis ou de mobilidade reduzida, aumentando a retenção do material carregado”, complementa.

Por sua vez, os desafios ambientais são cada vez mais exigentes, e diante disto, na JCB eles afirmam que os motores Dieselmax oferecem um torque alto a baixas rotações, reduzindo o consumo de combustível e o desgaste do motor. “Temos motores que cumprem com as legislações ambientais onde operam nossos clientes”, diz Garban, acrescentando que “nos esmeramos em contar com peças exclusivas, desenvolvendo nossos próprios motores para melhorar o rendimento do equipamento”.

Do outro lado do Atlântico, os norte-americanos da John Deere incorporam “muitas características que o cliente valoriza e nos diferencia da concorrência”, explica Maurício Pereira, gerente de produto da marca para a América Latina. Por exemplo, “nossos equipamentos incorporam o opcional MFWD, uma tração dianteira de deslocamento limitado (LSD), que é capaz de entregar até 65% da potência disponível à roda que está com a melhor tração, proporcionando uma verdadeira experiência 4x4”, detalha.

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Também incorporam a transmissão Power Shift, que muda a marcha sem embreagem para aliviar o operador, permitindo a ele concentra-se exclusivamente na escavação. As quatro velocidades são controladas com a alavanca FNR, que tem as opções de avanço, neutro e reversa.

A marca afirma que suas retroescavadeiras podem ser equipadas com motor Tier 2 ou Tier 3, segundo as necessidades e normas imperantes no território onde operem os clientes. “Para maior rendimento em condições extremas, nosso motor oferece injeção piloto para um arranque fácil em clima frio, cilindro de quatro válvulas para uma ‘respiração’ excepcional a grandes altitudes e um turbocompressor de geometria variável (VGT) que compensa as alterações de altitude”, afirma Pereira.

Por sua vez, a Caterpillar destaca seus modelos da série F2, as retroescavadeiras 416F2 e a 420F2, ambas produzidas na fábrica de Campo Largo, no interior do estado do Paraná. Os modelos estão equipados com o motor 3054C CAT, que cumpre com os padrões de emissão EU Stage II e Tier 2, e tem potência de motor de 93HP na 416F2, e 101HP na 420F2.

A Caterpillar coloca atenção especial num aspecto ainda muito fundamental: a manutenção dos equipamentos. Com tanta digitalização e tecnologia, não se pode esquecer a importância das peças e lubrificantes que dão e mantém a vida das retroescavadeiras. “A manutenção preventiva é fundamental para qualquer tipo de máquina, e realizar as análises de todos os óleos e uma lubrificação correta garantem uma vida útil mais longa, e diminuem a possibilidade de parada para manutenção corretiva”, comenta Ivonne Domanovski, especialista em marketing para retroescavadeiras da companhia.

Já a SDLG comercializa estes equipamentos em toda a região, à exceção do mercado brasileiro. “Um dos traços diferenciadores das nossas retroescavadeiras está na sua transmissão Powershift”, afirma Enrique Ramírez, diretor do distrito hispânico norte da SDLG América Latina. Assim, ele destaca a B876F, que com esta caixa de transmissão conta com 4 marchas adiante e três à ré. Além disso, traz de fábrica a tração 4x4 e um motor turbo de 100HP.

Braços e implementos

“Os braços robustos para a construção do tipo placa sobre placa, a geometria de quatro cilindros e a subida e descida em forma paralela permitem usar as retros como empilhadeiras, e melhorando a visão, dado que como os cilindros estão sobre os braços, abrem a vista do operador. Por sua vez, possuem muito boa força de desagregação na caçamba”, diz Garban, da JCB, e acrescenta que “a disposição dos braços melhora a produtividade, porque ao ter um mesmo comprimento de lança e braço podem-se realizar escavações mais próximas à máquina, demandando menos reposicionamentos para continuar”.

Além disso, a marca oferece soluções em aplicações de precisão como as perfurações para estaqueamentos com o modelo JCB PilingMaster, “que se baseou no modelo 4CX, que tem sistemas eletrônicos a bordo, onde se controlam a profundidade e verticalidade das perfurações”.

Na Caterpillar, os modelos da Série F2 têm um novo design de braço em forma paralela, que aumenta a força de desagregação em 9%, a capacidade de elevação em 13% e a altura máxima de despejamento em 7%. “Os modelos da Série F2 possuem um sistema hidráulico com sensor de carga que usa uma bomba de pistão de fluxo variável, proporcionando maior força nas operações de escavação”, explica Domakoski.

Não obstante, um de seus traços diferenciais é o kit CAR Work Tools, que oferece diferentes tipos de ferramenta e caçambas para retroescavadeiras. “Com este kit, nossas retros são as mais versáteis do mercado”, afirma a executiva, “todas elas têm braço padrão prontos para a instalação de ferramentas; além disso possuem um acoplador de bloquei duplo, exclusivo da Caterpillar, que agiliza o intercâmbio de ferramentas de trabalho”.

Por sua vez, o modelo B876F da SDLG, lançado no ano passado no mercado latino-americano, incorpora dois tipos de braço. Um de comprimento fixo e outro extensível para melhorar a profundidade de exploração e o alcance em aproximadamente um metro. “Este modelo nós lançamos depois de um longo estudo, onde se definiu este produto como o idôneo para ser estreado. Mas claro, vamos continuar a apresentar atualizações nos próximos anos”, afirma Ramírez.

Monitoramento

A John Deere oferece o pacote telemático JD Link, que proporciona dados do equipamento em tempo real para receber alertas de possíveis falhas, evitando paradas por inatividade. Na empresa, sustenta-se que o JD Link pode rastrear a localização e as horas da máquina, além de também identificar movimentos não autorizados usando sistemas de controle geográfico.

Da mesma forma, a CAT inclui o sistema de segurança por teclado numérico Keypad, que é um imobilizador que desativa o motor, a transmissão e o sistema hidráulico até que se insira uma senha. Também conta com um sistema de monitoramento remoto, o conhecido ProductLink.

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Contrariamente ao resto, a SDLG afirma que seus clientes de retroescavadeiras não têm como prioridade a digitalização e automação. “Buscam maquinário com preços competitivos, simples e confiáveis”, argumenta Ramírez.

Clientes versáteis

Como as retroescavadeiras são equipamentos muito versáteis, também o são seus clientes, e isso é bem percebido pela JCB, que afirma que “nossos clientes esperam uma alta disponibilidade destes produtos, baixo custo de operação e alta produtividade. É por isso que procuramos um menor consumo de combustíveis e menores frequências nas manutenções ao fabricar todos os nossos componentes. Além disso, nós somos demandados pelos clientes, e entregamos solução, por exemplo em termos de maior volume de caçambas e uma boa força de desagregação para trabalhos de demolição e preparação de solos”, complementa Garban.

Pereira, da John Deere, confirma que os clientes “esperam um produto altamente confiável, dada sua versatilidade. Além disso, o tempo de inatividade da máquina pode ser custoso de reparar e atrasa a evolução dos projetos”, diz ele. “Nossas retroescavadeiras devem consumir pouco combustível, ter baixos custos de manutenção e alto valor de revenda”.

A empresa destaca suas retroescavadeiras da L Series, “porque são as mais confiáveis que já produzimos”, segundo o executivo. Neste sentido, os segmentos de clientes fundamentais, que incluem locadoras, serviços públicos subterrâneos e a construção, valorizam também que o equipamento possa transportar a si mesmo de um lugar a outro. “Além disso, contamos com vários tipos de caçamba, acopladores e acessórios, como britadores, caçambas multiuso, compactadores de placa, sem-fins, entre outros”, diz.

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Na Caterpillar, afirma-se que há vários aspectos que devem ser analisados na hora em que o cliente vai comprar ou alugar uma retroescavadeira. “Existem aplicações específicas para todos os produtos, tudo dependerá da análise que seja feita nas obras, dos volumes de carga e das expectativas e perfil dos clientes e operadores”, diz Domakoski.

Não obstante, a CAT assume que se deve avaliar de forma profissional a real necessidade que tem o cliente para determinar o melhor custo benefício de seu investimento. “Neste sentido, nossos distribuidores Sotreq e Pesa são especialistas em ajudar o cliente a definir a melhor opção em função de suas necessidades”, diz a executiva. Segundo ela, “nos mercados desenvolvidos e maduros, os clientes costumam usar o equipamento mais adequado para cada aplicação, enquanto nos países em desenvolvimento, como a nossa região, os clientes muitas vezes optam pela versatilidade, buscando que uma máquina realize várias tarefas”.

A SDLG mostra a seus clientes as provas de seus equipamentos. “Neste caso o teste feito com uma B876F, para garantir a confiabilidade e versatilidade”, diz Ramírez. Ao mesmo tempo, Bóris Sánchez, gerente de suporte regional e vendas da Volvo CE Latin America, à qual pertence a SDLG, afirma que “há clientes que já sugeriram melhoramentos em nossas máquinas antes mesmo do lançamento”.

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