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O bombeamento é o momento mais visível e talvez o mais nobre da operação concreteira. É quando, finalmente, o concreto produzido, comercializado e transportado encontra a forma dentro da qual se tornará estrutura sólida e ali passará o resto dos seus dias.

Não por acaso, também é quando a presença de equipamentos confiáveis se torna mais importante. Os mais recentes anúncios de fabricantes tradicionais do mercado de bombas significam uma tranquilidade comercial para o concreteiro. Quem investir em equipamentos dos mais modernos poderá, por anos, assegurar a entrega correta do produto nas obras.

Novidades

Embora seus produtos da divisão de tecnologia de concreto mais conhecidos sejam as centrais de produção e as betoneiras, a alemã Liebherr é também uma provedora especialista em bombas para concreto dosado em central.

Na recente feira Bauma, a Liebherr apresentou um lançamento que já está disponível para todo o mundo. Trata-se da bomba de médio alcance 42 M5 XXT, que passou por um redesenho em comparação aos modelos Liebherr nesta categoria. Montada sobre caminhão de quatro eixos, a bomba promete se enquadrar abaixo do peso total de 32 toneladas. E isto com uma bomba mastro dobrável de cinco peças.

SCHWING

Mas o fator mais inovador da nova 42 M5 XXT é o sistema que foi batizado de Powerbloc. Este é o novo modo de trabalho da unidade de bombeamento, exclusivo da marca. De acordo com a Liebherr, o Powerbloc consiste na integração de todos os elementos de medição e comutação hidráulica. Com este novo dispositivo, a empresa afirma que muitas mangueiras hidráulicas foram retiradas do equipamento, eliminando assim parte do risco de vazamentos que podem paralisar o funcionamento da bomba, inclusive gerando o risco de perder o concreto que seria bombeado.

Além disso, a marca alemã optou por um circuito semifechado para o fluido hidráulico neste novo modelo. Com menos mangueiras, e a circulação por um circuito que não é o aberto nem o fechado, a Liebherr quer reduzir a necessidade de fluido hidráulico sem por isso perder energia hidráulica nos componentes.

Outro fabricante que durante a Bauma apresentou novidades em termos de bombas foi a Schwing-Stetter, um dos mais importantes do setor.

A empresa trouxe uma série de inovações em bombas. Seu modelo top de linha passa a ser a nova S 65 SXF, um verdadeiro mastodonte de concretagem que tem capacidade máxima de bombeamento de 162 m3/h de concreto. Um dos pontos mais interessantes desta nova bomba é que o sistema de suporte curvo SX para a lança recebeu uma dobra adicional (por isso se chama SFX porque o F é de fold), o que aumenta o alcance da lança. Seu máximo alcance é de 60 metros.

Entre as bombas aplicáveis ao contexto de normas de peso na América Latina, a Schwing-Stetter apresentou uma atualização importante de sua Série III. A nova S 47 SX III sobre caminhão tem alcance máximo horizontal de 41 metros, o que segundo a companhia faz com que este equipamento seja a bomba de concreto de maior alcance na categoria abaixo de 32 toneladas de peso total. A lança tem cinco seções funcionando pelo exclusivo sistema de dobra roll-folding, e por isso a bomba tem um alcance vertical máximo de 46,1 metros.

Finalmente, a Schwing apresentou um novo elemento em seu tradicional e famoso modelo S 36 X. Trata-se de um sistema de DirectDrive na base da lança, permitindo a ela rodar 360 graus na última seção da lança articulada, e 330 graus na terceira articulação. Com isto, uma das bombas mais conhecidas da Schwing passa a oferecer uma versatilidade ímpar ao lançar concreto em qualquer tipo de obra.

Controle

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A Putzmeister, por su vez, apresentou um conjunto de novidades muito interessantes na Bauma que têm a ver com os controles de operação das bombas de concreto. Seu sistema Ergonic 2.0 tem aplicações tão amplas no equipamento que a marca nomeou toda uma nova série em função de sua implementação. A nova série de bombas iLS da Putzmeister tem neste sistema o cérebro de sua operação.

A sigla iLS significa Intelligent Low Strike, o que se refere a uma menor frequência de golpes hidráulicos da bomba, sem comprometer o fluxo obtido em seus modelos tradicionais. Isto é graças ao sistema Ergonic 2.0 e suas múltiplas capacidades de controlar a operação, e o efeito disto é a redução do consumo de combustível em até 25%, segundo a empresa.

Basicamente, o Ergonic 2.0 tem quatro módulos de controle de processos internos da bomba, que são aplicados de acordo com a operação. O EBC é o módulo de controle da lança; o EPS é o Ergonic para a unidade de bombeamento; o EOC mede e controle o fluxo de concreto; e finalmente o ESC é o controle de instalação do equipamento.

O sistema tem sua interface com o operador. O Ergonic Graphic Display (EGD) é um novo controle centralizado na cabine para que o operador consiga em um tempo 30% menor dar todos os comandos necessários para a operação de sua bomba.

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