Yellow Book 2018 Front Cover

O ano de 2018 foi mais um período importante para a indústria da construção. A informação financeira fornecida por muitos dos principais fabricantes de equipamentos originais (OEM) do mundo, assim como as evidências recolhidas, revelaram que em 2018 as vendas aumentaram na maioria das regiões do mundo; não foi o caso em uma ou duas regiões que ao perceber um bom crescimento compensaram as cifras decrescentes de outros lugares, pelo contrário: para muitos, o crescimento foi quase universal.

Na Yellow Table de 2017, as vendas de equipamentos das 50 maiores OEMs do mundo somaram um valor total de US$ 162 bilhões, o que representou um aumento de 21% com relação ao ranking de 2016. Dado que o aumento de 2017 havia sido muito forte, que tenha sido verificado um novo aumento em 2018, mesmo que com porcentual menor, é sinal de saúde e força da indústria. Na lista com o faturamento do ano passado o registro total é de US$ 184 bilhões, 13,5% acima de 2017. Pode-se argumentar, claro, que um crescimento deste nível é mais sustentável a longo prazo, e que por isso é melhor para o setor.

A Caterpillar continua sendo o maior OEM de construção do mundo em relação a vendas de equipamentos, e mantém, uma vez mais, o primeiro lugar na tabela. A Komatsu obteve um bom crescimento e se estabelece novamente como número dois da lista. Mas o grande triunfo deste ano é da John Deere. Não chega a surpreender, pois é a primeira vez que os números da companhia norte-americana incorporam as receitas do Grupo Wirtgen, a marca alemã de máquinas rodoviárias que a John Deere comprou em 2017 por um valor estimado em US$ 5,2 bilhões. Com esta aquisição, a companhia subiu duas posições, e agora está firme na terceira posição.

A subida da John Deere significou algumas quedas. Apesar de ter experimentado um forte crescimento em suas vendas, a Hitachi desceu um posto e ficou em quarto lugar. O mesmo aconteceu à Volvo Construction Equipment (Volvo CE), que embora tenha gerado vendas de US$ 9,6 bilhões, fecha o Top 5 da lista este ano.

Em 2018, as vendas combinadas de construção dos cinco maiores atores na lista representaram aproximadamente US$ 75 bilhões, um número para lá de significativo.

País foco

Informações recentes da consultoria de mercado de máquinas Off-Highway Research revelaram que as vendas de máquinas de construção aumentaram 37% na China em 2018, levando o mercado às 343.817 unidades. Esta foi a maior demanda chinesa desde 2012, e estabeleceu o país, uma vez mais, como o maior mercado de equipamentos do mundo.

O segmento de escavadeiras foi essencial no crescimento do ano passado: as vendas de escavadeiras sobre esteiras aumentaram 41%, enquanto o mercado de miniescavadeiras cresceu 42%. Como resultado, os diversos tipos de escavadeiras juntos representaram 56% do total da demanda de equipamentos. Também houve um crescimento de 27% no segmento de carregadeiras de rodas, e de 32% na venda de tratores de esteiras.

Assim foi como as empresas com sede na China viram aumentara sua porcentagem de participação de 14% a 16% no faturamento total do setor no mundo. Com relação ao desempenho individual das companhias do país, a XCMG manteve sua posição no sexto lugar, e a Sany subiu para o posto sete. Apesar disso, é mais abaixo na lista onde ocorrem os maiores movimentos, com a LiuGong subindo quatro posições, do 25 ao 21, a Lonking passando de 30 a 24 e a Sunward também se deslocando seis posições do 40 ao 34. Porém, nem todas as empresas chinesas melhoraram sua posição na lista, já que a XGMA caiu sete posições na lista para a posição 46.

Em termos de participação de mercado, as empresas dos Estados Unidos já não são as líderes. De fato, elas viram sua participação na receita mundial do setor cair de 26,3% em 2017 para 24,6% em 2018. O país com a maior participação no mercado agora é o Japão, com 25,3% do total verificado. Isto é interessante, já que o mercado japonês de obras, em si, vem se mantendo relativamente estável nos últimos anos, e portanto, é uma demonstração de até que ponto estas empresas são realmente globais.

A maioria dos outros países na tabela se manteve estável, embora valha a pena assinalar que a Suécia aumentou sua participação de 8,4% para 10%, e que a Alemanha registrou uma diminuição de 8,8% para 6%, um número que se dúvida foi afetado pela venda de uma de suas principais empresas neste setor, o Grupo Wirtgen, para a norte-americana John Deere.

Com relação a outras empresas na lista, houve duas novas entrantes este ano. Trata-se da empresa indiana BEML, que produz uma variedade de equipamentos pesados usados para movimentação de terras e mineração, e que já havia frequentado a Yellow Table em anos anteriores. Também ingressou à lista a australiana Boart Longyear, que manufatura equipamentos de perfuração.

Vale mencionar a entrada da Epiroc na lista. A companhia nasce a partir de uma subdivisão da Atlas Copco, e agora é uma empresa totalmente independente que atende clientes nas indústrias de mineração, infraestrutura e recursos naturais. Desde sua criação, e dado que seus produtos são mais aplicáveis aos equipamentos de construção, a Epiroc superou a Atlas Copco na Yellow Table.

A turca Hidromek se retirou dos 50 maiores, o que não deveria ser surpresa, vista a agitação econômica que está se verificando na Turquia, e da queda do valor de sua moeda nacional, a Lira.

Panorama

Devido à atual incerteza política que abunda em todos os territórios neste momento – Brexit, guerras comerciais, partidos políticos extremados ganhando o poder em vários lugares – qualquer projeção feita deve vir com a ressalva de que tudo pode mudar rapidamente. Apesar disso, a tendência à alta dos números de venda é evidente e muito bem-vinda, depois de alguns anos bem difíceis para a indústria.

Em 2015, os números de venda da Yellow Table se reduziram a US$ 133 bilhões, o mais baixo registrado desde 2009; e em 2016 verificou-se outra queda a um total de US$ 130 bilhões. Estas cifras devem ser recordadas ao se conhecer que hoje estamos com US$ 163 bilhões registrados em 2017 e US$ 184 bilhões vendidos em 2018. Isto significa um progresso sólido.

Muitos países consideram que 2018 terá sido um ponto máximo do ciclo atual. A China foi o fator mais absolutamente essencial para o crescimento observado na Yellow Table ao longo dos últimos anos. Muito embora os grandes projetos de infraestrutura na China, mesmo que haja muitos deles com muitos anos de obra pela frente, em vários casos já ficou para trás a etapa de movimentação de terra e preparação de terrenos.

Além disso, a Índia provavelmente perceberá uma desaceleração nas vendas em 2019 devido à próxima eleição presidencial.

Por outro lado, o presidente americano Donald Trump está tentando que se aprove uma lei de infraestrutura, que poderia levar a um aumento significativo nas vendas de equipamentos de construção nos Estados Unidos. Também há países, como a Irlanda, a Itália, Portugal e Espanha, que registraram um crescimento muito superior à média de 10% no ano passado, mas têm volumes relativamente baixos em termos históricos. Com toda a probabilidade, a Yellow Table continuará experimentando um crescimento interessante neste ano, ainda que abaixo do crescimento de 13,5% deste ano.

Por país

Participação nas receitas da Yellow Table

Este gráfico indica que as receitas aumentaram muito fortemente na Ásia, ficando em até 46,7% dos faturamentos totais, ajudado em grande medida pelo desempenho das empresas com sede na China. Esta porcentagem equivale a 2,6 pontos porcentuais acima de 2017. Por sua vez, a América do Norte e a Europa experimentaram um leve decrescimento: a América do Norte passou de 26,8% em 2017 para 25%, e a Europa passou de 28,8% para 27,8%.

Deve-se considerar que estes números representam os faturamentos das companhias que figuram na Yellow Table e, portanto, não são representativas dos valores gerados dentro das próprias regiões ou países individuais em geral.

 

As receitas em aumento novamente

Um aumento menor que no ano anterior

A tendência positiva com relação às vendas de equipamentos de construção continuou em 2018. Em 2017 os valores gerados pelas empresas que participam da Yellow Table aumentaram 21,5%, o que equivale a US$ 32 bilhões. As vendas da lista de 2018 aumentaram a um ritmo mais lento, mas ainda saudável, de 13,5%, ou US$ 22 bilhões.

Este aumento pode ser atribuído às fontes cifras de venda em todo o mundo, muito embora deva ser feita uma menção especial à China. Com o governo impulsionando e mantendo os projetos de infraestrutura em grande escala, o país volta a ser o maior mercado mundial para a venda de máquinas de construção.

Em termos de prognósticos, sugere-se que 2018 terá sido o pico em vários lugares do mundo, mas apesar disso calcula-se que a queda nas vendas será limitada e em 2019 deverá haver novo crescimento.

 

Metodologia

As posições na Yellow Table se baseiam em vendas, em dólares americanos, do ano calendário de 2018. As moedas foram convertidas a dólares com base na taxa de câmbio média ao longo de 2018. Os dados foram recolhidos a partir de uma variedade de fontes, incluindo contas auditadas, relatórios corporativos das empresas e outras fontes de boa reputação.

No Japão, Índia e alguns outros países, o uso do ano fiscal (com final em 31 de março) faz com que seja impossível estabelecer a informação do ano calendário. Nestes casos, utilizaram-se os resultados do ano fiscal. Em alguns casos, a revista iC fez uma estimativa de receitas baseada em dados históricos e tendências da indústria. Embora se tenham feito todo os esforços para assegurar que a informação contida neste informe seja a exata, a iC não aceita responsabilidades por erros ou omissões.

Se você deseja comentar sobre a Yellow Table, ou acha que sua empresa deve ser incluída, por favor envie um email para o editor da iC, andy.brown@khl.com.

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