Como em todos os anos, a consultoria norte-americana CG-LA lançou uma lista com os 100 principais projetos de infraestrutura considerados estratégicos na América Latina. A consultoria analisa não apenas o impacto financeiro de distintas iniciativas, como também abrange critérios como a competitividade (como se ajusta ao panorama econômico gera do país), produtividade (como ajuda as pessoas a trabalhar melhor), capacidade de geração de empregos, potencialidade de criação de negócios e sua eficiência ambiental.

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Esta centena de projetos poderia chegar a se realizar num prazo de um ano e meio, segundo a CG-LA, e seus orçamentos somados são de quase US$ 170 bilhões, número 44% acima dos US$ 117,5 bilhões listados na edição passada.

Setores

Quase sempre é a construção rodoviária o setor que mais implica recursos nesta lista anual. Porém, nesta edição, a construção de autoestradas, pontes e túneis foi legado à sexta posição, com apenas 21 iniciativas programadas, por cerca de US$ 14,2 bilhões.

O primeiro lugar é ocupado pelo setor ferroviário. São 17 projetos que demandariam investimentos de cerca de US$ 42,2 bilhões. Cabe destacar que o projeto mais bem ranqueado, com pontuação de 4,7, é precisamente ferroviário. Trata-se da Ferrovia Norte-Sul, aqui no Brasil, que busca melhorar a mobilidade de bens e mercadorias do norte do país até a região de São Paulo. O projeto tem um custo de aproximadamente US$ 340 milhões e está em fase de aquisições.

O elevado montante de projetos ferroviários é influência também do Trem Bioceânico, que unirá Brasil, Bolívia, Pargauai e Peru, cujo orçamento ronda os US$ 15 bilhões.

O segundo lugar setorial é de petróleo & gás, com investimentos previstos de US$ 28,7 bilhões. O principal projeto nesta área, e que ficou em terceiro no ranking geral, é uma ambiciosa estratégia de distribuição de gás liderada pela firma SeaOne, empresa que vem mobilizando este investimento há um tempo, e cujas obras são calculadas em US$ 20 bilhões.

No terceiro lugar está o setor de Portos e Logística, que tem 13 iniciativas cadastradas na lista, somando investimentos previstos em US$ 25,5 bilhões. A mais importante delas, segundo a CG-LA, é o porto logístico de Punta Sayago, projeto que integra a estratégia de expansão da Administração Nacional de Portos do Uruguai para complementar a área terrestre do Porto de Montevidéu. O objetivo do projeto, que tem orçamento de cerca de US$ 100 milhões, é conseguir a ampliação da capacidade de infraestrutura portuária, melhorando a eficiência logística do Sistema Portuário Nacional e Regional.

Países

As cinco maiores economias da região são as que mostram mais investimentos nesta lista, ainda que não em ordem de importância.

O Chile, por exemplo, tem projetados investimentos de US$ 30,9 bilhões, valor que recebe forte influência de um projeto de corredor hídrico proposta pela Corporación Reguemos Chile. O projeto, que precisaria de investimentos de US$ 20 bilhões, é uma iniciativa público-privada de infraestrutura hídrica que permitirá captar, armazenar e transportar água do sul do país, onde a água é abundante e não utilizada em sua total potencialidade nos meses de inverno, para o norte, onde a água é escassa e necessária em diversos setores, entre eles a agricultura.

O segundo país com mais investimentos programados é o México, com dez iniciativas que somam US$ 27,3 bilhões. O maior projeto mexicano é a refinaria de Dos Bocas, da Pemex, e que prevê o desenvolvimento de um complexo que terá capacidade para processar 340 mil barris de petróleo diariamente. Vale mencionar que, no final de julho, a Secretaria de Energia do México licitou os contratos de cinco pacotes de construção deste megaprojeto de US$ 7,7 bilhões às empresas ICA Fluor, Samsung Engineering e KBR.

A Argentina está no terceiro lugar com nove projetos que demandariam investimentos de US$ 12,9 bilhões. O mais importante deles faz parte da Rede de Expressos Nacionais de Buenos Aires, que pretende unir 14 linhas e ramais ferroviários através de 20 quilômetros com uma estação central sob o Obelisco, conectando também com quatro linhas do metrô da capital, o terminal rodoviário e o sistema Ecobici.

Em quarto e quinto lugar estão o Brasil e a Colômbia, com investimentos de cerca de US$ 25 bilhões somados.

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