A JLG teve na Conexpo 2020 uma importante exibição, e apesar de ter sido uma semana estranha devido às vicissitudes provocadas pelo Coronavírus, o estande da empresa esteve sempre cheio e com variedade de clientes, muitos dos quais latino-americanos, todos interessados nas novas tecnologias apresentadas pela marca.

A CLA conversou com Mike Brown, vice-presidente de vendas e desenvolvimento de mercados para a América Latina, a fim de conhecer mais sobre as novidades da JLG na feira e sobre como a América Latina pode adotar as novidades ali apresentadas.

Padrões

Um tema inevitável no mundo dos equipamentos de acesso é o dos padrões de segurança, cada dia mais exigentes e com mais requisitos a cumprir. Todos os equipamentos novos da JLG já cumprem com as normas ANSI 92.20, que ainda vão entrar em vigor a partir de junho deste ano.

Embora em termos gerais a América Latina não conte com regulações estritas para o uso de plataformas de acesso, os padrões ANSI estão sendo promovidos em todos os mercados pela JLG, ainda que Brown comente que “na América Latina com mais lentidão. Mas com o tempo, todos os países uns mais rápidos que outros, aplicarão padrões normativos como a ANSI ou similares”.

Mike Brown

Mike Brown

Segundo explica o executivo, as maiores diferenças estão dadas nos elementos tecnológicos e de segurança que são incorporados nos equipamentos para dar conta das novas normas.

Outra tendência importante, além da segurança, é o uso de equipamentos elétricos. Tal como os padrões de segurança, a adoção destes na América Latina é mais lenta, mas “é uma tendência mundial e nossa região não será uma exceção”, afirma Brown.

Trabalho limpo

Uma das novidades da JLG foi sua nova plataforma tesoura ES1932, equipamento que vem a complementar o espectro compacto da empresa, setor em que se está observando uma crescente demanda de modelos menores e mais leves.

Embora não estivesse em exposição, na entrevista coletiva da JLG se destacou o ES1932i, “classificado somente para trabalhos internos, o mais adequado para locais de trabalho com requisitos de carga para pisos sensíveis”.

Segundo Brown, o modelo “definitivamente vai ter um nicho de mercado na América Latina”, embora advirta que “é uma tecnologia muito avançada, e por isso talvez não seja muito atrativa ainda para a região. Seus nichos serão aquelas indústrias em que a limpeza é um fator fundamental, como por exemplo o setor farmacêutico”, afirma.

O equipamento tem uma capacidade de elevação de 5,79 metros, pesa 1.156 kg e oferece uma capacidade máxima de carga de 227kg.

Baixa altura

Um dos equipamentos destacados por Mike Brown foi a nova 1030P, que vem ampliar a linha de acesso a baixa altura da empresa. O novo modelo é movido à mão, e tem uma plataforma de 3,1 metros de altura, com 76 centímetros de largura e pesa só 342 quilos. Esta máquina leve está desenhada em tamanho compacto, o que a torna fácil para empurrar até o local adequado. “Uma opção mais produtiva e segura do que a escada tradicional, ao proporcionar acesso a uma área de trabalho maior sem necessidade de mudar a posição”, diz o executivo.

Mais capacidade

670sj

“Acreditamos que a lança autonivelante 670SJ é uma mudança radical para o setor”, diz Brown.

Assim como há novidades no acesso a baixa altura, também há no campo das grandes alturas, que, segundo Mike Brown, são acompanhadas de maior capacidade.

“A nova RT4769 é a tesoura mais alta na sua classe”, comenta o executivo. A altura da plataforma de 14,32 metros proporciona altura de trabalho equivalente a cinco andares.

Além disso, destaca-se o protótipo da lança autonivelante 670SJ, que oferece uma altura de plataforma de 20,4 metros com capacidade sem limitações de 249 kg, e uma capacidade com limitações de 340 kg. O equipamento pode operar em inclinações de 45% com um alcance horizontal de 17,4 metros, e elevar-se até a altura máxima da qual pode baixar ao nível do chão em só 101 segundos. Nivela-se automaticamente em inclinações de até 10 graus, quando está no modo autonivelante. “Acreditamos que a lança autonivelante 670SJ é uma mudança radical para a indústria”, diz Brown.

Soluções digitais

A JLG também está impulsionando importantes ferramentas digitais em termos de capacitação e realidade aumentada. Apresentado na Conexpo, seu novo leitor analisador remoto (RAR, na sigla em inglês) permite que os departamentos de serviço avaliem remotamente a configuração e personalizações de uma máquina para diagnosticar assuntos operacionais qualitativos, comprovar o estado de ligado/desligado de suas tecnologias conectadas ou revisar seus últimos 25 códigos de falha.

ES1932

Uma das novidades da JLG foi sua nova plataforma tesoura ES1932.

Em relação ao sistema telemático da JLG, o ClearSky, Brown comenta que já estão realizando projetos piloto na região, embora afirme que “estamos limitados pelos provedores de comunicação digital que dão cobertura e sinal para aplicar esta tecnologia. Na Argentina e no México, tivemos resultados muito positivos, e estou certo de que nos próximos anos termos mais clientes adquirindo estas soluções”.

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