A New Holland tem projeções otimistas para o país e rapidamente vai recuperando o seu tamanho.

Paola milanesi

Paola Milanesi, gerente de território da New Holland Construction para a América do Sul.

A Argentina respira novos ares e, junto com a sua recuperação econômica, o mercado de equipamentos de construção tem conquistado resultados não vistos há uns cinco anos. Assim confirma Paola Milanesi, gerente de território da New Holland Construction para a América do Sul, que em entrevista para a CLA comenta que a marca está preparada para aproveitar o máximo deste bom momento.

De fato, a companhia está tomando diversas ações neste sentido: o apoio e capacitação da sua rede de distribuidores; o acordo com a japonesa Sumitomo para ampliar a diversidade de capacidades de suas escavadeiras; e o contrato com a coreana Hyundai que possibilitou a comercialização mini-escavadeiras no país.

Como você avalia 2017?

 

O ano passado foi bom, com um crescimento muito robusto. O mercado argentino subiu cerca de 50%, passando de umas 3.500 a 4.000 máquinas em 2016 para 5.500 unidades projetadas para 2017. Isso é uma recuperação dos níveis que tínhamos em 2012.

O que motivou este crescimento?

Todo investimento realizado em infraestrutura pelo governo, através de empresas privadas e públicas, moveu muito o mercado. Não só em termos de grandes licitações, mas também por meio de contratos privados de prestação de serviço. Isso reativou muito as pequenas e médias empresas.

O mercado já não está tão concentrado, e acreditamos que isso tem a ver com tudo o que se passou na região, como o caso da Lava Jato, que influenciou os mecanismos de negócios. Além disso, esse governo tem tudo online, é possível consultar tudo e ter acesso às ofertas públicas, e isso abre muitas portas.

Este bom momento se manterá?

Acreditamos que as obras públicas vão continuar, pois este governo tem planos para o longo prazo e há um monte de projetos grandes que ainda não foram iniciados. Quando isso acontecer, o mercado vai melhorar. As projeções são alentadoras.

Quais foram as prioridades para a Case New Holland?

2017 foi um ano de reorganização da nossa rede de distribuidores. Trabalhamos muito para reforçar a rede, rearmá-la para que esteja preparada e tenha a estrutura adequada quando a demanda surgir. Por exemplo, em Buenos Aires, passamos de um distribuidor para dois porque acreditamos que é um território bem amplo e necessitamos de mais cobertura e visibilidade.

Além disso, se trabalhou muito em capacitação, com uma estratégia que abarcou a rede em toda América do Sul. Todos os países participaram, com provas dinâmicas e com técnicos aprovando os equipamentos, o que fez deste treinamento algo não só teórico.

Há novidades em termos de equipamentos?

Começamos a trazer para o mercado as mini-escavadeiras e manipuladores telescópicos, equipamentos com que antes não trabalhávamos e completam ainda mais a nossa linha na Argentina. A marca tinha manipuladores telescópicos fabricados na Itália. Em 2016 começamos a trazer alguns e, em 2017, alguns mais, e estamos vendo que o mercado está começando a se interessar.

Também colocamos bastante ênfase nas mini-escavadeiras já que é uma linha presente na concorrência e é preciso estar com a rede preparada para atender o mercado. Em relação às escavadeiras, também agregamos capacidades intermediárias.

Como foi a reação da rede?

Os distribuidores estão muito contentes porque estes produtos complementam a linha de equipamentos disponíveis.