Após uma forte temporada de furacões nos Estados Unidos, a SC&RA lançou guias para serviços em climas extremos. Escrito por Mike Chalmers.

Depois de se registrar em 2017 uma das dez temporadas de furacões atlânticos mais ativas de todos os tempos, no início deste ano o Comitê de Capacitação e Educação para Segurança da SC&RA formou um grupo de trabalho para a preparação de orientações frente as Inclemências Meteorológicas.

Guideline Cover

Ao longo dos meses, esta Task Force trabalhou para criar recomendações e pautas de planejamento de emergência, não só para furacões, mas também para outras condições climáticas severas, entre as quais se incluem tornados, ventanias e grandes tempestades. O objetivo era criar um Guia para Climas Severos para a indústria de guindastes e similares, que os membros possam usar a fim de ajudar todos os empregados a realizar suas tarefas de maneira efetiva e eficiente quando enfrentarem vicissitudes climáticas.

E, ainda mais importante, as orientações indicam como preparar o local de trabalho antes e depois de um evento climático extremo, e incluem linhas de tempo para este trabalho. A intenção é minimizar os riscos, reforçar as práticas de trabalho seguro e comunicar positivamente a preparação.

Nesta última questão, o Guia para Climas Severos da SC&RA reconhece a incerteza do prognóstico do tempo. Em 2017, três furacões diferentes devastaram a costa dos EUA e causaram inundações massivas em grandes cidades do país. Estes eventos demonstraram que a ciência meteorológica ainda é imprecisa em realizar prognósticos sobre onde e quando acontecerão os problemas.

Uma mensagem clara

O presidente deste grupo de trabalho, Troy Pierce, pertencente à empresa TNT Crane & Rigging, afirmou que sua motivação para se unir ao grupo foi ser parte, em algum sentido, do valor que a SC&RA oferece para seus membros. “Não trouxe nenhuma agenda, na verdade me interessava saber o que faziam os nossos colegas para se preparar e administrar o mau tempo e como isso poderia melhorar o enfoque da TNT”, disse.

Tom Gordon, também integrante da Task Force e participante da União Internacional dos Engenheiros Operadores, marcou a importância de criar-se uma base de informações para empresas de todos os tamanhos. “Obter a informação adequada para todos, de uma maneira que se possa entender e implementar, foi o mais importante”, disse. “Muita gente que não tem essa informação está buscando chegar às pessoas adequadas no momento adequado, e isso foi o que se fez”, concluiu.

Tomando a iniciativa

Reconhecendo a imprevisibilidade dos fenômenos meteorológicos severos, as diretrizes levam em consideração algumas previsões para evitar a redução desnecessária das operações ou interrupções do trabalho que podem representar um risco para o pessoal e os equipamentos.

As decisões que norteiam o nível de preparação apropriado devem ser suficientemente precoces para que possam liberar o máximo possível de oportunidades para realizar os trabalhos externos antes de que o clima chegue a um ponto de adversidade em que as ações externas se tornem mais difíceis, gerando risco de lesões mais alto que o normal.

De qualquer forma, a SC&RA aponta que os procedimentos descritos nas diretrizes são pautas gerais, e não substituem a necessidade de um planejamento individual.

À medida que chega a temporada de furacões, estimula-se os membros da SC&RA a entrar no site da associação e ver os materiais com as orientações, em www.scranet.org/membersonly.