Estudo do mercado de máquinas da entidade indica recuperação no ano que vem.

A Sobratema divulgou os detalhes de seu estudo anual do mercado de equipamentos no Brasil, num evento dedicado ao tema, na semana passada, em São Paulo. Embora os resultados esperados do mercado desta indústria no país ainda sejam uma queda, esta tende a se comportar com mais moderação, refletindo o otimismo reservado de que o país tenha deixado para trás sua grande recessão.

As vendas de máquinas no Brasil deverão totalizar cerca de 12,2 mil unidades este ano, contra 14,4 mil no ano passado, o que terá sido uma queda de 15%, de acordo com a Sobratema.

A decomposição dos equipamentos no estudo mostra mais da realidade da indústria de máquinas do Brasil, que tem seu impacto sobre os números mundiais porque quase todos os grandes fabricantes provedores da construção de da mineração têm aqui unidades industriais que exportam a toda a América Latina, e em alguns casos para mais lugares do mundo.

A subseção da linha amarela (escavadeiras, retroescavadeiras, pás carregadeiras, tratores de esteira, motoniveladoras e suas versões compactas) deverá experimentar no Brasil uma queda de 9% este ano, em comparação com o comercializado no país em 2016.

Como prova de que nem tudo é negativo neste Brasil do final de 2017, o estudo da Sobratema mostrou que algumas famílias de produtos terão crescimento. Por exemplo, espera-se que caminhões fora de estrada deverão vender 150% mais este ano no país, enquanto plataformas de acesso aéreo deverão fechar o ano com 38% a mais, e gruas deverão crescer 25% por sobre o vendido em 2016. A cautela devida com estes números é que a porcentagem se dará sobre bases muito fracas do ano passado.

Não obstante, a condição do momento é já melhor. Isso é confirmado pelo desempenho de centrais de concreto, que deverão vender 15% a mais em comparação com 2016, enquanto caminhões betoneira ainda sofrerão queda, e perderão mais 44% de seu mercado sobre o ano passado. Esta foi a primeira edição do estudo Sobratema, desde quando ele começou a ser editado em 2007, a incluir dados específicos sobre o setor de concreto.

Por tudo isso, a entidade que reúne os fabricantes de maquinário para construção e mineração no Brasil prevê que a melhora já verificada na economia nacional vai se refletir finalmente no setor em 2018, quando as vendas totais deverão crescer em 7,9%. A linha amarela projeta crescimento de 8% no ano que vem, as demais categorias deverão perceber um aumento de 7,3%, e os caminhões off-road usados na construção deverão crescer 8%.

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