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Maquete de El Mutun

“Estamos dentro do cronograma, os prazos estão sendo cumpridos. Há um avanço físico de aproximadamente 30% e até agora se desembolsaram US$ 150 milhões”, disse à imprensa boliviana o presidente da Empresa Siderúrgica Mutún (ESM), Jesús Lara, primeiro projeto siderúrgico da Bolívia, que deverá entrar em produção no ano de 2022.

A ESM é a estatal responsável pelo projeto que foi contratado à empresa Sinosteel, para desenvolvimento minerador e siderúrgico da jazida próxima à fronteira com o Brasil. O local conta com reservas de minério de ferro de 40 bilhões de toneladas.

Lara também anunciou que a Sinosteel já começou a construir as fundações da planta concentradora da jazida. Já começou também a fase inicial da obra de um aqueduto de 120 km desde o rio Paraguai, razão pela qual está importando maquinário especializado. O executivo da estatal informou que as obras devem estar prontas em 2021.

A produção de aço usando gás natural como fonte energética terá uma capacidade de produção anual de 194 mil toneladas de laminados para o mercado local. Estimativas dão conta de que o país poderá passar a produzir 450 mil toneladas ano de laminados no médio prazo.

O Eximbank da China financia o projeto, com crédito de US$ 396 milhões. O restante do projeto é financiado pelo governo boliviano.

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