A economia mundial está em recessão pelos efeitos da pandemia, e os países mais afetados experimentarão “recessões abruptas e profundas”, segundo Scott Hazelton, diretor da empresa de informação e análise IHS Markit.

Em entrevista ao editor Andy Brown, da revista International Construction, Hazelton disse que a economia dos Estados Unidos seria uma das mais afetadas no mundo, mas que até o momento não se prevê que a gravidade seja similar à crise de 2008.

Espera-se que haja recessões em toda a América Latina, com a Argentina em crise econômica já antes da manifestação do vírus, e a Venezuela ainda em graves problemas socioeconômicos.

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Hazelton afirmou também que, com o colapso dos preços de petróleo, muitos países não teriam o dinheiro necessário para investir em projetos de infraestrutura em grande escala, como podem ter pensado anteriormente.

“Alguns países financiam uma grande quantidade de infraestrutura através das receitas do petróleo e terão, portanto, um grande desafio… A Nigéria, por exemplo, não tem grandes reservas financeiras, e por isso terá que reduzir o investimento em infraestrutura”, disse ele.

Com relação ao futuro, Hazelton disse que a indústria da construção está mais bem posicionada que muitos outros setores em termos de “operações contínuas, com infraestrutura considerada essencial em muitos países”.

Mas ele reconhece que tanto o setor de construção comercial como o de montagens industriais deverão ver uma queda pronunciada na demanda, da qual podem demorar anos em recuperar.

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