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Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Lancaster, Inglaterra, os traços de concreto podem ser fortalecidos com a adição de nanopartículas provenientes de cenouras e outras hortaliças de bulbo similares. Durante os testes realizados, os pesquisadores concluíram que as nanoplaquetas obtidas destas fibras vegetais melhoraram significativamente a resistência do concreto produzido, e a um custo muito baixo.  

“Estes novos compostos se fabricam combinando o cimento Portland normal com as nanoplaquetas extraídas dos rejeitos de vegetais. Os materiais compostos não apenas são superiores aos produtos de cimento atuais em termos de propriedades mecânicas e de microestrutura, mas também levam a um uso de menores quantidades de cimento no concreto. Isto reduz significativamente o consumo de energia e as emissões de CO2 associadas à fabricação do insumo”, disse o professor Mohamed Saafi, pesquisador que liderou o projeto.

Os especialistas sustentam que uma pequena redução na quantidade de cimento usado no concreto pode ter impacto expressivo nas emissões totais de CO2 em nível mundial. “Isto seve a que o dióxido de carbono é um subproduto da conversão química que acontece na produção do cimento”, afirmou Saafi.

Com os novos compostos à base de cenoura, os engenheiros puderam tirar 40 quilos de cimento convencional do que é usado para produzir um metro cúbico de concreto. Agora, já estão procurando um sócio industrial, e estão em conversas avançadas com a empresa Cellucomp, empresa que já trabalha com fibras vegetais e fabrica aditivos químicos. 

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