Arrigoni

A empresa chilena Arrigoni Metalúrgica entregou a sua parte da obra de renovação e ampliação do aeroporto de Santiago do Chile, que corresponde ao novo terminal internacional. Com os edifícios principais já em operação - incluindo os terminais T2C e T2E, e faltando apenas alguns ajustes menores no restante dos edifícios auxiliares contratados, o andamento do projeto já é superior a 99%.

Assim informou Mario André, gerente de engenharia da Arrigoni, que detalhou um pouco de como foi a execução desta obra. O principal desafio foi o de realizar a estrutura para o processador central (T2M), edifícios laterais (T2C, T2E, T2D e T2F), e seus respectivos conectores, além da ampliação do terminal nacional existente (T1A). Além disso, aos edifícios principais se somaram alguns outros, como o Centro de Transportes CTR, a ampliação da usina termoelétrica PTE e o centro de segurança.

Embora o terminal central T2M esteja estruturado em base a marcos rígidos de aço, “uma das particularidades de suas colunas é que se trata de quadrípedes, nas zonas internas do edifício, e de trípedes e bípedes nas colunas perimetrais”, diz o executivo. Segundo ele, “tais elementos estão compostos por 4, 3 ou 2 perfis tubulares independentes, respectivamente, que têm uma inclinação de 15 graus com relação à vertical, chegando a um ponto comum na base rotulada”.

Para os elementos do teto, se usaram vigas principais conformadas com perfis de duplo T de alma cheia, além de vigas para receber a cobertura. “Todos estes elementos foram detalhados e fabricados com a curvatura que o projeto requer para o teto”, afirma Mario André, detalhando que “no teto também se utilizaram vigas de duplo T, de alma cheia, e vigas de apoio que suportam estruturalmente a superfície curva do teto”.

O gerente de engenharia conta que os principais desafios na execução do projeto foram:

1 - Detalhamento: Pontos com geometrias irregulares que implicam maior dificuldade para representar um elemento que tem geometria tridimensional; que no traçado de estruturas curvas a geometria contemplasse pontos de controle que não obedecem a uma formulação analítica simples, em que se torna fundamental o uso de modelos colaborativos; e a coordenação interdisciplinar com atividades fora do alcance da Arrigoni Metalúrgica (obras civis, cobertura e fachada), que só foi possível graças à metodologia BIM com modelos colaborativos.

2 - Fabricação: Por ser uma estrutura com geometria irregular, isso levou a que as marcas das peças em geral fossem diferentes umas das outras, sendo elementos não repetitivos que tornam mais complexas todas as partes do processo, muitos dos quais tiveram que ser manuais devido às dimensões e curvatura dos elementos. Por isso, foi necessária uma coordenação perfeita entre fabricação, transporte e montagem das estruturas.

3 - Montagem: Como as colunas com base rotulada não são auto-suportantes, utilizaram-se estruturas auxiliares temporárias. Por limitação no alcance dos guindastes, o dimensionamento dos elementos foi feito baseado em seu peso como condição excludente. Pela área de armazenamento reduzida, as peças enviadas ao canteiro de obras deveriam ser montadas quase imediatamente, com aplicação no local de pintura - em sua maioria contra incêndio e com alta espessura e muito tempo de aplicação.

Por fim, o executivo da Arrigoni coloca ênfase na correta logística de transporte, já que o trabalho implicou em movimentar quase 20 mil toneladas de estrutura metálica. Isso só foi possível “graças à proximidade da nossa planta com o aeroporto, a boa conectividade e principalmente pelo trabalho coordenado entre as equipes que mantivemos constantemente, tanto na usina em Quilicura como nas instalações do projeto”.

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