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O México ampliou até 30 de maio as medidas de distanciamento social para mitigar a epidemia do Coronavírus, o que não é boa notícia para o setor de construção do país. De acordo com a Câmara Mexicana da Indústria da Construção (CMIC), cerca de 20% de suas 12 mil empresas filiadas estão em risco de fechar as portas para sempre devido à paralisação da economia. São principalmente micro, pequenas e médias empresas localizadas em sua maioria nos estados de Nuevo León, Quintana Roo, Baja California Sur, Yucatán e na Cidade do México.

Entre os dias 13 de março e 6 de abril, quase 19,5 mil pessoas perderam seu trabalho na construção mexicana. De acordo com o presidente da CMIC, Enrique Leal, este número poderia se multiplicar em 25 vezes até o final do mês. Segundo ele, 80% dos negócios no setor são micro, ou seja, têm até 10 empregados, e portanto não teriam caixa para aguentar a crise. “Hoje não temos como enfrentar essa contingência porque as empresas que representamos são em sua maioria pequenas e médias”, afirmou.

Construção

A construção mexicana não estava em boa situação já antes. Segundo a Pesquisa Nacional de Empresas Construtoras (ENEC), o setor acumula já 19 meses no negativo. No ano passado, houve uma contração de 6,9%, enquanto em janeiro deste ano o instituto de geografia e estatísticas oficial do país apontou queda de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Segundo a consultoria Forecastim, o setor pode registrar uma queda de 9,5% no primeiro trimestre do ano se a paralisação das atividades implicar uma redução de 50% nas obras.

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