Venda de imóveis novos cresceu 9,4% em 2017. CBIC prevê crescimento de 10% este ano.

mercado inmobiliario

Depois de dois anos de profundas taxas negativas no mercado imobiliário brasileiro, o país começa a viver seus primeiros sinais de recuperação na construção. A venda total de unidades residenciais cresceu em 2017 em 9,4%, na comparação com o ano anterior. O dato foi superior ao crescimento verificado no número de lançamentos, que foi de 5,2%. Isto indica que o estoque de imóveis à venda caiu, e que há demanda para mais crescimento. Diante disso, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) diz esperar um crescimento de 10% este ano.

“Prevemos que 2018 será um bom ano. 2017 mostrou que o setor começou a se recuperar. Podemos dizer que foi o ano da virada, já que 2015 e 16 foram os piores anos nos últimos 15 anos. Estamos otimistas em relação a 2018, apesar de sabermos que o país ainda não resolveu problemas estruturais, como a reforma da Previdência. Mesmo assim, acreditamos num crescimento em torno de 10%”, diz José Carlos Martins, presidente da CBIC.

O número total de imóveis lançados no mercado no Brasil em 2017 foi de 82.343, enquanto em 2016 havia sido de 78.286. A venda de unidades novas ficou em 94.221 no país no ano passado. Com isso, o estoque baixou, e se a tendência se confirmar o setor se reativará com novas construções.

Dados econômicos

O setor imobiliário é o primeiro dentro da indústria da construção a se reanimar neste Brasil de 2018. O que se explica por sua menor dependência do governo. Embora os dados macroeconômicos favoráveis ajudem a compreender por que ele está em recuperação.

Os juros baixaram dramaticamente no ano passado, em resposta à queda também forte da inflação. Os números, que haviam ficado descontrolados entre 2014 e 2016, estão agora normalizados, com a Selic em 6,75% e o IPCA Amplo de meados de fevereiro em 0,38% mês.

Além disso, se deve pôr na conta o crescimento do PIB brasileiro em 2017 à taxa de 1%, tal como anunciou o IBGE. Foi o primeiro crescimento verificado no conjunto da economia desde 2013, quando tudo se paralisou.

Com a recuperação consumada de setores mais imediatos, como alimentos e serviços urbanos, agora é a hora de setores mais dependentes de créditos e financiamentos, como a construção. Todos os olhos ficam postos sobre as promessas de grandes obras de infraestrutura, pois é nelas que o setor de construção poderá de fato voltar a níveis de desenvolvimento e criação de condições de futuro.

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