Empreiteiras e consultorias buscam técnicas de construção a grande altura que reduzam a demanda de mão de obra a fim de aumentar a competitividade. É o que conclui um novo documento técnico elaborado pela revista International Construction e o KHL Group.

Uma pesquisa realizada com mais de 130 empreiteiras e consultorias de engenharia em diversos países do mundo descobriu que os dois fatores mais bem qualificados para aumentar a produtividade foram, em primeiro lugar, a adoção de métodos de construção que reduzam a mão de obra, e em segundo lugar, o uso de sistemas de formas e andaimes que requeiram menos mão de obra para montagem e desmontagem.

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A pesquisa, que foi realizada no início de 2019, pediu às empresas suas opiniões sobre uma grande gama de problemas de produtividade e segurança relacionados com projetos de alturas significativas.

O objetivo de reduzir a mão de obra para impulsionar a produtividade pode não ser surpreendente, mas a importância dada ao uso de sistemas de formas e andaimes que sejam rápidos de montar, que ficou em segundo lugar na ordem de fatores mencionados, põe em relevo o papel dos sistemas de trabalho temporários. Isto foi classificado como mais importante do que ciclos mais rápidos de lançamento de concreto e a tecnologia que libera as gruas para propósitos gerais num canteiro.

O documento técnico pode ser baixado aqui

A pesquisa, que foi patrocinada pela RMD Kwikform, também pediu às empreiteiras e consultorias suas opiniões sobre como melhorar os padrões de segurança.

O fator principal para melhorar a segurança conforme os pesquisados foi a necessidade de que os trabalhadores assumam a responsabilidade pessoal, que teve 58% da preferência entre os pesquisados. O segundo fator mais mencionado foi a necessidade de que as empreiteiras melhorem as condições do canteiro de obras, com 48% das menções.

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O documento técnico pode ser baixado de www.khl.com

O enfoque na responsabilidade individual como o fator mais importante para melhorar a segurança pode ser considerado inesperado, visto que a empreiteira tem responsabilidade legal e moral em proporcionar um ambiente seguro para o trabalho.

Não obstante, da pesquisa se depreende que as empreiteiras e demais empresas que trabalhem em projetos de grande altura veem a necessidade de aturar em várias frentes: ações da empreiteira, responsabilidades pessoais, a necessidade de métodos seguros de construção e de que se dê prioridade à saúde e à segurança.

Muitos também mostraram abertura a uma maior regulação sobre saúde ocupacional e segurança. Apenas 30% dos entrevistados disseram que as regulações existentes em seus territórios já estavam adequadas, e uma porção ainda menor, 22%, disseram que a adoção de melhores práticas em segurança estava relacionada com os orçamentos. Mais de um terço concordou com a afirmação de que a saúde e a segurança não são prioridade, mas que deveriam ser.

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