Futura ministra dos Transportes do novo governo comenta setor.

Ministra hutt

Gloria Hutt

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, que assume o poder em 11 de março, anunciou seu gabinete de ministros para o início de seu mandato. Entre eles, a nova ministra dos Transportes será Gloria Hutt, cujo perfil técnico e experiência como subsecretária nesta pasta, além de seu bom trânsito com as associações do setor de transporte marítimo e portuário, lhe garantiram o convite.

Em entrevista ao portal Mundo Marítimo, a futura ministra falou sobre um potencial crescimento do setor de transporte marítimo e do modal terrestre ferroviário.

“Uma razão é o adensamento urbano que transforma as cidades em polos de produção e consumo muito fortes, o que gera fluxos de produtos. Mais de 90% destas mercadorias serão transportados por navios, mas o que fia em terra se reparte entre caminhões e trens, e mesmo sendo menos continua em grande e crescente quantidade. Se supõe que em 2050 a quantidade do que hoje se transporta será quatro vezes maior”, diz ela.

Gloria Hutt também falou sobre o projeto de trem de alta velocidade entre Santiago e Valparaíso, proposto pelo consórcio chileno-chinês TVS. “Devemos separar o transporte de cargas do de passageiros, para não ter mais problemas adiante, quando a demanda de pessoas que viajam crescer, ao mesmo tempo que as cargas saiam pelas mesmas linhas”.

Sobre o Porto de Grande Escala (PGE) em San Antonio, anunciado há poucas semanas pela presidente Michelle Bachelet, a futura ministra afirmou que se inclina a uma “Logística de Grande Escala”, dado que considera inconsistente um PGE sem uma rede de recepção e despacho que o sustente. Neste sentido, afirmou que o governo que começa em breve proporá ativar aquilo que está atrasando a logística do país. “A nova estrutura portuária está em sua capacidade, mas devemos ter mais rapidez na malha viária. Não há um bom equilíbrio entre os modais, e isso faz com que não se possa tirar o melhor proveito do porto, não se pode esvaziá-lo rápido”, disse.

Sobre o sistema de administração e operação do futuro PGE, Hutt diz que o modelo de concessões “tem funcionado bem e o que está bom não se deve mudar. O que sim deve existir é integração e trabalhos coordenados que gerem economias. Mas manteria o investimento para a construção e a operação”.

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