triton

Silvio Amorim, Octavio Perdomo e Eduardo Meza junto com representantes da Triton, após assinatura do acordo.

Há alguns anos a Schwing-Stetter está fazendo grandes mudanças na sua forma de atender o mercado latino-americano. Não apenas a fábrica brasileira voltou a atender a América Latina, como também a empresa está buscando ampliar sua presença no mercado. Esta tem sido a tônica da atuação de Octavio Perdomo, gerente regional para a América do Sul, que nos últimos anos colocou novos representantes em países como Bolívia (Finning), Equador (IIASA), Paraguai (H. Petersen) e Peru (Triton) para mencionar alguns.

Como está o fim do ano?

Estamos fechando bem, mas não graças ao último trimestre. Embora ainda não tenhamos fechado, não esperamos muito de dezembro. Ainda estamos 5% acima de 2018, mas isto se fez nos três primeiros trimestres.

Nestes últimos três meses do ano houve uma desaceleração forte pelos problemas políticos e sociais no Equador, Peru, Chile, Bolívia e Colômbia. E a mudança de governo de um extremo a outro na Argentina vai exigir tempo, não sabemos quanto, para criar-se um ambiente de investimento.

Qual foi o impulso?

Nos primeiros três trimestres, a Argentina, Colômbia e Paraguai foram os protagonistas no mercado. Não podemos desconhecer a necessidade de equipamentos em países como Chile e Equador, de onde recebemos pedidos principalmente para a indústria de mineração.

Como espera 2020?

Há muita incerteza, mas nos enfocamos nas vantagens econômicas da infraestrutura.

Fazendo uma análise do Cone Sul, posso dizer que: não podemos contar com a Venezuela por agora, mas temos expectativa de que logo se comece uma etapa de reconstrução. Na Colômbia há boas perspectivas com os projetos 4G que estão entrando, igualmente pelo metrô de Bogotá e algumas obras complementares no transporte de massas. No Equador, por agora, não há muito mais do que a mineração. O Peru é hoje um país sem Congresso, não obstante, continua sendo protagonista e temos expectativas, especialmente com nosso distribuidor Triton, que tem muita ambição e está fazendo um trabalho comercial muito forte. A instabilidade social e política no Chile está afetando o investimento em maquinário neste fim de ano, sobretudo pelo alto valor do dólar, e estamos muito atentos ao que pode acontecer. Na Argentina, há que esperar para ver o que acontece, com a posse de Alberto Fernández. No Uruguai, temos muitas expectativas com a nova fábrica de celulose, estamos trabalhando muito forte com grandes cimenteiras e construtoras que também participarão. Na Bolívia, há uma situação instável, e o que estamos fazendo com a Finning é entrar nos investimentos privados que aparecem, e nos dedicarmos aos serviços de pós-venda.

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A bomba estacionária BPA 500 é um dos best seller da marca na América Latina.

O Paraguai, apesar de ser um país pequeno, oferece grandes expectativas com alguns projetos em particular, que estamos observando.

Além disso, recentemente uma concreteiras (LT Hormax) recebeu certificado ISSO, e a empresa quer estabelecer normas claras para a indústria, e está liderando a regularização. Está tentando copiar o que faz a Associação Argentina do Concreto Usinado no Paraguai, a fim de modificar a mentalidade do setor no país.

Em resumo, creio que 2020 será um ano não isento de desafios, mas com grandes oportunidades.

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