A empresa transportadora Dascher USA, que tem filiais no México e no Brasil, realizou uma façanha de transporte pesado: 138 toneladas de equipamento industrial foram transportadas de Jundiaí, São Paulo, para Silao, no México.

O cliente – uma indústria automotiva – precisava transportar uma máquina de compressão de grande porte que pesa 125 toneladas, e mais 14 peças adicionais. O projeto era entregar todo o material no início de maio.

Um dos desafios foi a retirada dos equipamentos da fábrica de Jundiaí. Para dar conta de iniciar o transporte, a Dascher Brasil solicitou a um de seus associados locais, especialista em elevação, o serviço de elevação e posicionamento. Ao retirar o maquinário do local de armazenamento, foram desmembradas as 14 peças que foram transportadas separadamente, somando no total 138 toneladas.

Viagem de desafios

Dali, a carga pesada se deslocou com um reboque de plataforma multi-eixos pelas estradas paulistas até o Porto de Santos. Só esse trecho da viagem durou sete dias, devido ao fato de que o transporte estava autorizado apenas das 23h às 6h.

“Há muito fatores a considerar quando se planeja o traslado deste tipo de carga, mas desde o início sabíamos que principal fator para conseguirmos respeitar os prazos seria a comunicação. Muita gente teve um papel neste projeto, desde as autoridades rodoviárias, concessionárias de rodovias e autoridades locais, assim como a companhia de frete marítimo e nossos parceiros de transporte rodoviário. Entendemos que manter todos informados e plenamente comprometidos seria a chave para uma execução fluida”, disse João Caldana, diretor gerente da Dascher Brasil.

Antes de chegar ao Porto de Santos, desenvolveu uma solução para carregar o frete pesado sem comprometer os guindastes de pórtico do terminal. A equipe se utilizou de uma plataforma flutuante e um guindaste móvel sobre uma barcaça, e assim pôde-se carregar o equipamento industrial pelo lado oposto do navio, evitando os guindastes portuários.

A carga permaneceu em alto mar por 30 dias, chegando no domingo 3 de maio, e foi descarregada diretamente do navio para um caminhão modular. Afetado pelo Covid-19 tanto quanto o Brasil, o México exigiu da operação novas precauções, como horários específicos, desvios e ausência de escolta policial. A viagem do porto de Veracruz até a planta industrial em Silao tomou três dias.

Ao chegar ao destino final, a carga pesada foi retirada do caminhão com o uso de três guindastes.

“Ter a capacidade de realizar com sucesso um projeto desta magnitude, especialmente em meio a uma pandemia, é um grande feito, e dá o testemunho do compromisso da Dascher em satisfazer as necessidades dos clientes seja qual for o desafio”, disse Edgardo Hamon, diretor geral da Dascher México. “E mais, ilustra como os vários países da família Dascher colaboram bem, para conseguir o que parece ser irrealizável”.

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