Para saber mais sobre como a Manitowoc está enfrentando a situação destes tempos de pandemia, a Construção Latino-Americana entrevistou Cristián Galaz, vice-presidente para a América do Sul da companhia.

C Galaz Junio 2018

Cristián Galaz

Uma das principais medidas tomadas pela Manitowoc em nível mundial foi a de flexibilizar ao máximo as possibilidades de home office. No caso dos empregados sul-americanos, Galaz explica que “100% da força de trabalho está operando de suas casas, com total conectividade. Tivemos alguns serviços técnicos imprescindíveis e tomamos todas as medidas necessárias para que nosso pessoal técnico nessas ocasiões possa ir e executar suas atividades com total precaução e com todos os elementos necessários para sua proteção”.

Com os empregados bem cuidados, fica a questão do cliente. A muitos deles, o executivo está ligando pessoalmente. A crise sanitária terá um impacto no mercado da Manitowoc e no setor de guindastes em geral. “Tivemos uma baixa na demanda por equipamentos, visto que não está acontecendo muito trabalho na região”. Mas, segundo ele, “não existe pânico, e sim um gerenciamento suficiente para se antecipar e tomar medidas que permitam solidificar ainda mais a permanência das empresas”.

Recuperação

Até setembro do ano passado, Galaz apostava em um 2020 de recuperação, mas a crise do Covid-19 forçou um ajuste de expectativas. “2016 e 2017 foram anos difíceis para a região, em 2018 começamos a ver uma leve melhora, e em 2019 definitivamente vimos uma boa tendência. Esperávamos que 2020 seria de consolidação, e que em 2021 voltaríamos ao crescimento regional. Esta pandemia atrasa tudo e os planos de recuperação regional para recuperação em 2021 se adiam. Para quando? Muito difícil dizer, mas pensamos que esta situação de saúde terá um impacto muito forte na nossa região e no mundo inteiro. Vamos continuar o desafio de desenvolver um mercado em circunstâncias bem difíceis, ao menos neste ano e no próximo, definitivamente”, afirma.

Imagen podcast CP y Galaz

Ouça uma entrevista com o VP da Manitowoc aqui. (em espanhol)

Um dos principais fatores que indicam a recuperação do mercado é o Brasil, país que de acordo com ele no final de 2018 e durante a 2019 vinha mostrando alguns brotos de esperança. Entretanto, “lamentavelmente esta situação de saúde joga para trás todo este avanço, e teremos que continuar trabalhando neste monstro que está dormindo”. Mas o vice-presidente da Manitowoc na América do Sul é otimista, e recorda que “as condições do Brasil, para voltar a ser uma potência, como foi na época dos BRICs, existem. Esta matéria prima existe e eu confio que em algum momento voltará aos níveis que pode e merece ter. É o país mais relevante da América do Sul e um dos mais relevantes do mundo”, conclui.

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