Em maio, os níveis de despacho e consumo interno caíram, provavelmente em função da desvalorização do peso.

O crescimento do consumo de cimento na Argentina, que vinha praticamente ininterrupto desde o começo de 2017, parece ter parado nos últimos dois meses.

Dados da Associação Argentina de Fabricantes de Cimento Portland (AFCP) mostram que em maio o despacho dos quatro fabricantes instalados no país, incluindo exportações, ficou em 930.392 toneladas. Este número representa uma baixa de 2,9% com relação a abril, e uma queda de 3,8% com relação a maior de 2017.

Ao verificar o consumo interno, incluindo importações, o número ficou em 924.979 toneladas de cimento em maio. Uma diminuição de 3,5% com relação a abril, e uma queda de 4,4% em comparação com o mesmo mês de maio de 2017.

O acumulado do ano, no entanto, continua extremamente positivo para a indústria de cimento argentina. Com 4.915.284 toneladas despachadas até o momento, o crescimento verificado é de 8,6%. No que diz respeito ao consumo, foram 4.942.102 toneladas consumidas no país até agora em 2018, o que representa crescimento de 9,5%.

Um fator que pode ajudar a explicar a quebra de tendência é a desvalorização do peso argentino frente o dólar, verificada nos últimos dois meses. Mesmo que o dólar americano tenha se valorizado diante de quase todas as moedas do mundo, mercados emergentes exportadores de matérias-primas sofrem mais. No caso argentino, a extrema dolarização de sua economia faz com que seu mercado interno fique ainda mais exposto.

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