Camarco

O setor de construção da Argentina está passando por maus momentos. Vindo de uma recessão que já havia provocado um tombo no PIB em 2018 e 2019, o país viu o desaparecimento de mais de 50 mil empregos na construção entre março e maio.

É neste contexto que a Câmara Argentina da Construção (Camarco) encomendou um terceiro estudo para medir o impacto da pandemia sobre o setor, e os resultados não são animadores.

Elaborado pela consultoria Marketing & Estadística, o informe mostra as percepções de 284 entrevistados em meados de junho. Entre os principais resultados, estão que:

- Das obras com contrato vigente, apenas 34% tem andamento normal, 22% estão paradas e 21% atrasadas por razões externas à empresa.

- Em maio de 2020, 53% das empresas apresentaram algum orçamento ou oferta. 46% não apresentaram nenhum.

- 79% das empresas construtoras consultadas não tiveram novas contratações em maio.

- Depois de quase 3 meses desde o início da pandemia, uma importante quantidade de empresas não pode cumprir com suas obrigações tributárias.

- 27% das empresas tiveram que suspender contratos de trabalho. 37% consideram que as suspensões continuarão ao menos até agosto desse ano.

- Quanto às expectativas do setor para os próximos três meses, 21% esperam que a atividade vai melhorar, 29% acham que ficará igual e 31% acreditam que vai se reduzir ainda mais.

- Com relação ao faturamento esperado para os próximos seis meses, em relação ao orçado no início do ano, 66% dos entrevistados indicam que a produção do semestre será 50% ou menos do que era esperado quando o ano começou.

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