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A cimenteira colombiana Argos está aplicando um sistema de biorreatores à luz e microalgas, a fim de reter o CO2 emitido pela produção de cimento. O cimento, segundo se diz, é responsável por 5% das emissões de gases poluentes do mundo.

Os pesquisadores, em conjunto com a Universidade Eafit e a Universidade de Antioquia, afirmam que o novo sistema já permite que as microalgas absorvam CO2 numa proporção 50 vezes maior do que as árvores e plantas de superfície. Além disso, elas poderiam ser usadas depois para produzir combustível.

Gabriel Jaime Vargas, pesquisador líder do projeto, disse que “as microalgas obtêm através da luz do sol a energia que precisam para capturar o CO2 e transformá-lo em matéria vegetal, novos tecidos de microalgas. Assim, desenvolvemos técnicas de cultivo para fazer testes em nível industrial. Queremos reduzir o CO2 da indústria cimenteira”.

A unidade da Argos que vem realizando os testes é a fábrica de Cartagena de Índias, a mais famosa da empresa. De acordo com o pesquisador, “no laboratório, se transforma as microalgas para obter óleo biológico, com o qual se pode obter uma espécie de biodiesel”.

“Este projeto está na vanguarda da indústria e nos entusiasma não apenas por seu impacto positivo para o setor cimenteiro, mas também pelas aplicações futuras, inclusive potencialmente como um filtro para dar qualidade ao ar”, disse Juan Esteban Calle, presidente da Cementos Argos.

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