cemento plástico

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Nacional de Cuyo, em Mendoza, na Argentina, começou a estudar e comprovou a possibilidade de fabricar elementos construtivos para moradias pré-fabricadas a partir do desenvolvimento de um novo tipo de concreto com agregados de plásticos e aditivos. Esta experiência nasce a partir de uma construtora em Junin, cidade de Mendoza que é famosa pela reutilização de materiais, com o fim de comprovar a hipótese de que é técnica e ambientalmente possível usar o plástico como agregado para concreto.

“Obtivemos misturas leves, mas resistentes, para a construção de moradias pré-fabricadas”, afirmou Irma Mercante, doutora que dirige a equipe de pesquisa no Centro de Estudos de Engenharia de Resíduos Sólidos (CEIRS), do Instituto do Meio Ambiente da Faculdade de Engenharia da UNCUYO. 

Os estudiosos dizem que a técnica pode ser aplicada, no futuro, em outros elementos construtivos além da moradia pré-fabricada. Além disso, demarcam o ganho ecológico com o uso de resíduos de plástico que são reutilizados. “Até o momento, obtivemos bons resultados em termos de resistência mecânica com alguns plásticos. Isto nos permitiu identificar que certas morfologias de partícula são melhores do que outras. Ensaiamos com pellets produzidas em uma indústria de reciclagem local”, explicou Mercante. 

Segundo os pesquisadores, “do ponto de vista técnico, o uso de agregados plásticos produz misturas mais leves e isolantes do que os concretos tradicionais. Além disso, o sistema de pré-fabricação permite baratear custos nas moradias, com a vantagem de que o tempo de construção também diminui”, disse a líder da pesquisa.

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