Hoje o país pode construir mais de 600 km de ferrovias por ano.

tren argentina

Depois de investimentos de mais de US$ 45 milhões, realizados por vários grupos empresariais, e com a instalação de companhias estrangeiras, a Argentina conseguiu triplicar sua capacidade de construção de ferrovias em dois anos. Em 2015, o país tinha equipamentos e potencial para construir cerca de 175 quilômetros de trilhos por ano, mas agora a capacidade já supera os 600 km por ano.

Além disso, hoje em dia o país pode ter ao mesmo tempo 15 obras ferroviárias, enquanto antes era possível ter apenas cinco frentes de trabalho simultâneas, e a produtividade foi aumentada de 35 para 42 km de ferrovias por ano.

O investimento em maquinário incluiu a aquisição e adequação de 141 máquinas: perfilhadoras, escavadeiras, locomotivas para trem de obra, tratores ferroviários, soldas de trilhos e outros equipamentos que permitem aumentar a velocidade do trabalho e melhorar a qualidade dos resultados. Algumas empresas adquiriram equipamentos de britagem para produzir as pedras de base dos trilhos, em função de terem adquirido pedreiras no país.

A maior acessibilidade aos editais de licitação, que agora são gratuitos, fez com que algumas empresas que se dedicavam a obras rodoviárias ou civis se tenham orientado também ao setor de obra ferroviária, atraídas pela demanda gerada pela recuperação de ferrovias do sistema Belgrano Cargas, que será seguida pela reforma do sistema San Martín, um projeto na Patagônia e obras de renovação nas ferrovias metropolitanas da Grande Buenos Aires.

Outra indústria que cresce exponencialmente no país é a de pedreiras que proveem o lastro de agregados para as vias. Com uma demanda estimada em 5 milhões de toneladas necessárias para a recuperação de mais de 1,6 mil km de ferrovias do Belgrano Cargas, se reativaram as pedreiras nas zonas de Santiago del Estero, Corrientes e Salta. Com o avanço das licitações para as demais linhas, espera-se que outras pedreiras voltem a trabalhar.

O programa de modernização ferroviária liderado pelo Ministério dos Transportes da Argentina contempla a renovação de quase 5 mil km de ferrovias nos principais ramais de cargas do país, e tem como data de finalização o ano de 2026. O objetivo é recuperar o trem como alternativa competitiva para produtores de diversos setores da economia.

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