Além de proteger o rio Santa Cruz, na Patagônia, alterações reduziram custo do projeto.

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Cóndor Cliff

A construção das barragens de Cóndor Cliff e Barrancosa, na Argentina, fazem parte do projeto de aproveitamento hidroelétrico do rio Santa Cruz, na Patagônia. Estão em obras e seu início de operações está previsto para 2023.

Há três anos, o governo argentino realizou uma revisão do projeto original para avaliar o impacto ambiental, situação que derivou em algumas mudanças para eliminar alguns dos efeitos mais negativos do projeto. Passou-se, por exemplo, de 11 para oito turbinas, diminuiu-se em 6,5 metros a altura da represa Cóndor Cliff, reduziu-se o nível de represamento em 2,4 metros e se ajustou o cálculo de vazante. Por outro lado, se quadruplicou a capacidade das descargas, a fim de assegurar que, em épocas de menor vazão do rio, o ciclo hidrológico não sofra.

Estas modificações, dizem os responsáveis, significam uma redução de 2,6 milhões de metros cúbicos de gás natural consumido por dia. Também representa 2,5 megatoneladas de CO2 a menos emitidos, o que representa 2,5% do volume de redução proposto no Acordo de Paris, da ONU.

Assim, com a desdolarização do contrato e com a eliminação de turbogeradores (considerados desnecessários com este novo formato) conseguiu-se baixar o custo do investimento de US$ 6,2 bilhões para US$ 3,8 bilhões.

O presidente argentino, Mauricio Macri, visitou as obras e disse que “estas barragens na província de Santa Cruz vão marcar um antes e um depois na Patagônia. Ter energia é fundamental, sem energia um país não se desenvolve”.

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