Um país em reconstrução

By Cristián Peters07 November 2011

A economia chilena expandiu com força durante 2011, impulsionada principalmente pelo setor industrial e comercial. Provavelmente este ritmo de crescimento continuaria ainda em 2012, mas a desaceleração do crescimento nos Estados Unidos e Europa, como os recentes acontecimentos nos mercados financeiros internacionais geram certa incerteza. Para este ano, espera-se que o PIB do país cresça um valor saudável de 5,6%, no entanto, experimentará um crescimento menor em 2012, ao redor de 4,5%.

Tanto as perspectivas econômicas como as do setor da construção estão marcadas pela reconstrução após o terremoto de fevereiro de 2010. Estima-se que, durante os próximos dois anos, a maioria da capacidade de produção industrial e de exportação já esteja restaurada. Da mesma forma, a confiança empresarial e do consumidor são altas, o acesso ao crédito é favorável e o forte crescimento tem criado um mercado de trabalho favorável, portanto, o consumo e o investimento continuarão crescendo.

Certamente, o gasto de investimento é o que mais importa ao setor da construção e está previsto que a formação de capital fixo continuará dando um impulso extra. O investimento na indústria será maior, com novas expansões de projetos privados e públicos para a reconstrução. O fato, por sua vez, gerará um maior consumo de bens duráveis e investimentos em máquinas e equipamentos, apesar de que o crescimento será menor que em 2010. Outros grandes contribuintes ao crescimento do PIB serão a mineração, eletricidade, gás e água, setores que precisam de equipamentos e atividades de construção.

Infraestrutura

Os esforços de reconstrução públicos e privados estão principalmente focados em investimentos em infraestrutura. Segundo o governo chileno, 50% da infraestrutura pública e privada atingida pelo terremoto já foi restabelecida, apesar de que a oposição política questiona não apenas se esse resultado foi alcançado efetivamente, mas também que o processo está sendo desenvolvido a um ritmo mais lento que o esperado. Os chilenos atingidos exigem mais ação por parte do presidente Sebastián Piñera, já que muitos continuam morando em casas provisórias e desejam mais serviços e assistência.

O governo concedeu subsídios para a reconstrução e reparação de umas 135 mil casas em 2010 e os primeiros dois meses de 2011, equivalentes a US$1,3 bilhão, e suas expectativas são que todos os chilenos atingidos pelo terremoto deixem as vilas de emergência até junho de 2012.

O custo total da restauração da infraestrutura danificada está estimado em US$ 30 bilhões, montante equivalente a 15% do PIB do Chile. O setor público vai contribuir com aproximadamente de US$10 bilhões (33% do custo total), e a previsão é de que o processo de reconstrução seja completado em março de 2014, coincidindo com o final do mandato do presidente Piñera.

A maioria da infraestrutura pública -rodovias, portos, água para os setores rurais, aeroportos- e hospitalar foi totalmente reformada, mas a reconstrução de pontes, represas e canais ainda está em processo. Por sua vez, a infraestrutura da educação apresenta 70% de avanço.

Se levarmos em consideração o potencial em longo prazo para o Chile, a maioria dos fatores determinantes se manterá saudável. Entre 1997 e 2006, o investimento fixo em relação com o PIB em termos reais ficou, em média, acima de 22,1%, alcançando aproximadamente 24% durante 2007-2009. Além disso, os crescentes níveis de investimento em máquinas e equipamentos tem melhorado a eficiência do uso do capital.

Inclusive, apesar de que o terremoto teve um impacto inicial negativo causado pela destruição de capital, foi positivo ao dar oportunidade de substituir a antiga infraestrutura, o que a médio e longo prazo vai beneficiar o país. De fato, apesar de que o custo econômico do desastre natural alcança níveis muito significativos, não colocará em perigo a estabilidade macroeconômica do país.

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