Um exercício complexo

By Cristián Peters19 December 2013

DEC13 CLA Feature Comment

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Mais um ano se termina, um exercício que teve momentos doces e amargos, mas que em termos gerais foi mais deprimido do que se esperava. De fato, o cenário atual é completamente diferente do que nos enfrentávamos em 2011, primeiro ano de edição da Construção Latino-Americana, quando embora o mundo seguisse imerso na crise financeira global, boa parte da região conseguia se destacar.

Aqui mesmo, no ano passado, comentávamos as projeções econômicas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL), que indicavam que a região terminaria com um crescimento em torno de 3,2%. Agora as últimas previsões são ainda mais baixas e indicam que o ano terminará por baixo do 2,9% registrado em 2012. Embora estas taxas sejam superiores à média da OCDE, ficam longe do ritmo que observamos em muitas economias asiáticas e ficam abaixo do potencial regional, assim como da média de 4% registrada na última década (2003-2012).

Sem dúvida o cenário já não é o mesmo e o entorno se apresenta menos propício, gerando novos desafios para a região. “A desaceleração da demanda externa e a redução no volume comercial, a moderação nos preços das matérias primas que a região exporta, e a incerteza gerada por um eventual endurecimento das condições financeiras e monetárias globais, dificultam o contexto para que as economias latino-americanas possam crescer como na década passada”, resumiu Ángel Gurría, secretário geral da OCDE, durante a XXIII Cúpula Iberoamericana.

Um exemplo disso é o Brasil, país foco da presente edição. A União Europeia anunciou uma piora das projeções para o crescimento da economia do gigante sul-americano em 2013, o que, lamentavelmente, está acontecendo. Segundo o Informe de Projeções da Comissão Europeia, o PIB brasileiro poderia se expandir apenas 2,2%, abaixo dos 3% anunciados meses atrás.

Mas o crescimento não é tudo. Os governos da região têm que concentrar seus esforços na implementação de reformas estruturais que permitam elevar a produtividade, complemento indispensável do desenvolvimento econômico. Um dado relevante: os dois países latino-americanos na OCDE – México e Chile – têm a produtividade mais baixa entre os países membros da organização.

Mas ainda que as projeções não sejam ótimas, há que seguir trabalhando e tentar reverter as estimativas. Desejamos a todos um feliz 2014.

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