Setor de incorporação reflete instabilidade político-econômica

By Juliana De Andrade19 April 2016

Incorporação Imobiliária

Incorporação Imobiliária

A ABRAINC, agência que representa o setor de incorporação, acaba de lançar mais um Indicador ABRAINC-Fipe, um estudo elaborado pela Fipe com informações de empresas filiadas a ela. Lançado em agosto passado, ele vem sendo construído pela Fipe desde janeiro de 2014, é o primeiro conjunto de indicadores do setor imobiliário obtidos nacionalmente.

Este Indicador, referente ao período de dezembro/15 e fevereiro/16, registrou 16.752 unidades lançadas. Um recuo de 8,6% face ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2016 (até fevereiro), os lançamentos totalizaram 4.638 unidades, volume 11% superior ao observado entre janeiro e fevereiro de 2015.

O total de unidades vendidas no período (dez/15-fev/16) foi de 22.362, um recuo da ordem de 18,9% frente às vendas do mesmo trimestre do ano anterior. Já nos dois primeiros meses do ano, as vendas do setor (12.656 unidades) apresentaram queda de 17% frente ao que foi vendido no mesmo período de 2015.

Ao todo, 19 empresas participaram do levantamento e os dados também revelam que, no trimestre terminado em fevereiro/16, foram entregues 30.313 unidades, uma queda de 27,2% em relação ao número de unidades entregues no mesmo período do ano anterior. No acumulado, as entregas totalizaram 16.771 unidades, número 14,6% inferior ao observado na mesma base de 2015.

Luiz Fernando Moura, diretor da ABRAINC, afirma que a velocidade de venda menor é natural ao setor nos primeiros meses do ano. “O comportamento do mercado é sazonal, mas ainda observamos que a situação político-econômica interfere na retomada da confiança do setor e das pessoas, de modo geral”, ressalta.

O mercado disponibilizou 111.331 unidades para compra ao final de fevereiro. No trimestre compreendido entre dezembro/15 e fevereiro/16, foi vendido o equivalente a 18% da oferta do período, percentual que representa uma queda de 4,3 pontos percentuais face ao observado no trimestre encerrado em fevereiro de 2015. Com isso, estima-se que a oferta atual se esgotaria em 16,6 meses se o ritmo de vendas for mantido.

O diretor da ABRAINC espera que esta nova fase política reflita em definições e melhorias para o país retomar o crescimento. “O setor imobiliário necessita de confiança para voltar a crescer”. Sinal de que as construtoras estão se adaptando ao cenário econômico atual é o número de entregas que superaram em 29% o de lançamentos no trimestre dez/15-fev/15. “No médio prazo, os empregos no setor da construção devem cair ainda mais por falta de empreendimentos”, explica Moura.

Distratos

Entre dezembro/15 e fevereiro/16, foram distratadas 11.005 unidades, um aumento de 5,1% frente ao número absoluto de distratos no mesmo trimestre do ano anterior. Já no acumulado de 2016 (até fevereiro), o total de unidades distratadas foi de 5.305, com 21,7% a menos aos distratos observados entre janeiro e fevereiro de 2015.

Para acompanhar esse indicador de forma mais consistente, o cálculo realizado é feito por safra, já que se trata de um segmento cíclico. Desta forma, se considerarmos a safra mais antiga disponível (unidades lançadas no primeiro trimestre de 2014), a proporção distratada das unidades vendidas até o momento é de 16,1%.

Luiz Fernando Moura explica que os cancelamentos ocorridos hoje são decorrentes de vendas feitas em 2011 e 2012, quando a aquisição do imóvel na planta foi efetuada. “A expectativa é de queda nos distratos, devido à atitude mais criteriosa que está sendo adotada pelas incorporadoras na concessão do crédito”. Ele ressalta ainda que o perfil dos compradores tem mudado, acompanhando o novo ritmo do setor. “Estão ficando no mercado mais pessoas que compram para morar ou que investem com expectativa de retorno em médio ou longo prazo”, conclui.

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