Sem infraestrutura, não há negócio

By Juliana De Andrade26 January 2016

Cómo el proyecto 4G viene ayudando a Colombia en la reorientación de su economía con diversos otros

Cómo el proyecto 4G viene ayudando a Colombia en la reorientación de su economía con diversos otros proyectos de infraestructura adyacentes

A imagem da Colômbia como um país colapsado pela violência já não existe. Há pelo menos dez anos o país vem superando crises econômicas, e agora mais recentemente, driblou a queda no valor das matérias primas de forma melhor que seus vizinhos. Nos últimos dez anos, a classe média colombiana duplicou, passando de 15% a quase 30% da população, e a taxa de pobreza se reduziu de 50% para 35%, o que junto a uma inflação sob controle, levou o país a 34ª posição no ranking Doing Business do Banco Mundial (a quarta economia latino-americana na lista).

É certo que essa economia se fortaleceu durante a última década pelo aumento no preço do petróleo e de commodities como o carvão, do qual o país é um importante produtor. Como se sabe, o valor destes recursos naturais já não é o mesmo de pouco tempo atrás, também existe a esperança de que essa queda não se mantenha por muito tempo.

No ano de 2014, se sentiram alguns impactos da crise, mas mesmo assim a Colômbia cresceu 4,6%. Em 2015 foi um pouco menos, cerca de 3,5%, segundo dados do Departamento Administrativo Nacional de Estatística (DANE). As exportações somente no primeiro semestre de 2015 caíram 31,2%.

A crescente e brilhante ascensão da economia colombiana foi freada, e o país sem dúvida viveu (e ainda vive) um momento delicado, que levou as autoridades a enfrentar um desafio muito maior: buscar uma maneira de reorientar a economia, que apesar de tudo, ainda se mostrava uma das mais sólidas da região.

Infraestrutura é a solução

A construção de infraestrutura não é somente um fim, é também um meio para desenvolver as demais atividades econômicas de um país. Cada dólar investido nesta atividade representa um valor agregado de US$ 0,4 na produção econômica.

Tendo isso em conta, há muito tempo os sindicatos de infraestrutura colombianos vinham lutando para que o governo desenvolvesse um Plano Diretor de longo prazo para o setor de transportes, com o único propósito de velar pelos interesses econômicos do país.

Os gestores da área econômica compreenderam bem essa equação, e vários acordos de livre comércio foram firmados. A Colômbia provou sua capacidade de aproveitar esse recurso para levar crescimento ao país, pois sabia que agora necessitaria mais que tudo de uma infraestrutura logística muito mais eficiente se desejasse avançar de maneira adequada, já que se comparada a outros países latinos, ainda tinha uma malha viária muito abaixo da média.

Foi assim que nasceu uma das maiores apostas do governo para o desenvolvimento do país: o programa de concessões da quarta geração mais conhecido como 4G, que colocou a Colômbia em completo plano de construção. Graças a isso, o país agora avança a uma modernização de toda a sua infraestrutura, são somente no que compete à malha viária.

O país está em obras.

O 4G

O projeto 4G consiste em 30 planos de concessões rodoviárias por parcerias público-privadas, que preveem a construção de 8 mil quilômetros de rodovias com um investimento que ultrapassa os US$ 25 bilhões.

O projeto, iniciado em 2014, foi planejado em quatro etapas, como se observa nas imagens.

O Ministério da Fazenda estima que o efeito desses projetos sobre o PIB durante sua construção será de 1,5%, e que podem gerar entre 180 mil e 450 mil postos de trabalho, o que garantiria a reversão da desaceleração econômica.

Porém, os principais benefícios diretos serão tanto a redução nos tempos de viagem, que chegará a 30% entre as cidades conectadas, como os custos operacionais de transporte, que também diminuirão uma média de 20%. O trajeto mais beneficiado será Medelín – Cali, que terá uma redução de 46,6% no tempo de viagem e 29,7% no custo de operação veicular.

Obras associadas

O plano 4G não somente reduzirá os custos logísticos das mercadorias que transitam pela Colômbia, mas também estimulará o desenvolvimento de todas as regiões por meio da integração do território, o que obviamente demandará a melhoria no nível dos serviços urbanos, além de articulações terrestres, aéreas, marítimas e fluviais ao longo da geografia nacional.

O governo tem isso muito claro, portanto existe uma mobilização nacional para a melhoria da infraestrutura interna das cidades. O Plano Nacional de Desenvolvimento 2014 – 2018 comporta diversas ações como: redução de risco, obras públicas, serviços públicos e construção de portos, aeroportos e ferrovias, que permitirão dimensionar o objetivo final do 4G gerando mais competitividade ao país, por meio de sua inserção nos mercados internacionais.

O plano teve sua primeira medida na obrigatoriedade estabelecida aos concessionários para investirem parte de suas receitas (2,5%) em segurança, isso sobretudo nas infraestruturas fronteiriças, onde se poderia haver mais trânsito de pessoas de país a país.

A parte disso, é importante destacar o que se refere a infraestrutura ferroviária. No ano passado, se inauguraram os primeiros trechos da reabilitação da Ferrovia Central Corredor Bogotá, Blencito, La Dorada e Chiriguaná, por US$63 milhões. Além disso, atualmente existem outros sete projetos privados para a construção de ferrovias, dois em estudo de viabilidade, quatro em avaliação e um em execução.

No que se refere a infraestrutura marítima, se realizaram diversos investimentos em projetos como o Porto Nuevo Ciénaga em Magdalena. Para facilitar as exportações de carvão do país, está sendo construído um viaduto e um canal de acesso, além das obras de dragagem no Porto Brisa Dibulla em Guajira.

Para a infraestrutura aérea se listam importantes obras que foram iniciadas em 2015, como a modernização do Terminal Simón Bolívar em Santa Marta, com um investimento de US$ 33 milhões. Também a modernização dos terminais de Cúcuta, Valledupar e Rafael Nuñez em Cartagena por US$ 6 milhões. Os terminais de Quibdó, Rio Negro, Montería, Medellín, Carepa e Corozal estão sendo modernizados e adequados por um valor de US$ 120 milhões.

Com respeito à infraestrutura elétrica, se espera que nos próximos quatro anos se desenvolvam pelo menos 15 novos projetos para que se fortaleça a ampliação do Sistema de Transmissão Nacional (STN) e do Regional (STR), os quais se plasmam na Resolução 40029 de janeiro de 2015 e cobrem os departamentos de Santander, Boyacá, La Guajira, Cesar, Magdalena, Valle del Cauca, Caldas, Quindío e Huila. Os projetos mais relevantes seriam: Promotor: UPME (Unidade de Planejamento Minero – Energética) - investimento: US$143 milhões. Subestação Palenque – Santander (230 kV) – ano 2017, Subestação San Antonio – Boyacá – (230 kV) – ano 2018, Subestação Las Cuestecita – Guajira – (500 kV) – ano 2019, Segundo Circuito Copey – Fundación – (230 kV) – ano 2019, Reconfiguração Enlace Virginia a San Marcos a Cartago – (230 kV) – ano 2016.

Finalmente, no que concerne à infraestrutura hídrica, o país também se prepara para atender a crescente demanda. Em Medelín, por exemplo, a estatal Empresas Públicas de Medelín tinha uma operação muito complexa para levar as águas residuais da região até as estações de tratamento no Valle Aburrá. As águas passavam pelo município de La Estrella antes de chegar ao seu destino final, mas de maneira incompreensível o trecho entre Caldas e La Estrella não estava incluído no processo de tratamento de águas. Por isso, a EPM ficou um convênio com a área metropolitana para que em 2018 já esteja funcionando uma nova estrutura que deveria ampliar o serviço até Caldas. Essa obra custará cerca de US$ 9 milhões.

Ainda falando de águas residuais, a planta Bello está sendo remodelada e deverá converter-se na maior planta do país. Prevista para começar a operar este ano, já que as obras estão com 50% de avanço, a nova estação terá um túnel de 7,7 quilômetros que vai transportar 6,5 metros cúbicos de águas residuais desde as cidades de Medelín e Bello até a planta de biossólidos, onde serão tratadas e posteriormente descarregadas no rio Medelín. O sistema vai retirar 123 toneladas diárias de contaminação residual do rio e custará cerca de US$ 570 milhões.

Serviços urbanos

Desde o início de 2015, o governo colombiano, através da ministra de transportes Natalia Abello Vives e a empresa inglesa de transportes Steer Davies Gleave, se dedicou à tarefa de desenvolver um plano diretor de transportes intermodal para o país no período de 2015 até 2035 com o objetivo de suportar a crescente demanda que deveriam gerar as obras e operações das novas vias do 4G.

O plano já foi posto em prática. Em Bogotá, por exemplo, com a chegada de Enrique Peñalosa à prefeitura, deveriam iniciar-se uma série de projetos relacionados à infraestrutura viária urbana financiados por meio de PPPs, o que mudaria completamente a cara da capital. O mais importante deles é o metrô, mas também outras 20 obras estratégicas devem ocorrer na capital.

Uma delas abarcaria todas as saídas para o norte da capital, com um investimento de cerca de US$ 2,4 milhões. A proposta é construir cinco faixas em cada sentido da rodovia Norte, e expandi-la até La Caro.

Também existem duas iniciativas interessantes para o corredor Bogotá – Girardot, no qual se deveria intervir em 9,5 quilômetros do viaduto que termina na avenida La Carrera 68, diminuindo assim o trânsito de chegada a Bogotá a sete minutos. A outra obra é a canalização do trânsito que vem de Villavicencio, que outra vez se pôs em consideração, agora para esse projeto. Também seria remodelado o cruzamento entre a avenida La Esperanza com a Primero de Mayo para conectar Bogotá com a Rodovia Perimetral do Oriente.

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