Sacyr diz que negociação pelo Canal do Panamá se rompeu, e põe culpa na ACP

By Fausto Oliveira05 February 2014

ONce again the Panama Canal

ONce again the Panama Canal

A construtora espanhola Sacyr divulgou uma comunicado em que acusa a Autoridade do Canal do Panamá de ter rompido as negociações para pôr fim ao conflito envolvendo a continuação das obras de expansão da estrutura. O prazo das negociações terminava na terça-feira dia 4 de fevereiro; no dia seguinte a empreiteira líder do consórcio GUPC afirma que o prosseguimento dos trabalhos está em “risco iminente”.

O comunicado sai a público poucos dias depois que o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, havia dito que as partes estavam próximas de uma “feliz conclusão”. Mas isso não aconteceu, de acordo com a Sacyr, devido a uma “posição injustificadamente rígida” de parte da Autoridade do Canal.

A construção de três novas eclusas, parte essencial da ampliação do canal, está quase paralisada desde o dia 20 de janeiro, quando acabou o prazo do ultimato dado pelo consórcio GUPC à ACP. A obra não se paralisou totalmente nessa data. Mas a realidade é que diminuiu muito o nível de atividade, como mostraram reportagens televisivas difundidas em escala global.

A Sacyr em seu comunicado acusa a ACP de criar uma situação em que as partes “enfrentarão anos de disputas ante os tribunais sobre os passos que levaram o projeto à beira do fracasso”. Também afirma que estão em risco os salários de 10 mil trabalhadores e o pagamento que o GUPC deveria fazer a empresas subcontratadas para o projeto das eclusas.

Propostas finais

Nessa última rodada de negociações, o que estava sobre a mesa basicamente se resume ao seguinte: o consórcio concordava em receber US$ 100 milhões, mais US$ 400 milhões financiados, mais uma nova moratória para a devolução de US$ 785 milhões que haviam sido antecipados ao consórcio antes.

Há um contexto de dívidas do consórcio com a ACP, além do fato real de que há diferenças no solo que geraram o conflito em primeiro lugar. As duas coisas em conjunto formaram o contexto de negociação estancada que fez com que o GUPC pedisse um valor sob forma de pagamento extra - o US$ 1,6 bilhão – considerado completamente desproporcional e impagável pela ACP. Nesse caso está o nascimento do conflito que ameaça paralisar totalmente a ampliação do Canal do Panamá.

O projeto

A construção de três novas eclusas tem 70% de avanço até hoje. O contrato foi assinado em 2009 pelo valor de US$ 3,11 bilhões. Se calculava que a conclusão das obras seria em 2015, mas agora a data de entrega do novo canal é desconhecida.

Enquanto isso, a ACP pensa em possibilidades para dar seguimento à obra. Há rumores de que a Autoridade esteja buscando contatos com a construtora norte-americana Bechtel, a maior dos Estados Unidos. A Bechtel ficou em segundo na licitação das novas eclusas do Canal do Panamá.

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