Rossetti, CBMM e SSAB desenvolvem caçamba “super leve”

By Luciana Guimaraes07 November 2022

CBMM, a Rossetti Equipamentos Rodoviários e a siderúrgica SSAB firmaram parceria para desenvolver caçambas mais leves e eficientes, com maior capacidade de carga e redução em paradas para manutenção. Os novos veículos também contam com menor desgaste dos pneus e consumo de combustível, fatores que tradicionalmente elevam os custos operacionais das atividades nas minas.

Solução vem do uso mais sustentável de matérias-primas com aços mais resistentes e mais leves.

A SSAB atua no Brasil com um time técnico local disponível para auxiliar seus clientes em todos os passos no projeto de upgrade de implementos de carregamento e transporte.

A CBMM possui uma frota de oito caminhões de aço Hardox 500 Tuf. Foto: SSAB

A adoção de novas tecnologias tem sido decisiva para enfrentar os desafios na indústria da mineração, setor que movimentou R$ 209 bilhões em 2020 e que representa 2,5% de todo o PIB do país. Caçambas mais leves e resistentes são uma demanda recorrente neste mercado e reduzir impactos ambientais, custos de manutenção e aumentar o desempenho do transporte que sofre com o desgaste por carregamento e descarregamento já é realidade.

A necessidade de ter um produto mais leve que permita um aumento da carga líquida transportada em uma operação de transporte de pirocloro levou a CBMM a procurar a Rossetti para produzir, em parceria com a SSAB, uma caçamba meia cana utilizando o aço Hardox 500 Tuf. Como resultado, o equipamento obteve redução de 35% em seu peso, reduziu o custo de transporte em torno de 5%, além do benefício da eficiência energética em um transporte mais sustentável com menos poluentes.

O projeto

A caçamba meia cana de 20m³ foi desenvolvida para montagem em um veículo 8x4 e sua principal função é o transporte de minério pirocloro. A versão inicial pesava 7.426 kg e era fabricada em aços carbono convencionais, com espessuras de 8mm no fundo e 6mm nas laterais. Há 10 anos uma melhoria entrava em curso com a adoção de aços como o Hardox 450 que trazia espessuras de 6mm no fundo e o aço Hardox 400 na espessura de 4mm nas laterais, frontal e porta traseira. “Agora, utilizamos o material Hardox 500 Tuf e reduzimos ainda mais as espessuras das chapas da caixa de carga, como exemplo: a chapa do fundo, de 6mm para 5mm e de 4mm para 3mm nas laterais, frontal e porta traseira e o equipamento passou a pesar 4.780 kg.”, diz Hugo Leandro Rosa, Gerente de Manutenção da CBMM.

Os principais objetivos da CBMM na busca por uma nova solução foram a redução direta de peso, aumentando proporcionalmente a capacidade de carga, o aumento da disponibilidade física do caminhão e a redução dos custos de manutenção e de transporte.

Com um equipamento mais leve, é possível compensar a retirada do peso do aço adicionando carga, um ganho proporcional de 6,3% de carga útil.

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