Relatório detalha estado das rodovias no Brasil

By Fausto Oliveira27 October 2014

carretera brasil

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A Confederação Nacional dos Transportes divulgou seu relatório anual com o estado das rodovias do país. Esta é a 18ª edição do estudo realizado pela entidade. Nesse ano, o número de quilômetros avaliados aumentou 1,8%, e ao todo a CNT percorreu 98.475 quilômetros. Isso corresponde à totalidade das rodovias federais pavimentadas e aos principais trechos das rodovias administradas pelos estados.

O estudo é o que traz a informação mais precisa a respeito da pavimentação de rodovias no Brasil. Segundo seus dados, a malha viária brasileira está composta por 1.691.522 quilômetros, sendo que somente 203.599 quilômetros estão pavimentados, ou seja, 12%.

Do total de estradas pavimentadas, o Brasil tem 5.446 quilômetros de rodovias duplicadas, e outros 1.317 quilômetros atualmente em processo de duplicação. Todos os demais quilômetros pavimentados no país são rodovias de pista simples.

Com relação à qualidade do pavimento, a CNT avaliou que quase a metade do pavimento (49,9%) está em condição regular, ruim ou péssima devido a buracos, afundamentos, ondulações, trincas ou outros problemas. Além disso, o número de pontos críticos onde a segurança não é boa aumentou de 250 no ano passado para 289 no estudo desse ano.

Por outro lado, o relatório mostra que o estado das rodovias concessionadas à iniciativa privada está muito melhor do que aquelas administradas pelo poder público. Enquanto as 74,1% das estradas concessionadas foram consideradas excelentes ou boas, somente 29,3% das vias administradas pelo Estado foram classificadas assim.

Produtividade

O estudo da CNT esclarece como a má infraestrutura rodoviária de um país gera custos e diminui a produtividade da economia. Calculou-se que o custo operacional sobre o transporte de cargas pelas rodovias brasileiras ascende a 26%, ou seja, isso é o quanto se agrega ao custo do produto transportado devido às más condições do pavimento. Mas se se considera a região Norte isoladamente, onde as estradas são as piores, o custo sobe para 37,6%.

A perda da competitividade é evidente, e quanto mais pressão é posta sobre a mesma estrutura rodoviária, mais o pavimento sofre. Dessa maneira, o crescimento econômico do Brasil fez a competitividade cair no que diz respeito ao transporte. Isso porque, de acordo com o estudo CNT 2014, nos últimos dez anos o crescimento da malha viária pavimentada foi de 13,8%. Por sua vez, o número de veículos transitando por ela aumentou 122% no mesmo período.

Os danos provocados pela infraestrutura rodoviária na competividade brasileira estão registrados no Índice de Competividade Global do Fórum Econômico Mundial. Os dados deste ano mostram que as rodovias do Brasil estão na posição 122 entre 144 países analisados. Na América do Sul, o Chile (31), Suriname (90), Bolívia (95), Peru (102) e Argentina (110) se saíram melhor.

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