Produção de caminhões cresce 35,4% em agosto

No mês de agosto foram produzidos 17,2 mil caminhões contra 12,7 mil em julho de 2022, representando um crescimento de 35,4%. Porém, houve recuo de 2,6% no acumulado de janeiro-agosto/22 (101,7 mil) em comparação com o mesmo período de 2021 (104,5 mil), segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Foto: Jac Motors

No mês de agosto de 2022 em relação a agosto de 2021 ocorreu um aumento de 15,1%.

Quando o assunto é licenciamento de caminhões, em agosto foram 12,5 mil unidades contra 11,6 mil em julho, registrando um aumento de 8,2%. Em relação a agosto de 2021 ocorreu uma queda de 3,4%. No acumulado de janeiro-agosto de 2022 em relação ao mesmo período de 2021 também registrou recuo de 2,4%.

Segundo Marco Saltini, vice-Presidente da Anfavea, o mês de agosto mostra o que vem acontecendo nos últimos anos, ou seja, os veículos pesados representam 51% dos emplacamentos.

A indústria de caminhões já registra números maiores em relação a 2019. “Nós viemos de um período de crise econômica que derrubou muito as vendas de veículos comerciais e que estava voltando a retomada antes da pandemia”, lembra Saltini.

Neste momento todos os fabricantes de caminhões estão em atividade o que conta muito para essa recuperação. “Há alguns meses tivemos algumas fábricas paradas por que estavam com dificuldades na produção, devido à falta de componentes”, diz Marco Saltini lembrando que o começo do ano foi bastante ruim para o setor de pesados. Ele vem se recuperando ao longo do tempo e deve caminhar com uma certa normalidade daqui para frente. Há demanda para esse setor”.

O vice-Presdiente da Anfavea explica que o número de agosto e expressivo, mas não significa que a questão da falta de componentes está superada.

Ele demonstra, principalmente, duas coisas: a primeira, em agosto todas as empresas tiveram condições de operar com uma certa normalidade e a segunda, é o grande trabalho que as áreas de logísticas das empresas têm feito junto aos fornecedores na busca de conseguir esses componentes para alimentar as linhas de produção.

Existem ainda algumas dificuldades momentâneas que requerem atenção na hora de produzir e ofertar ao mercado. Hoje, as fábricas de caminhões estão operando entre 60% e 65% das suas capacidades

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Cristian Peters
Cristián Peters Editor Tel: +56 977987493 E-mail: cristiá[email protected]
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