Primeiras conquistas

By Juliana De Andrade29 March 2016

Tras el reciente cambio de gobierno, Argentina vive un momento de incertidumbre en lo que se refiere

Tras el reciente cambio de gobierno, Argentina vive un momento de incertidumbre en lo que se refiere a su futuro económico, aun así, el nuevo presidente no se rinde, y sigue afirmando que llegó a cump

O novo presidente argentino, Mauricio Macri, foi rápido na implementação de reformas para impulsionar a economia do país, uma atitude que intensificou as expectativas de uma retomada financeira no país. Em poucos meses, o novo governo eliminou os impostos para as exportações e desvalorizou a moeda, num contexto de estreitas reservas monetárias.

Especialistas da LatinFocus, criadora do Índice de Percepção da Economia (IPEC) estimam que, apesar de que as medidas devam beneficiar as exportações, a depreciação da moeda provavelmente produzirá inflação, que já se encontra em dois dígitos. Ainda assim, o governo espera fechar um acordo com os fundos credores de sua dívida, o que devolveria ao país o acesso ao mercado internacional de capitais.

Enquanto a economia se adapta às novas políticas macroeconômicas, a Argentina tem que lidar com ameaças externas, como a desaceleração da economia no Brasil e as quedas dos preços das matérias primas, um fator que afeta quase toda a América Latina.

Porém, o ministro da economia, Alfonso Prat-Gay, declarou que espera que o crescimento do país se situe este ano entre 0,5% e 1%, com uma média de 4,5% para os próximos três anos. Por sua vez, a LatinFocus aponta para uma ligeira expansão de 0,2% em 2016, para logo saltar a 3,1% em 2017.

Apesar das diferentes projeções e uma economia bem mais lenta, Macri não se rende. Em sua primeira semana de Casa Rosada já deixou claro que havia chegado com intenção de cumprir suas promessas.

Impacto na construção

O engenheiro Manuel Montes, diretor de arquitetura da Província de San Juan, comenta que o país sofreu uma importante desvalorização no fim do ano passado, o que impactou em toda a economia, e como costuma ocorrer nesses casos, a indústria da construção também se ressentiu.

“Acreditamos que o governo nacional sabe da importância da nossa atividade como geradora de emprego e desenvolvimento, por isso esperamos melhorias para os próximos meses. Como ocorre em cada novo governo, há esperança”, indica Montes.

Segundo o executivo, que tem como função dirigir a entidade responsável pela manutenção dos edifícios públicos de San Juan, o plano de obras anunciado recentemente pelo novo presidente para os próximos quatro meses é um bom sinal para o setor.

“É necessário atrair investimentos, e para isso é preciso gerar confiança no país. Isso seguramente acontecerá em curto prazo”, acrescenta.

Por sua vez, Roberto Iván Giancovero, presidente da empreiteira Vilder S.A, opina que “a situação econômica no país será lenta, mas firme em 2016, e que irá tomando mais fôlego em meados do ano, à medida que se superem alguns atrasos pelos quais passa o setor”. O executivo comenta que “atualmente estamos executando algumas obras menores para o Ministério de Infraestrutura e Transporte por Emergência Hídrica, ainda que para a reativação das obras públicas deveremos esperar o segundo semestre do ano”.

Ainda assim, o informe da consultoria Ecolatina já adverte sobre a retração da obra pública na Argentina. Espera-se cerca de US$ 666 milhões de investimento entre os novos projetos e aqueles que os idealizadores estão à espera de algum sinal de previsibilidade macro.

Por sua vez, outro fator a ter em mente é que, em janeiro de 2016, as fábricas de cimento Portland venderam 862.787 toneladas, incluindo aí exportações, o que representa uma queda de 8% com relação ao mês anterior; e uma queda de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2015.

Acerca disso, Giacovero acredita que seria possível gerar uma recuperação do valor do metro quadrado Premium, que hoje custa cerca de US$ 5 mil, por que com os insumos em baixa volta-se a usar seus excedentes como reserva de valor.

Para o presidente da Vilder, as medidas econômicas anunciadas pelo governo predizem um 2016 no qual haverá mudanças nas regras do jogo. Ainda assim, adverte que é preciso superar os primeiros meses do ano, ainda afetados pela inércia inflacionária de dezembro, em que os preços se dispararam pelas especulações que foram geradas no lançamento das artimanhas cambiárias. “Devemos ter em conta que a inflação continua sendo um inimigo da construção, já que afasta as pessoas do objetivo de ser proprietário. Ainda que a inflação deste ano, com relação à do ano passado, caiu quase 10 pontos, continua sendo um limitante”, agrega.

O executivo crê que seria razoável atender às necessidades de curto prazo das empresas como uma forma de solução ao endividamento que mantêm com as empreiteiras, e uma adequação do regime de determinação dos preços das obras. “Creio que quanto antes deve-se garantir um fluxo de fundos destinado a pagamentos das obras em execução que possibilitem sua continuidade, e evitar assim as demissões que se produzem como consequência direta desta paralisação”, diz.

“As províncias também devem se adequar em seu sistema de pagamentos, já que isso incide diretamente no setor de obras públicas. Se a área de finanças provincial nos diz que serão liberados os pagamentos à medida que se recebam consignações, mas não comprometem uma data exata com as empresas, não poderemos pagar nossos prestadores e as cargas sociais, como também pagar nossas dívidas. Isso faz com que caiam em mora e as empresas fiquem sem o certificado de livre dívida fiscal, impedindo de serem contratadas pelo Estado. Se isso não se modifica, continuaríamos em uma má situação”, afirma.

“O mercado fácil acabou, para poder competir a empresa deve se diferenciar. Considero que poder ser o momento de oferecer a demanda de produtos melhor terminados, com maior valor agregado e muito segmentado. Se não queremos perder porções de mercado, devemos redesenhar estratégias, mas um dos principais desafios é gerar um bom diagnóstico”, finaliza.

Plano de obras públicas

Em uma de suas grandes ações para destravar a economia argentina, Marci resolveu acelerar um plano de obras públicas, que terá como prioridade a resolução de problemas como inundações, moradia, transporte público, rodovias e abastecimento de água.

Na província de Córdoba, por exemplo, já se colocou em marcha a construção de um aqueduto de concreto armado. A estrutura, que está sendo construída pela empreiteira ALE, terá uma extensão de 1.075 metros e se realizará em 44 etapas de execução e lançamento.

Na província de San Juan, diversos projetos importantes estão em fase de estudo pelo Ministério de Obras Públicas. Um deles é a Cidade Esportiva, um complexo de alta competitividade para o desenvolvimento do esporte, a reforma do Parque de Mayo, conhecido como o pulmão verde da Grande San Juan, obras culturais, escolas e hospitais etc.

Os projetos estão alinhados com o futuro de San Juan, tendo em conta a grande mudança que se espera na província com a construção do tão ambicionado Túnel Água Negra, um megaprojeto que unirá San Juan com a Região de Coquimbo, no Chile.

O presidente parece conhecer bem a importância de fortalecer os diferentes setores econômicos e o papel que eles cumprem. Ao que parece, o novo governo está trabalhando para gerar a estabilidade nos marcos normativos, confiando que isso trará maiores facilidades e incentivos. A Câmara Argentina da Construção (Camarco) espera que a construção residencial continue a se recuperar. Sua expectativa é de 5% de crescimento no ano. Com essa meta, se relançará para o setor de habitação o plano ProCrear (Programa de Crédito Argentino do Bicentenário), iniciado pela administração anterior.

Esse plano foi explicado por Emilio Basavilbaso, diretor executivo da Administração Nacional da Segurança Social (ANSeS), que adiantou que seria incluída uma nova linha para permitir a compra de moradias construídas com uma meta de 100 mil créditos anuais.

Entre as mudanças previstas, se prevê uma maior diferenciação segundo o nível socioeconômico de cada família, se incluirá uma nova linha para permitir a compra de moradias já construídas e se elevarão os montantes dos financiamentos.

Não se descartou a aplicação do projeto que permitiria ao Banco Central habilitar créditos imobiliários em base a uma unidade monetária que se ajuste periodicamente por um índice, em um esquema similar ao que funciona no mercado chileno, com a Unidade de Fomento.

Macri obteve aprovação do governo dos Estados Unidos para receber créditos de organismos internacionais, os quais proviriam de entidades multilaterais, liberando assim recursos a um ritmo mais acelerado para finalizar projetos que estavam paralisados, e também para avançar em muitas obras novas, sobretudo em matéria de inundações na capital Buenos Aires.

Essas obras se dividirão entre o atual Plano Belgrano, dirigido por José Cano, que detém o cargo de secretário da Chefia de Gabinete na Secretaria de Obras Públicas, que está nas mãos de Daniel Chain, dentro do Ministério do Interior e Obras Públicas.

Antes dessa decisão positiva do Tesouro Norte Americano, comunicada pessoalmente ao Ministro da fazenda e Finanças, Alfonso Prat-Gay, pelo secretário Jacob Lew, a Argentina recebia um baixo fluxo de créditos devido a que o principal bloqueio para a aprovação era frequentemente a negativa norte-americana.

Para o bem do setor da construção, espera-se que esse processo se acelere, por que o governo dos Estados Unidos é um acionista importante do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Fundo Monetário Internacional. Ainda assim, o presidente anunciou que não tomará créditos do FMI, apesar de que a entidade oferece taxas baixas. Isso obedeceria a uma questão política, e ao fato de que ele crê que o banco está desprestigiado nos setores populares, e identificado com a perda da autonomia nacional. Em contrapartida, o presidente solicitou a gestão do financiamento do Banco Latino-Americano de Desenvolvimento (CAF).

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