Presença concreta

By Cristián Peters02 August 2016

Cifa busca consolidarse en la región y apunta a convertirse en el segundo actor del mercado

Cifa busca consolidarse en la región y apunta a convertirse en el segundo actor del mercado

À diferença de muitas outras empresas fabricantes de equipamentos de construção, a italiana CIFA, que hoje pertence ao grupo Zoomlion, experimentou um 2015 positivo na América Latina, e suas projeções comerciais para este ano são também favoráveis. É o que garante Marco Polastri, gerente de vendas da companhia, que espera consolidar o crescimento no atual exercício e aumentar o volume de vendas em 15%.

Como parte deste esforço, ao longo de 2016 a CIFA estará presente em diversos projetos importantes. Grande parte da atividade se concentrará na Colômbia, onde é parte da hidrelétrica Hidroituango, o túnel Villavicencio, e de todos os trechos rodoviários do programa de concessões 4G. Na Argentina, a CIFA se destaca no complexo hidrelétrico Jorge Cepernic – Néstor Kirchner; na Costa Rica está na hidrelétrica de Reventazón; no Peru, está no metrô de Lima e em obras portuárias.

A empresa é otimista em relação a seu desempenho na região, razão pela qual apostou suas fichas no desenvolvimento de mercados. Hoje, mantém uma forte presença nos principais países da América Latina através de distribuidores exclusivos, mas continua na análise de oportunidades.

Em termos de territórios, o desafio da empresa é se manter e consolidar os mercados onde já está presente, com especial afinco naqueles que define como key markets, e onde ela já é a segunda força, como Colômbia, Peru e Chile. “Fomos passo a passo. Há quatro anos, a CIFA era apenas uma marca europeia pouco focada na região latino-americana. Agora, ao contrário, somos os segundos atores nos principais países (com participações que vão de 30% a 35%) e seguimos em frente para virarmos top of mind das marcas de maquinário para manipulação de concreto nesta região”, afirma Polastri.

Mas a companhia também está buscando ativamente a abertura de novos mercados. Neste sentido, Leonardo Guastafierro, gerente da área para América Latina, comenta que no ano passado a CIFA designou seu primeiro dealer na Bolívia. “Começamos em 2015 a partir do zero. Fizemos um estudo de mercado, uma análise da situação, e fechamos com a SACI. Já no ano passado superamos nossas expectativas, que para este ano também são altas. Ali se vendem muitas bombas estacionárias e mixers de 8m3”, diz o executivo.

E este ano os esforços estão se concentrando no Paraguai e Uruguai, onde, segundo adianta Polastri, “contamos com agentes e distribuidores, ainda que em fases muito iniciais de nossa parte”.

Estratégia

A América Latina, excluindo o Brasil, que tem produção local, representa entre 8% e 9% das receitas globais da CIFA (que em 2014 alcançaram 285 milhões de euros, e para 2015 espera-se um crescimento rumo à faixa de 295-300 milhões de euros), e os executivos estão empenhados em fazer o peso relativo da região crescer, assim como também aumentar sua participação na indústria em geral. “Daqui a cinco anos, queremos ter uma participação de mercado de entre 35% e 40%, desenvolvendo todas as linhas do grupo, como tuneladoras, bombas e centrais de concreto, e os modelos de auto-concreteiras Magnum, que ainda contam com muita pouca presença na região. Estes são produtos de nicho que já distribuímos na região, mas com volumes pouco relevantes”, diz Polastri.

Guastafierro diz também que “a Magnum é um produto muito particular, que agrada mercado por ter duas funções em um produto. É um caminhão mixer com o qual você pode transportar concreto, mas também tem a lança. Mas ainda não está na mentalidade do construtor latino-americano”.

Esta estratégia de crescimento se enquadra num novo enfoque que a Zoomlion estpa assumindo em seus equipamentos de concreto, que passam pouco a pouco a se comercializar com a marca CIFA. Neste contexto, segundo Polastri, “estamos planejando a ampliação de nosso portfólio, incluindo uma nova linha de que se chama CIFA Classic, e que terá a característica de ser desenvolvida internamente pela CIFA e produzida em nossas instalações na China. A linha Classic se diferencia por ser um produto extremamente básico, competitivo e de alto rendimento. O objetivo é introduzi-la este ano, coisa que já estamos fazendo no Peru e na Colômbia”.

Guastafierro também afirma que os modelos da linha Classic “são nosso cavalo de batalha. A introdução desta nova linha representa uma boa oportunidade tanto para o mercado quanto para nós, produtores”.

“O distribuidor também ganha, com isso, mais opções ao aumentar sua oferta de produtos, consequentemente aumentando nossa presença”, diz.

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