Plano Procrear chega aos dois anos enquanto a construção argentina entra em crise

By Fausto Oliveira20 August 2014

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Há poucas semanas completou dois anos de lançamento o Plano Procrear, principal iniciativa de moradia social impulsionada pelo governo argentino nos últimos anos. O Programa de Crédito Argentino (cuja sigla é Procrear) gerou, nesses dois anos, um total de 113.327 transações de compra e construção de unidades habitacionais ao longo do país.

As cifras oficiais do órgão responsável por manter o programa através do Banco Hipotecário do país mostram que nesse período o Procrear financiou a aquisição de moradia própria no mercado para 79.333 famílias, enquanto que as 33.994 restantes usaram os financiamentos públicos para construir, fazer reformas ou comprar terrenos para levantar suas casas.

O programa também contempla um investimento público em 104 novos redutos urbanos, o que prevê a construção das residências financiadas pelo programa mais as obras de infraestrutura necessárias para a instalação desses novos bairros. Destes, 67 estão em construção e os 37 restantes estão em processo de licitação.

Entre créditos individuais e financiamento direto para os novos bairros, o programa Procrear investiu até o momento o equivalente a pouco mais de US$ 4,8 bilhões.

Plan Federal Vivienda

Apesar dos bons números de seu programa de moradia social, o governo argentino se vê diante de uma crise no setor da construção que vem custando empregos. Informações da imprensa dão conta de que em tão somente seis meses cerca de 20 mil empregos se perderam na construção argentina.

Numa tentativa de compensar a tendência negativa, a presidente Cristina Fernández anunciou há dias o relançamento do Plan Federal Vivienda (Plano Federal de Moradia).

A iniciativa teve outras duas edições em 2004 e 2007, que deixaram milhares de unidades habitacionais não concluídas. Calcula-se que só na província de Buenos Aires haja cerca de 7 mil moradias por terminar.

A ideia do governo é mobilizar recursos públicos para concluir as moradias não terminadas pelas outras edições do programa, segundo o anúncio.

A atividade privada de construção na Argentina se encontra em má situação desde a desvalorização do peso em janeiro desse ano. Com a política de preços controlados e o novo contexto monetário, a indústria reduziu seu nível de atividade drasticamente. Agora, com o relançamento do plano de moradia, o governo espera reativar o setor. Mas de acordo ao que se menciona na imprensa do país, haverá uma atualização dos preços de insumos e materiais.

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