PIB brasileiro caiu 3,8% em 2015

03 March 2016

Brasil economía

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O Produto Interno Bruto do Brasil diminuiu em 3,8% em 2015, de acordo com o IBGE. A notícia foi divulgada esta quinta-feira dia 3 de março, e confirma as previsões de uma forte recessão no país.

Segundo o IBGE, o quarto trimestre de 2015 mostrou uma forte queda na economia em comparação com o quarto trimestre do ano anterior, com contração interanual de 5,9%.

Quase todos os setores econômicos brasileiros apresentaram quedas no nível de atividade e valor de produção ao longo de 2015. A construção civil, confirmando as previsões da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, obteve uma média de quedas trimestrais em relação a trimestre anterior, em 2015, de 5,2%. Isso significa que sua queda ano contra ano terá sido próxima a este número.

A construção civil faz parte do índice da Indústria, no cálculo do PIB pelo IBGE. O setor industrial brasileiro caiu 6,2% no ano passado.

O IBGE também analisa os dados por grandes eixos econômicos, dividindo o PIB do país nas categorias “consumo das famílias”, “consumo do governo”, “formação bruta de capital fixo”, “exportação de bens e serviços” e “importação de bens e serviços”.

O segmento de formação bruta de capital fixo inclui a compra de máquinas e equipamentos por todos os setores econômicos, e é a melhor medida do investimento privado. O número foi negativo em 14,1% em 2015, enquanto no quarto trimestre, o índice de investimentos caiu 18,5% em relação ao quarto trimestre de 2014.

A Sobratema, que congrega os fabricantes de maquinário de construção e mineração no Brasil, estima que apena este setor terá caído 57% em 2015.

A taxa de investimento em relação ao PIB brasileiro caiu 18,2% no ano passado.

Em resumo, este foi o pior resultado da economia brasileira desde 1990, quando o PIB se contraiu 4,3%. A OCDE e muitos economias brasileiros consultados pela imprensa econômica e agentes de mercado preveem nova queda para 2016, e as estimativas ficam entre -3,5% e -4,5%.

O sobreendividamento público e privado, a rigidez das leis que regulam o ambiente econômico, a dependência da exportação de commodities e a simultânea ocorrência de inflação, que leva à manutenção de uma alta taxa de juros, são fatores que dificultam muito uma retomada. A maioria dos economistas e agentes econômicos concorda que apenas com reformas estruturais que modernizem o Estado e facilitem a atividade econômica o Brasil poderá voltar a crescer.

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