Panamá: o eixo da América para 2020

By Karen Blanford05 October 2011

Apesar de ser um país pequeno com uma população de apenas 3,6 milhões e um PIB de US$23 bilhões (em moeda de 2005), o Panamá se destaca pelo seu desenvolvimento. Inclusive em 2009, quando a economia mundial oscilava durante a recessão, sua economia expandiu 3,2%.

O presidente do país, Ricardo Martinelli, tem se atribuído um ambicioso objetivo e, para 2020, espera que o país se transforme no Eixo das Américas, um centro de negócios, logística e turismo para a América do Norte e do Sul.

Com esse objetivo, a administração tem desenvolvido um plano estratégico de crescimento de cinco anos, o qual entrou em vigor em janeiro de 2010 e aposta pelas três áreas mencionadas.

O canal do Panamá é a pedra angular em logística. Atualmente administra mais de 299 milhões de toneladas de carga anual e, com o objetivo de manter sua competitividade, o Governo está investindo cerca de US$5,2 bilhões em sua expansão com um terceiro jogo de eclusas e maior profundidade, o que permitirá a navegação de embarcações maiores e duplicará sua capacidade.

Por sua vez, o plano também considera um projeto de US$5,8 bilhões para transformar o país em um grande fornecedor de produtos agrícolas, por meio de melhores estradas para facilitar o transporte, permitindo ao setor chegar de uma maneira melhor aos portos. Também estão sendo considerados investimentos em aeroportos para o translado de frutas tropicais. Além disso, o foco será a instalação de redes de frio que facilitarão o transporte de produtos refrigerados e minimizarão as perdas.

Os fundos também serão destinados ao desenvolvimento do turismo em cidades estratégicas.

O programa também destinou US$3,8 bilhões para projetos de bem-estar social através da construção de escolas, hospitais e de 5 mil moradias econômicas anuais em todo o país.

Outra tarefa importante para o governo será a construção de um sistema de metrô urbano na Cidade de Panamá.

Perspectivas

Desde 2007, o país tem vivido um boom na construção. O gasto nesse item aumentou quase 50% de 2005 a 2007, até US$2,8 bilhões. Da mesma forma, desde esse ano, o gasto em construção tem crescido a uma taxa anual composta de quase 7% no mesmo período. No entanto, o gasto em infraestrutura cresceu mais de 15%.

O mercado da construção no Panamá se manterá forte graças ao ambiente positivo para os negócios, ao lado de projetos específicos do governo, que aproveitam o impulso gerado pela expansão do canal. A previsão é de que o gasto total cresça 10% anual entre 2010 e 2015. O gasto em infraestrutura impulsará esse acréscimo, resultado da intensificação dos trabalhos no Canal, que deve ser finalizado em 2014. O gasto em infraestrutura aumentará 12% anual entre 2010 e 2015, o que representa mais de 35% do gasto total.

Por sua vez, a construção de estruturas não residenciais será o segmento que crescerá mais rápido durante os próximos cinco anos, aumentando 14% em sua taxa anual composta.

O maior risco desse ponto de vista está em que a construção depende principalmente de políticas internas, que são muito sensíveis aos atos de corrupção. O presidente Martinelli tem iniciado uma ofensiva contra funcionários corruptos, no entanto, persistem acusações de que têm sido esforços parciais.

Para alcançar seus objetivos, o governo deve zelar por transações transparentes e um cumprimento da planificação e dos códigos de construção. Do contrário, os atores globais que o país espera atrair não virão.

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